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Câmara de Vereadores de Jaguarão discute ampliação da Jornada de Trabalho no Comércio

Por iniciativa do Presidente da Câmara Municipal, Vereador Fred Luiz Tavares Nunes, foi realizada na noite desta terça-feira (28/04) audiência pública para discutir a modificação da legislação vigente, a fim de permitir o funcionamento do comércio local sem restrição de dias e horários — ou seja, 24 horas por dia, sete dias por semana.

A mesa tripartite, presidida pelo vereador Fred, reuniu representantes do empresariado, dos trabalhadores e do Ministério do Trabalho. Debateram o tema o presidente do Sindilojas da Fronteira Sul, José Fernando Martins Mendes, a presidenta do Sindicato dos Comerciários, Sheila Pimentel, e os fiscais auditores do trabalho João Monson e Marcio Campos.

A audiência contou também com a presença do presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, que permaneceu ao lado dos trabalhadores que lotaram a galeria do plenário.

Durante sua fala, Sheila Pimentel destacou a preocupação com os impactos da ampliação irrestrita da jornada sobre a saúde, a qualidade de vida e os direitos históricos da categoria, ressaltando que o descanso semanal, especialmente aos domingos, é uma conquista social que não pode ser relativizada em nome de interesses econômicos. Reforçou ainda a importância da negociação coletiva e do respeito às garantias trabalhistas, reafirmando a defesa do sindicato pela manutenção da legislação vigente, por entender que esta atende às necessidades da população e resguarda os interesses da categoria comerciária.

Na mesma linha, Guiomar Vidor enfatizou que a liberação total dos horários de funcionamento tende a precarizar ainda mais as relações de trabalho, ampliando jornadas sem a devida compensação e enfraquecendo a organização dos trabalhadores. Defendeu que qualquer alteração na legislação deve priorizar o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e proteção social, com diálogo efetivo entre as partes.

O eixo principal do debate foi a modificação da Lei Municipal 1868/89, que veda a abertura do comércio aos domingos e estabelece exceções para serviços essenciais.

O debate escancarou posições divergentes entre empresários e trabalhadores, que se arrastam há vários anos, especialmente a partir da reforma trabalhista de 2017, marcada pela retirada de direitos e garantias sob a justificativa da chamada liberdade econômica.

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Câmara de Caxias do Sul debate fim da escala 6×1 e mobiliza entidades sindicais

A Câmara de Vereadores de Caxias do Sul foi palco de uma ampla audiência pública que reuniu lideranças sindicais, parlamentares e trabalhadores para discutir o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal. O encontro evidenciou a crescente mobilização no Rio Grande do Sul em torno de um modelo de trabalho considerado mais justo e equilibrado.

Com o plenário lotado, a audiência demonstrou a força da pauta entre diferentes categorias profissionais. Representantes de centrais sindicais, federações e sindicatos reforçaram a necessidade de mudanças estruturais nas relações de trabalho, defendendo a adoção da escala 5×2, com dois dias consecutivos de descanso e sem redução salarial.

Participação da CTB e Fecosul

A atividade contou com forte presença da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS) e da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do RS (FECOSUL). As entidades destacaram que o fim da escala 6×1 é uma das principais bandeiras do movimento sindical na atualidade.

Para o presidente da CTB-RS, Rodrigo Callais, o debate em Caxias do Sul reforça a urgência de mudanças. Em sua fala, afirmou que a mobilização precisa avançar politicamente e declarou que o objetivo é “não deixar nenhum deputado ir votar a favor dessa escala”, reforçando a pressão sobre o Legislativo para barrar a manutenção do modelo 6×1.

Já o presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, ressaltou o papel da mobilização coletiva. Em sua intervenção, afirmou que “faz 100 anos que a escala 6×1 vigora no Brasil e, se depender apenas da negociação coletiva, ficaremos mais 100”, defendendo a necessidade de mudanças por meio de legislação para garantir avanços concretos aos trabalhadores.

Pressão social e próximos passos

Durante a audiência, houve consenso entre os participantes de que a escala 6×1 é prejudicial à saúde física e mental dos trabalhadores, além de limitar o convívio familiar e o acesso ao lazer. A proposta defendida pelas entidades — redução da jornada para 40 horas semanais e implementação da escala 5×2 — já está em debate no Congresso Nacional, por meio de projetos de lei que buscam modernizar as relações de trabalho no país.

