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Presidente da Fecosul reúne-se com Paulo Paim para discutir avanço da PEC da jornada de 40 horas e fim da escala 6×1

Brasília – O presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecosul), Guiomar Vidor, participou de uma reunião no Senado Federal com o senador Paulo Paim para debater estratégias visando o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas e o fim da escala 6×1.

O encontro ocorreu em Brasília e teve como foco a construção de caminhos para destravar a tramitação da proposta no Congresso Nacional. Durante a reunião, foram discutidas ações de mobilização social e articulação política junto aos parlamentares, com o objetivo de ampliar o apoio à matéria e acelerar sua apreciação pelo Senado.

Segundo Guiomar Vidor, a redução da jornada de trabalho sem redução salarial representa uma demanda histórica da classe trabalhadora brasileira e uma medida capaz de promover mais qualidade de vida, geração de empregos e equilíbrio entre trabalho, família e lazer.

Além da atuação institucional no Congresso, o movimento em defesa da PEC seguirá promovendo mobilizações em todo o país. Entre as próximas atividades está o dia nacional de protestos marcado para 30 de junho, quando trabalhadores e entidades sindicais realizarão manifestações em diversas cidades brasileiras para pressionar pela votação da proposta.

Também está prevista para o dia 1º de julho uma audiência pública no Senado Federal para debater os impactos da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1. Na mesma data, representantes dos trabalhadores deverão ser recebidos pela presidência do Senado para apresentar argumentos e contribuir na construção de alternativas que viabilizem o avanço da pauta.

A reunião entre Guiomar Vidor e Paulo Paim reforça a articulação entre o movimento sindical e parlamentares comprometidos com a defesa dos direitos dos trabalhadores, em um momento considerado decisivo para o futuro da proposta no Congresso Nacional.

Matéria: Daiana Correia

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Fecosul critica reajuste de 5,35% proposto pelo Governo Leite ao Piso Regional

O presidente da Federação dos Empregados no Comercio e Serviços do RS, Guiomar Vidor, que integra a comissão de negociação do Piso Regional pela CTB, fez duras criticas ao reajuste proposto pelo governo do estado ao Mínimo Regional. O representante sindical, afirma que com este reajuste minguado, o Piso Regional amplia ainda mais suas perdas em relação ao Mínimo Nacional, que teve um reajuste de 6,79% em janeiro deste ano. Segundo Vidor, o governo mais uma vez cedeu a pressão patronal que quer o fim do instituto.
O dirigente destaca que o Piso Regional impacta mais de 1,3 milhões de trabalhadores gaúchos, que são os que menos ganham e mais precisam do estado como instrumento de equilíbrio nesta relação de desiguais, mas que, infelizmente foram frustrados mais uma vez pelo atual governo.
Vidor lembra que a última proposta feita pelas entidades sindicais, foi de um reajuste de 10% , índice que o dirigente entende como adequado para ser apresentado como emenda ao projeto do governo no debate que deverá ocorrer na Assembleia Legislativa do Estado.

Texto: Guiomar Vidor

Edição: Daiana Correia

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CTB e Fecosul reforçam luta pelo fim da escala 6×1 em encontro regional em Ijuí

Em plenária conjunta, CTB e Fecosul reúnem com dirigentes sindicais da Região Noroeste para debater sobre As transformações que ocorreram nas últimas décadas na Justiça do Trabalho, as relações dos sindicatos com MPT, o fim da escala 6X1 e as eleições gerais deste ano.

O evento, realizado na sede do Sindicato dos Comerciários de Ijuí na tarde desta sexta-feira (08/05), reuniu dirigentes Sindicais de Ijuí, Santo Angelo, Tapera, Três Passos, Palmeira das Missões, Santa Rosa, Erechim e Ibirubá.

Dentre os convidados, o Advogado Paulo Leal abordou a preocupação dos operadores do direito e dos dirigentes sindicais com os posicionamentos adotados por muitos Procuradores do MPT que interferem nas prerrogativas das entidades prejudicando ações importantes, principalmente no tocante a fiscalização nas empresas. Leal discorreu, também, sobre as enormes transformações ocorridas na Justiça do Trabalho a partir de 1999, destacando o distanciamento do judiciário trabalhista da sociedade.

Guiomar Vidor, presidente da Fecosul, fez uma análise da conjuntura política nacional e internacional e comentou sobre os aspectos positivos resultantes do encontro entre os Presidentes Lula e Trump. Guiomar defendeu com veemência a necessidade do movimento sindical participar ativamente do processo eleitoral deste ano, para derrotarmos a extrema direita que ameaça com a continuidade dos retrocessos sociais impostos aos brasileiros no ultimo periodo que governaram o pais.Destacou ainda que precisamos eleger governos progressistas nos estados e garantir uma maioria parlamentar no congresso nacional.

