A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul sediou, nesta quinta-feira (16), uma reunião que colocou em pauta a situação dos trabalhadores terceirizados no estado. O encontro contou com a participação da Fecosul, além de dirigentes sindicais, representantes jurídicos e autoridades públicas, incluindo o superintendente regional, Claudir Antônio Nespolo.
Entre os participantes, estiveram o secretário-geral da federação, Fernando Lemos, o advogado Joelto Frasson e o assessor jurídico Eduardo Bestutti, além de representantes de outras entidades ligadas ao mundo do trabalho.
A reunião teve como foco principal o debate sobre as condições de trabalho dos empregados terceirizados, tema que tem ganhado relevância diante das mudanças nas relações trabalhistas. Durante o encontro, foram abordadas questões como a precarização dos vínculos de trabalho, a necessidade de intensificar a fiscalização e o cumprimento rigoroso da legislação vigente.
Os participantes destacaram a importância da atuação conjunta entre sindicatos, setor jurídico e poder público para assegurar direitos fundamentais aos trabalhadores terceirizados, incluindo remuneração adequada, condições seguras de trabalho e acesso a benefícios garantidos por lei.
Além disso, o encontro serviu para alinhar estratégias e fortalecer o diálogo institucional com a Superintendência Regional do Trabalho, abrindo caminho para novas reuniões e ações coordenadas nos próximos meses. A iniciativa reforça a importância do debate sobre terceirização no atual cenário do mercado de trabalho, consolidando o tema como uma das principais preocupações de entidades sindicais e autoridades no Rio Grande do Sul.
O SENGE-RS, Sindicato dos Engenheiros, promoveu, ontem, no Teatro de Câmara Túlio Piva, o 30º Painéis da Engenharia, com um importante debate sobre a valorização do trabalho, a jornada da classe trabalhadora e os desafios do mundo do trabalho diante das transformações econômicas e sociais do país. O encontro reuniu dirigentes sindicais, operadores do direito, estudantes e representantes de movimentos sociais.
Entre os participantes estiveram o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, a advogada especialista em Direito Coletivo do Trabalho, Zilmara Alencar, e o desembargador do Trabalho TRT da 4º região, Marcelo D’Ambroso.
Imagem: João Alves
Durante sua participação, Adilson Araújo destacou a necessidade de fortalecer a organização sindical e ampliar a unidade da classe trabalhadora diante das tentativas de retirada de direitos e da precarização das relações de trabalho. O dirigente também ressaltou a importância da mobilização social para enfrentar os impactos das reformas neoliberais e defender a valorização do trabalho, além da luta pela redução da jornada sem redução de salários.
Imagem: João Alves
Zilmara Alencar abordou os desafios do Direito Coletivo do Trabalho no cenário atual, enfatizando a importância da negociação coletiva, da proteção sindical e da defesa dos instrumentos jurídicos que garantem direitos históricos conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.
Imagem: João Alves
Já Marcelo D’Ambroso trouxe reflexões sobre o papel da Justiça do Trabalho na garantia da democracia e dos direitos sociais, alertando para os impactos da flexibilização das relações trabalhistas e para a necessidade de preservar os princípios constitucionais de proteção ao trabalho.
Imagem: João Alves
Durante a atividade, Adilson entregou a Medalha de Honra ao Mérito do Sindicalismo Classista ao presidente do SENGE-RS, Cezar Henrique Ferreira, em reconhecimento à dedicação e à luta em defesa da classe trabalhadora.
Imagem: João AlvesImagem: João AlvesImagem: João Alves
O 30º Painéis da Engenharia reforçou a importância da construção de espaços de diálogo e reflexão sobre o futuro do trabalho, reunindo diferentes visões em defesa da democracia, dos direitos sociais, da valorização profissional e de melhores condições de vida para a classe trabalhadora.
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Representantes de centrais sindicais e federações de trabalhadores estiveram reunidos nesta segunda-feira (04) na Casa Civil do Rio Grande do Sul com o secretário-chefe Ranolfo Vieira Júnior para tratar do reajuste do salário mínimo regional.
A reunião contou com a participação de lideranças como Guiomar Vidor, da Fecosul, e Rodrigo Callais, da CTB, além de representantes de diversas entidades sindicais.
Durante o encontro, o movimento sindical apresentou a proposta de 15,98% de reajuste, defendendo a reposição das perdas inflacionárias e a valorização dos salários no estado. Para Rodrigo Callais, o índice é fundamental para garantir dignidade à classe trabalhadora: “Estamos defendendo um reajuste que recupere o poder de compra dos trabalhadores e trabalhadoras. O salário mínimo regional é uma ferramenta essencial para combater a desigualdade e fortalecer a economia, porque é o trabalhador que movimenta o comércio e os serviços.”