O encontro em Caxias do Sul se soma a uma série de mobilizações que vêm ocorrendo em diferentes regiões do Brasil, fortalecendo a pressão social por mudanças. Ao final da audiência, ficou evidente o compromisso das organizações sindicais em ampliar o debate junto à sociedade e intensificar a luta pelo fim da escala 6×1.

A expectativa agora é que a pauta avance no Legislativo, impulsionada pela mobilização social e pelo engajamento das entidades representativas da classe trabalhadora.

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SINDESC RS apresenta resultados de pesquisa sobre riscos psicossociais no trabalho contábil em evento online

O Sindicato dos Empregados em Escritórios e Empresas de Serviços Contábeis do Rio Grande do Sul (SINDESC RS) promove, no próximo dia 04 de maio de 2026 (segunda-feira), às 19h, a apresentação dos resultados da pesquisa sobre riscos psicossociais realizada junto aos trabalhadores de escritórios contábeis no estado.

O estudo traz uma análise abrangente dos fatores que impactam a saúde mental no ambiente de trabalho, abordando questões como sobrecarga, pressão por prazos, organização do trabalho e condições psicossociais enfrentadas diariamente pela categoria.

Além da divulgação dos dados, o evento também irá tratar das modificações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece diretrizes gerais sobre saúde e segurança no trabalho, incluindo a gestão de riscos ocupacionais — tema cada vez mais relevante diante do crescimento dos afastamentos relacionados a questões psicológicas.

De acordo com o SINDESC RS, a iniciativa busca ampliar o debate sobre a importância de ambientes de trabalho mais saudáveis e reforçar o papel da prevenção, alinhando a categoria às novas exigências legais e às boas práticas de proteção à saúde dos trabalhadores.

A atividade será realizada em formato de videoconferência, pela plataforma Zoom, permitindo a participação de trabalhadores, dirigentes sindicais e demais interessados de todo o estado.

Data: 04 de maio de 2026 

Horário: 19 

Modalidade: Online (Zoom) Link de acesso:
https://us02web.zoom.us/j/88906976265?pwd=UI17Gy1R2T61AL3Y585bC0f2CawpoD.1

ID da reunião: 889 0697 6265

Senha: 611196

Para o sindicato, discutir os riscos psicossociais é fundamental para garantir melhores condições de trabalho, qualidade de vida e valorização profissional. A entidade reforça o convite para que a categoria participe do encontro e contribua com esse importante debate.

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Campanha salarial 2026: Fecosul intensifica a luta por reajuste digno para categoria comerciária.

A Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (Fecosul) participou de mais uma rodada de negociação da campanha salarial de 2026 com a Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio), reforçando a pauta de reivindicações dos trabalhadores do comércio e serviços no estado.

Durante a reunião, o setor patronal apresentou uma contraproposta de reajuste de apenas 3,36%, com piso salarial de R$ 1.935,00. A proposta foi considerada insuficiente pela Fecosul, que destacou a distância entre o índice apresentado e as reais necessidades da categoria.

A federação reafirmou sua pauta de reivindicações, construída a partir das demandas dos trabalhadores, que inclui:

•             Reajuste salarial de 8% para os trabalhadores;

•             Piso salarial de R$ 2.100,00;

•             Auxílio estudante equivalente a um piso por ano;

•             Vale-refeição;

•             Licença-maternidade de 180 dias e paternidade de 20 dias;

•             Fim do trabalho intermitente e da terceirização na atividade-fim;

•             Igualdade salarial entre homens e mulheres;

•             Fim da escala 6×1, com adoção da escala 5×2 e jornada de 40 horas semanais;

•             Plano de saúde;

•             Multa por descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho.

Além disso, também foi mencionada a discussão sobre normas regulamentadoras (NRs), tema que segue em debate nas negociações.

Para o presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, a proposta patronal não contempla a valorização necessária dos comerciários e comerciárias, que enfrentam o aumento do custo de vida e desempenham papel essencial na economia do estado.

Vidor reforça que a entidade seguirá junto com seus sindicatos filiados mobilizando a categoria na busca de avanços concretos. A expectativa é de que novas rodadas de negociação possam resultar em uma proposta mais justa e alinhada às reivindicações da categoria.

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Lideranças sindicais ampliam mobilização por direitos trabalhistas em marcha em Brasília

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil participou, nesta quarta-feira (15), da Marcha da Classe Trabalhadora, realizada em Brasília, ao lado de outras centrais sindicais. O ato reuniu milhares de trabalhadores na Esplanada dos Ministérios e teve como objetivo pressionar o poder público por avanços nas pautas trabalhistas.