Rodrigo Callais, presidente da CTB, também analisou o cenário político nacional e pediu para que as entidades intensifiquem em em seus municípios a campanha pelo fim da escala 6×1, por uma escala 5×2 e pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, que é a pauta mais urgente e de interesse de toda a Classe Trabalhadora. Destacou ainda, que trata-se de uma luta de quase quatro décadas que se apresenta como conquista possível.
Finalizou dizendo que é fundamental mobilizar a sociedade para cobrar o posicionamento e o voto de cada deputado da região sobre os projetos em pauta no congresso nacional.

Texto: Haroldo Brito

Edição: Daiana Correia

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Centrais sindicais defendem reajuste de 15,98% para o salário mínimo regional em reunião na Casa Civil

Representantes de centrais sindicais e federações de trabalhadores estiveram reunidos nesta segunda-feira (04) na Casa Civil do Rio Grande do Sul com o secretário-chefe Ranolfo Vieira Júnior para tratar do reajuste do salário mínimo regional.

A reunião contou com a participação de lideranças como Guiomar Vidor, da Fecosul, e Rodrigo Callais, da CTB, além de representantes de diversas entidades sindicais.

Durante o encontro, o movimento sindical apresentou a proposta de 15,98% de reajuste, defendendo a reposição das perdas inflacionárias e a valorização dos salários no estado.
Para Rodrigo Callais, o índice é fundamental para garantir dignidade à classe trabalhadora:
“Estamos defendendo um reajuste que recupere o poder de compra dos trabalhadores e trabalhadoras. O salário mínimo regional é uma ferramenta essencial para combater a desigualdade e fortalecer a economia, porque é o trabalhador que movimenta o comércio e os serviços.”

Já Guiomar Vidor apresentou dados para justificar o percentual reivindicado:
“Trouxemos ao governo um levantamento que demonstra a defasagem acumulada do salário mínimo regional frente à inflação e ao custo de vida no estado. Os estudos apontam perdas significativas nos últimos períodos, o que reforça a necessidade de um reajuste de 15,98% para recompor o poder de compra e garantir um ganho real aos trabalhadores.”

As entidades reforçaram que o percentual proposto busca não apenas recompor a inflação, mas também promover aumento real, estimulando o consumo e o crescimento econômico.

O secretário-chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Júnior, recebeu a pauta e sinalizou que o governo irá analisar a proposta. Afirmou ainda que na próxima semana o governo encaminhará o projeto à Assembleia Legislativa com os novos valores que deverão vigorar a partir de 1º de maio.

O movimento sindical seguirá mobilizado para garantir um reajuste que atenda às necessidades da classe trabalhadora e valorize o salário mínimo regional no Rio Grande do Sul.

Jornalista: Daiana Correia

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Sindicomerciários Caxias e Movimento sindical levam milhares de Trabalhadores e de Trabalhadoras para Ato-show nos Pavilhões da Festa da Uva

Milhares de pessoas estiveram reunidas nesta sexta-feira, 1º de maio, nos Pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul, que foi palco de mais um Ato Show do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. O dia foi de integração e festa, mas também de união e luta, para confraternizar, e lutar pelo fim da escala 6×1, por vida além do trabalho; redução da jornada de trabalho e fim da pejotização e terceirização. A Festa do Trabalhador já é um evento tradicional, conjunto do sindicato entre o Movimento Sindical, CTB, CUT, CSB, UGT e Rádio Viva. Neste ano, o evento foi ampliado para todo o país, através do Festival dos Trabalhadores.

O Ato-Show iniciou às 13h nos Pavilhões da Festa da Uva. A programação musical contou com a Banda San Marino, Banda Modello, Banda Mercosul, Banda Cosmo Express, Banda Barbarella e para finalizar a escola de samba campeã do Carnaval 2026: Acadêmicos Pérola Negra. Além da distribuição de brindes, houve diversas atividades para as famílias.

Nilvo Riboldi Filho, presidente do Sindicomerciários Caxias, destaca que o evento é um trabalho em conjunto do sindicato entre o Movimento Sindical e Rádio Viva, possibilitando a realização com diversas atrações e , nos intervalos, levarmos a nossa mensagem, explicar a luta, convocar  a população. “É importante demonstrar a importância desta data para a luta dos trabalhadores, e comemorar, e, neste ano, mais do que nunca, lutar pelo fim da escala 6×1, sem redução salarial, pois os trabalhadores e trabalhadoras precisam de vida além do trabalho! Nós, os comerciários, somos uma das categorias que mais sofre com a o trabalho exaustivo”, complementa Nilvo.