A mobilização ocorreu após a aprovação de uma agenda unificada durante a Conclat 2026. Entre os principais pontos defendidos estão a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, a regulamentação do trabalho em plataformas digitais e o combate à precarização das relações de trabalho. Também integram a pauta o combate ao feminicídio, o enfrentamento à pejotização, o fortalecimento das negociações coletivas e a garantia do direito de negociação para os servidores públicos.

Durante o percurso até o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, representantes das centrais também organizaram a entrega oficial das reivindicações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

Para o vice-presidente da CTB, Ubiraci Dantas, a mobilização reforça a unidade do movimento sindical em torno de reivindicações históricas. “Estamos em Brasília para defender melhores condições de vida para os trabalhadores. A redução da jornada e o fim da escala 6×1 são fundamentais para garantir dignidade à classe trabalhadora”, afirmou.

O presidente da CTB em São Paulo, Rene Vicente, destacou que o ato amplia o debate sobre temas estruturais. “A marcha fortalece a luta por emprego de qualidade, pela valorização do trabalho e pela defesa da democracia. É um momento importante de mobilização nacional”, disse.

Já o presidente da CTB no Rio Grande do Sul (CTB-RS), Rodrigo Calais, enfatizou a necessidade de pressão sobre o Congresso Nacional. “Essa mobilização mostra que os trabalhadores estão atentos. É no Congresso que essas pautas precisam avançar, e a sociedade precisa saber quem está comprometido com os direitos da classe trabalhadora”, declarou.

A marcha também contou com a presença de Guiomar Vidor, presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (FECOSUL), que acompanhou as atividades ao lado das lideranças sindicais. Para ele, a mobilização demonstra a força da organização dos trabalhadores em nível nacional e a importância da unidade na defesa de direitos.

Além das mudanças na jornada, a pauta inclui propostas como a valorização do salário mínimo, o fortalecimento das negociações coletivas, a ampliação de políticas de geração de emprego e o combate às diversas formas de violência e precarização que atingem a classe trabalhadora.

A marcha encerrou-se com a expectativa de que as reivindicações avancem no debate político nacional nos próximos meses.

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Audiência pública na Câmara debate impactos da pejotização com participação da FECOSUL, sindicatos filiados e CTB

Brasília — Na tarde desta terça-feira (14), a Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública para discutir os impactos econômicos, sociais e trabalhistas da chamada “pejotização” — prática em que profissionais são contratados como pessoa jurídica (PJ) em vez de empregados formais. O encontro foi convocado pelo deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), que preside o Centro de Estudos e Debates Estratégicos (CEDES), e contou com a participação de representantes da FECOSUL, sindicatos filiados e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

O debate ocorreu no Plenário 4 e reuniu especialistas, autoridades e representantes de instituições públicas, do movimento sindical e do setor produtivo para analisar os efeitos desse modelo de contratação sobre direitos trabalhistas, arrecadação previdenciária e dinâmica do mercado de trabalho.

Ao abrir a sessão, Márcio Jerry destacou a importância de aprofundar a discussão sobre a pejotização. Segundo ele, embora o modelo seja frequentemente apresentado como alternativa para flexibilizar relações de trabalho, há preocupações quanto à precarização e à perda de garantias historicamente conquistadas. “É fundamental avaliar se estamos diante de uma modernização necessária ou de um processo que fragiliza direitos e amplia desigualdades”, afirmou.

Representantes da FECOSUL, de sindicatos filiados e da CTB acompanharam a audiência e reforçaram a preocupação com os impactos da pejotização sobre os trabalhadores. As entidades destacaram a necessidade de preservar direitos e evitar a substituição de vínculos formais por contratos que possam reduzir garantias trabalhistas e previdenciárias.

Entre os participantes, o vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Rodrigo Hori Takahashi, abordou os possíveis reflexos da pejotização sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Já o juiz do Trabalho Mauro Augusto Leão Braga ressaltou os desafios jurídicos para caracterizar vínculos empregatícios em contratos PJ, apontando aumento de judicialização em casos controversos.

Representando o Ministério Público do Trabalho, o procurador Tiago Ranieri de Oliveira enfatizou que a pejotização pode ser utilizada de forma irregular para mascarar relações de emprego. “Quando há subordinação, habitualidade e pessoalidade, estamos diante de vínculo empregatício, independentemente da forma contratual”, explicou.

Outros especialistas também contribuíram para o debate, incluindo representantes do governo, auditores fiscais e membros do setor industrial. Eles discutiram tanto os riscos quanto possíveis benefícios do modelo, como maior flexibilidade e redução de custos para empresas, além de impactos na competitividade econômica.

A audiência teve como objetivo não apenas diagnosticar os desafios, mas também apontar caminhos para aperfeiçoamento regulatório. Ao final, foi reforçada a necessidade de equilíbrio entre inovação nas relações de trabalho e a preservação de direitos fundamentais dos trabalhadores.

O encontro integra uma série de debates promovidos pelo CEDES sobre transformações no mundo do trabalho e deve subsidiar futuras propostas legislativas sobre o tema.

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Falta de profissionais em escritórios contábeis expõe necessidade de valorização na Campanha Salarial

A dificuldade de contratação de profissionais em escritórios de contabilidade no Rio Grande do Sul tem sido um dos principais temas que atravessam a Campanha Salarial 2025/2027 dos trabalhadores do setor. O cenário, cada vez mais presente no dia a dia das empresas, revela um problema estrutural que vai além da simples falta de mão de obra: a desvalorização histórica da categoria.

Nos últimos meses, tem se intensificado o debate público sobre a escassez de trabalhadores nos escritórios contábeis. De um lado, empresas apontam dificuldades para contratar e reter profissionais. De outro, trabalhadores denunciam salários baixos, alta pressão, ausência de plano de carreira e falta de investimento em qualificação.

Para o SINDESC RS, que representa mais de 20 mil empregados em escritórios e empresas de contabilidade no estado, a questão precisa ser analisada de forma completa.

Dois lados de um mesmo problema

De acordo com o sindicato, há um discurso recorrente por parte de empregadores de que os profissionais “não permanecem”, “entregam pouco” ou “buscam sair por pequenas diferenças salariais”. No entanto, a realidade enfrentada pelos trabalhadores mostra outro cenário.

Entre as principais queixas da categoria estão:
• Salários defasados, muitas vezes sem aumento real ao longo dos anos;
• Alta cobrança e pressão por resultados;
• Ausência de plano de carreira e crescimento profissional;
• Falta de investimento em capacitação e qualificação;
• Pouco reconhecimento pelo aumento de responsabilidades.

Esse conjunto de fatores tem levado muitos profissionais a buscar melhores oportunidades, dentro ou fora do setor, ampliando a rotatividade e dificultando a retenção de mão de obra qualificada.

A conta não fecha

Outro ponto levantado no debate é a chamada “polêmica dos honorários”. Segundo o SINDESC RS, há escritórios que operam com valores muito baixos, o que limita a capacidade de investimento em estrutura e pessoal.

Por outro lado, o sindicato também aponta que nem sempre honorários mais altos se traduzem em valorização dos trabalhadores, indicando que o problema não se resume apenas à precificação dos serviços, mas também à forma como os recursos são distribuídos dentro das empresas.

“O que vemos é que a conta não fecha para nenhum dos lados quando não há valorização do trabalho. Sem salário digno, sem perspectiva de crescimento e sem investimento nas pessoas, não há como manter profissionais qualificados”, avalia o sindicato.

Valorização é caminho para resolver a escassez

Dentro desse contexto, o SINDESC RS reforça que a reposição salarial com aumento real é um dos principais pontos da pauta de reivindicações apresentada na atual negociação coletiva.

Para a entidade, enfrentar a falta de profissionais passa necessariamente por:
• Melhorar os salários da categoria;
• Garantir valorização real acima da inflação;
• Estimular planos de carreira e crescimento profissional;
• Ampliar investimentos em qualificação;
• Reduzir a rotatividade por meio de melhores condições de trabalho.

A avaliação do sindicato é de que a valorização não deve ser vista como custo, mas como investimento estratégico, essencial para a sustentabilidade do setor contábil.

Negociação segue em andamento

Com data-base em março, as negociações da Convenção Coletiva seguem em curso entre o SINDESC RS e a representação patronal. O tema da valorização da categoria e da retenção de profissionais deve seguir no centro dos debates nas próximas rodadas.

Para o sindicato, o momento é decisivo para corrigir distorções históricas e construir um novo cenário para os trabalhadores e trabalhadoras do setor contábil no Rio Grande do Sul.