Nilvo Riboldi Filho, presidente do Sindicomerciários Caxias

A data foi escolhida para lembrar a luta dos operários numa greve ocorrida na cidade de Chicago (EUA) no ano de 1886. A data foi marcada pela manifestação de milhares de trabalhadores que reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. “Se hoje não temos mais o trabalho infantil, temos regramento para trabalho insalubre, jornada de trabalho, e todos os direitos que asseguram a vida, dignidade e salários mais dignos, visando garantir a vida dos trabalhadores, trabalhadoras e suas famílias, é pela luta de muitos no passado, e, a nossa no presente. Os sindicatos surgiram dessa luta e para ela, para estar sempre ao lado dos trabalhadores! ”, conclui.

Ivanir Perrone, tesoureira do Sindicomerciários Caxias

Ivanir Perrone, tesoureira do Sindicomerciários Caxias, e uma das organizadoras do evento, destaca que “neste 1º de maio a luta das mulheres foi marcada pela mobilização pelo fim da escala 6×1, redução da jornada de trabalho, sem redução salarial.  As mulheres são as que mais sofrem com o trabalho exaustivo da escala 6×1, pois têm a dupla jornada de trabalho em casa, e, muitas vezes, o único dia que teriam de descanso, é usado justamente para cuidar da casa e da família. Também lutamos pelo combate ao feminicídios e igualdade salarial”, concluiu.

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Sindicomerciários Caxias leva ao Ministério do Trabalho e Emprego denúncias de comerciários e comerciárias sobre rede de lojas

Nesta semana, o Sincicomerciários Caxias esteve reunido com Vânius Corte, auditor-fiscal do trabalho e gerente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e representantes das Lojas Colombo, para levar denúncias apresentadas pelos comerciários e comerciárias de filias de Caxias do Sul, Flores da Cunha e São Marcos.

Entre as denúncias feitas pelos trabalhadores e trabalhadoras através dos diretores do sindicato, estão a obrigação através da gerência dos vendedores realizarem a carga e descarga de mercadorias dos caminhões – inclusive por pessoa com deficiência (PCD) e menor aprendiz; usar os PCDs e menores aprendizes para transportar produtos de uma loja para outra; uso do telefone pessoal para atividades de marketing da loja; vendas da loja; ser obrigados a baixar e instalar um aplicativo para fazer as cobranças da loja; falta de  mesas e computadores para os vendedores e; fazer bater, registra, o ponto e continuar trabalhando. Também foram questionadas a delimitação de metas irreais, só para que não sejam alcançadas, pagando assim só o mínimo da categoria; atestados pagos pelo piso (e não pela média de comissões).

Nilvo Riboldi Filho, presidente do Sindicomerciários Caxias, destaca que a “intermediação do MTE, através de sua gerência, foi fundamental para levar as denúncias para os representantes da empresa, que ficaram de realizar reunião com a gerência das unidades para”. Ivanir Perrone, tesoureira da entidade, que também participou da mesa de discussão, lembra “que, todo trabalhador que tiver alguma dúvida ou denúncia, pode estar falando com os diretores dos sindicatos nas empresas, ou, falando diretamente no sindicato pelos canais de comunicação ou pessoalmente, que, sempre que verificado alguma irregularidade será buscada a resolução junto a empresa”.

No próximo dia 11 de maio, será realizada uma nova reunião apresentando a verificação e resoluções apresentadas paras as demandas dos comerciários e comerciárias.

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Campanha salarial 2026: Fecosul intensifica a luta por reajuste digno para categoria comerciária.

A Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (Fecosul) participou de mais uma rodada de negociação da campanha salarial de 2026 com a Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio), reforçando a pauta de reivindicações dos trabalhadores do comércio e serviços no estado.

Durante a reunião, o setor patronal apresentou uma contraproposta de reajuste de apenas 3,36%, com piso salarial de R$ 1.935,00. A proposta foi considerada insuficiente pela Fecosul, que destacou a distância entre o índice apresentado e as reais necessidades da categoria.

A federação reafirmou sua pauta de reivindicações, construída a partir das demandas dos trabalhadores, que inclui:

•             Reajuste salarial de 8% para os trabalhadores;

•             Piso salarial de R$ 2.100,00;

•             Auxílio estudante equivalente a um piso por ano;

•             Vale-refeição;

•             Licença-maternidade de 180 dias e paternidade de 20 dias;

•             Fim do trabalho intermitente e da terceirização na atividade-fim;

•             Igualdade salarial entre homens e mulheres;

•             Fim da escala 6×1, com adoção da escala 5×2 e jornada de 40 horas semanais;

•             Plano de saúde;

•             Multa por descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho.