“A falta de profissionais não é um problema isolado. É um sinal claro de que é preciso mudar. E essa mudança começa pela valorização de quem faz o setor funcionar todos os dias”, conclui o SINDESC RS.

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Fecosul reúne com direção da panvel para tratar de temas demandados pelos sindicatos filiados e pelos trabalhadores da empresa.

Reunidos na manhã desta quinta feira, dia 9 de abril, o Presidente da FECOSUL, Guiomar Vidor e o Secretário Geral, Luiz Fernando Lemos, com o Diretor CFO e DRI, da empresa, Antônio Carlos Tocchetto Napp, apresentaram um conjunto de propostas e reivindicações para busca da melhoria nas condições de trabalho e na renda dos empregados do grupo econômico, o qual tem se expandido e performado de forma positiva nos últimos anos, pelo que, ao entender dos dirigentes, a colocam na possibilidade de avançar nas melhorias pleiteadas.

Dentre as questões levadas pelos dirigentes da FECOSUL, estão o debate sobre o majoração dos percentuais de participação dos trabalhadores nos lucros e resultados da empresa e o reajuste dos valores pagos como vale alimentação. Outro tema de debate, foi o fim da escala 6×1, o qual a empresa já vem adotando paulatinamente em suas filias e pretende dar continuidade a esta implementação nos próximos meses.

A FECOSUL destacou também a importância da empresa divulgar em sua comunicação interna aos empregados, campanhas de conscientização contra o machismo e a misoginia, que tem levado a um crescimento exponencial no número de agressões e mortes de mulheres inocentes em nosso estado, o que foi aceito pela empresa.

Além destes temas, a FECOSUL apresentou a proposta de um acordo estadual unificado de cláusulas sociais e econômicas e a implementação da plataforma de empregos que está sendo elaborada e deverá entrar em funcionamento no mês de maio, bem como a implementação de um plano para descontos especiais aos comerciários nas lojas da PANVEL espalhadas pelo estado.

A empresa ficou de analisar as questões levantadas pelos dirigentes e ajustar uma nova data para aprofundarmos o debate sobre os temas expostos.

Na opinião do presidente Guiomar Vidor e do Secretário Fernando Lemos, o encontro foi produtivo e abre um espaço de diálogo para que possamos avanças na implementação de medidas que objetivam a busca de melhores salários e condições de trabalho para a categoria representada pelos sindicatos filiados.

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Trabalho melhor e tempo para viver

Artigo de Opinião GZH

Por Rodrigo Callais, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) no RS

Recentemente manchetes afirmaram que o brasileiro trabalha menos do que a média mundial. A afirmação, além de simplista, ignora um dado essencial: quando comparamos o Brasil aos países do G20 – as maiores economias do planeta –, estamos entre aqueles em que mais se trabalha por ano.

Segundo dados internacionais, o Brasil registra cerca de 1.700 a 1.750 horas trabalhadas por ano, número superior ao de países como Alemanha, França e Reino Unido. Além disso, nossa jornada legal de 44 horas semanais está entre as mais longas das grandes economias. E isso sem contar os longos deslocamentos diários e a dupla jornada enfrentada por milhões de mulheres trabalhadoras.

O problema do Brasil nunca foi “trabalhar pouco”. Ao contrário: trabalhamos muito e, muitas vezes, recebemos pouco. O desafio está na valorização do trabalho, na distribuição de renda e na qualidade de vida.

É nesse contexto que defendemos o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução de salários. A escala 6×1, que impõe seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso, compromete a saúde física e mental, dificulta a convivência familiar e limita o direito ao lazer e à formação.

Reduzir a jornada para 40 horas semanais é uma medida civilizatória. Países desenvolvidos já adotam jornadas menores, com ganhos em produtividade, redução de afastamentos por adoecimento e maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Trabalhadores mais descansados produzem melhor, erram menos e vivem com mais dignidade.

“Defender 40 horas semanais sem redução salarial não é radicalismo”

A diminuição da jornada também fortalece a economia. Ao gerar novos postos de trabalho e ampliar o tempo disponível das famílias, estimula o consumo, a educação e a participação social. É uma medida que beneficia trabalhadores, empresas e o país.

O Brasil precisa avançar. Precisamos substituir a lógica do excesso de trabalho pela lógica do trabalho digno. Defender 40 horas semanais sem redução salarial não é radicalismo – é justiça social.

O trabalhador brasileiro já faz a sua parte. Está na hora de garantir condições mais humanas para viver, conviver e prosperar.