Além disso, também foi mencionada a discussão sobre normas regulamentadoras (NRs), tema que segue em debate nas negociações.

Para o presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, a proposta patronal não contempla a valorização necessária dos comerciários e comerciárias, que enfrentam o aumento do custo de vida e desempenham papel essencial na economia do estado.

Vidor reforça que a entidade seguirá junto com seus sindicatos filiados mobilizando a categoria na busca de avanços concretos. A expectativa é de que novas rodadas de negociação possam resultar em uma proposta mais justa e alinhada às reivindicações da categoria.

Jornalista: Daiana Correia

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Falta de profissionais em escritórios contábeis expõe necessidade de valorização na Campanha Salarial

A dificuldade de contratação de profissionais em escritórios de contabilidade no Rio Grande do Sul tem sido um dos principais temas que atravessam a Campanha Salarial 2025/2027 dos trabalhadores do setor. O cenário, cada vez mais presente no dia a dia das empresas, revela um problema estrutural que vai além da simples falta de mão de obra: a desvalorização histórica da categoria.

Nos últimos meses, tem se intensificado o debate público sobre a escassez de trabalhadores nos escritórios contábeis. De um lado, empresas apontam dificuldades para contratar e reter profissionais. De outro, trabalhadores denunciam salários baixos, alta pressão, ausência de plano de carreira e falta de investimento em qualificação.

Para o SINDESC RS, que representa mais de 20 mil empregados em escritórios e empresas de contabilidade no estado, a questão precisa ser analisada de forma completa.

Dois lados de um mesmo problema

De acordo com o sindicato, há um discurso recorrente por parte de empregadores de que os profissionais “não permanecem”, “entregam pouco” ou “buscam sair por pequenas diferenças salariais”. No entanto, a realidade enfrentada pelos trabalhadores mostra outro cenário.

Entre as principais queixas da categoria estão:
• Salários defasados, muitas vezes sem aumento real ao longo dos anos;
• Alta cobrança e pressão por resultados;
• Ausência de plano de carreira e crescimento profissional;
• Falta de investimento em capacitação e qualificação;
• Pouco reconhecimento pelo aumento de responsabilidades.

Esse conjunto de fatores tem levado muitos profissionais a buscar melhores oportunidades, dentro ou fora do setor, ampliando a rotatividade e dificultando a retenção de mão de obra qualificada.

A conta não fecha

Outro ponto levantado no debate é a chamada “polêmica dos honorários”. Segundo o SINDESC RS, há escritórios que operam com valores muito baixos, o que limita a capacidade de investimento em estrutura e pessoal.

Por outro lado, o sindicato também aponta que nem sempre honorários mais altos se traduzem em valorização dos trabalhadores, indicando que o problema não se resume apenas à precificação dos serviços, mas também à forma como os recursos são distribuídos dentro das empresas.

“O que vemos é que a conta não fecha para nenhum dos lados quando não há valorização do trabalho. Sem salário digno, sem perspectiva de crescimento e sem investimento nas pessoas, não há como manter profissionais qualificados”, avalia o sindicato.

Valorização é caminho para resolver a escassez

Dentro desse contexto, o SINDESC RS reforça que a reposição salarial com aumento real é um dos principais pontos da pauta de reivindicações apresentada na atual negociação coletiva.

Para a entidade, enfrentar a falta de profissionais passa necessariamente por:
• Melhorar os salários da categoria;
• Garantir valorização real acima da inflação;
• Estimular planos de carreira e crescimento profissional;
• Ampliar investimentos em qualificação;
• Reduzir a rotatividade por meio de melhores condições de trabalho.

A avaliação do sindicato é de que a valorização não deve ser vista como custo, mas como investimento estratégico, essencial para a sustentabilidade do setor contábil.

Negociação segue em andamento

Com data-base em março, as negociações da Convenção Coletiva seguem em curso entre o SINDESC RS e a representação patronal. O tema da valorização da categoria e da retenção de profissionais deve seguir no centro dos debates nas próximas rodadas.

Para o sindicato, o momento é decisivo para corrigir distorções históricas e construir um novo cenário para os trabalhadores e trabalhadoras do setor contábil no Rio Grande do Sul.

“A falta de profissionais não é um problema isolado. É um sinal claro de que é preciso mudar. E essa mudança começa pela valorização de quem faz o setor funcionar todos os dias”, conclui o SINDESC RS.

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Trabalho melhor e tempo para viver

Artigo de Opinião GZH

Por Rodrigo Callais, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) no RS

Recentemente manchetes afirmaram que o brasileiro trabalha menos do que a média mundial. A afirmação, além de simplista, ignora um dado essencial: quando comparamos o Brasil aos países do G20 – as maiores economias do planeta –, estamos entre aqueles em que mais se trabalha por ano.

Segundo dados internacionais, o Brasil registra cerca de 1.700 a 1.750 horas trabalhadas por ano, número superior ao de países como Alemanha, França e Reino Unido. Além disso, nossa jornada legal de 44 horas semanais está entre as mais longas das grandes economias. E isso sem contar os longos deslocamentos diários e a dupla jornada enfrentada por milhões de mulheres trabalhadoras.

O problema do Brasil nunca foi “trabalhar pouco”. Ao contrário: trabalhamos muito e, muitas vezes, recebemos pouco. O desafio está na valorização do trabalho, na distribuição de renda e na qualidade de vida.

É nesse contexto que defendemos o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução de salários. A escala 6×1, que impõe seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso, compromete a saúde física e mental, dificulta a convivência familiar e limita o direito ao lazer e à formação.

Reduzir a jornada para 40 horas semanais é uma medida civilizatória. Países desenvolvidos já adotam jornadas menores, com ganhos em produtividade, redução de afastamentos por adoecimento e maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Trabalhadores mais descansados produzem melhor, erram menos e vivem com mais dignidade.

“Defender 40 horas semanais sem redução salarial não é radicalismo”

A diminuição da jornada também fortalece a economia. Ao gerar novos postos de trabalho e ampliar o tempo disponível das famílias, estimula o consumo, a educação e a participação social. É uma medida que beneficia trabalhadores, empresas e o país.

O Brasil precisa avançar. Precisamos substituir a lógica do excesso de trabalho pela lógica do trabalho digno. Defender 40 horas semanais sem redução salarial não é radicalismo – é justiça social.

O trabalhador brasileiro já faz a sua parte. Está na hora de garantir condições mais humanas para viver, conviver e prosperar.

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Sindicato dos Comerciários de Taquari assina acordo para trabalho no comércio durante a Festa de Maio

Uma convenção coletiva irá regulamentar a mão de obra do comércio para as empresas do setor que estarão expondo durante a Festa de Maio de 2026, que ocorre de 14 a 17 e 22 a 24 de maio de 2026 na cidade de Teutônia. O documento foi assinado na quarta-feira, dia 01 de abril, pelo Sindicato dos Empregados no Comércio e o Sindilojas de Lajeado.

As empresas que terão exposição durante o evento deverão assinar o formulário de adesão para ser autorizada a usar a mão de obra de trabalhadores durante o evento. Para isso terão que preencher e assinar um termo de adesão, que se encontra nos site do Sindicomerciários. O link para o documento é:  https://sectaquari.com.br/servicos/normas-coletivas

As empresas deverão entregar as duas entidades sindicais os seguintes documentos:

  • Formulário preenchido e assinado em três vias
  • Relação de trabalhadores do eSocial
  • Cópias das guias de recolhimento das contribuições sindicais ao Sindicato dos Empregados no Comércio e ao Sindilojas.

Abono pelo Trabalho

O documento prevê o pagamento de abono pelo trabalho aos finais de semana e durante o período noturno durante o evento.

O valor da gratificação para quem os empregados que trabalharem nos sábados à tarde e durante o período da noite será de R$ 61,00 por sábado ou noite trabalhada.

Será considerado período noturno o horário das 18h às 22h.

Já o trabalho aos domingos será gratificado em R$ 95,00 por domingo trabalhado. Além disso, as empresas irão conceder uma folga, que deverá ser concedida na semana anterior ou posterior ao dia trabalhado. Já o trabalho noturno deverá ser compensado com um turno de folga a cada período noturno trabalhado

Além disso, todas as horas extras durante o evento serão de 100% sobre a hora normal de trabalho.

Alimentação e Transporte

As empresas terão a obrigação de fornecer alimentação aos seus empregados durante o evento. As empresas, nesse caso, poderão optar por ressarcir os trabalhadores. O valor máximo de ressarcimento é de R$ 45,00.

Em caso de dúvidas sobre o acordo, as empresas podem entrar em contato com o Sindicomerciários. O horário de atendimento é das segunda à sexta das 8h30min às 12h e das 13h30min às 18h. O endereço é Rua Dom Pedro II, 1302, Canabarro, Teutônia e o telefone de contato é o 3762-8404.