Já Guiomar Vidor apresentou dados para justificar o percentual reivindicado: “Trouxemos ao governo um levantamento que demonstra a defasagem acumulada do salário mínimo regional frente à inflação e ao custo de vida no estado. Os estudos apontam perdas significativas nos últimos períodos, o que reforça a necessidade de um reajuste de 15,98% para recompor o poder de compra e garantir um ganho real aos trabalhadores.”
As entidades reforçaram que o percentual proposto busca não apenas recompor a inflação, mas também promover aumento real, estimulando o consumo e o crescimento econômico.
O secretário-chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Júnior, recebeu a pauta e sinalizou que o governo irá analisar a proposta. Afirmou ainda que na próxima semana o governo encaminhará o projeto à Assembleia Legislativa com os novos valores que deverão vigorar a partir de 1º de maio.
O movimento sindical seguirá mobilizado para garantir um reajuste que atenda às necessidades da classe trabalhadora e valorize o salário mínimo regional no Rio Grande do Sul.
O 1º de Maio de 2026 foi marcado por um grande encontro de celebração, cultura e mobilização social no Parque Harmonia, em Porto Alegre. Realizado na Casa do Gaúcho, o Festival dos Trabalhadores e Trabalhadoras: Cultura em Movimento reuniu milhares de pessoas ao longo do dia, com entrada gratuita e programação intensa das 10h às 22h.
Organizado por centrais sindicais como Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS) a Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS), a e a União Geral dos Trabalhadores (UGT-RS), além de movimentos sociais e entidades, o evento combinou arte, política e economia solidária, transformando o parque em um grande espaço de convivência e luta da classe trabalhadora.
Imagem: Rafa Dotti
Cultura, música e expressões populares
A programação cultural foi um dos grandes destaques do festival. O público acompanhou shows musicais e apresentações artísticas que refletiram a diversidade cultural brasileira. Entre as atrações, estiveram:
Show do cantor Chico Chico;
Apresentações de hip hop e cultura urbana, valorizando a juventude periférica;
Cortejo do Bloco da Laje;
Moreno Moraes;
Encerramento com a escola de samba Imperadores do Samba.
Além da programação artística, o festival contou com uma grande feira de economia solidária, com barracas de comidas típicas, culinária regional, produtos artesanais e iniciativas de cooperativas e projetos sociais. O espaço gastronômico foi um dos pontos mais movimentados, reunindo famílias, trabalhadores e visitantes ao longo de todo o dia.
Presença política e participação de pré-candidaturas
Lideranças sindicais, representantes de movimentos sociais e políticos estiveram presentes, incluindo pré-candidatos e pré-candidatas do campo progressista e de esquerda, que dialogaram com o público ao longo da programação.
Entre os nomes presentes estiveram: Carlos Lupi, Paulo Pimenta, Manuela d’Ávila, Juliana Brizola, Edgar Pretto, Fernanda Melchionna e Daiana Santos.
Durante as falas e intervenções, foram reforçadas pautas históricas da classe trabalhadora, como a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, a valorização dos salários e a defesa de direitos sociais e trabalhistas.
Também presente no festival, o presidente estadual da CTB, Rodrigo Callais, destacou a importância da mobilização: “Este 1º de Maio mostra a força da unidade da classe trabalhadora. É na cultura, na organização e na luta que vamos garantir direitos, ampliar conquistas e construir um futuro mais justo para todos e todas.”
Imagem: Rafa Dotti
Mobilização em todo o Rio Grande do Sul
A celebração do Dia do Trabalhador não se restringiu à capital. O festival também aconteceu em outras cidades do estado, ampliando o alcance das atividades culturais e políticas. Houve programações em Caxias do Sul, Santa Maria Passo Fundo e Pelotas, reunindo trabalhadores e trabalhadoras em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.
Um espaço de celebração e resistência
Mais do que um evento festivo, o Festival do Trabalhador se consolidou como um espaço de encontro entre cultura, política e solidariedade em todo o estado. A mistura de música, hip hop, teatro, gastronomia e participação popular mostrou a força da organização coletiva e a diversidade da classe trabalhadora gaúcha.
Ao ocupar o Parque Harmonia e também espaços públicos de outras cidades, o festival reafirmou o 1º de Maio como um momento de celebrar conquistas, fortalecer mobilizações e projetar novas lutas para o futuro.
Por iniciativa do Presidente da Câmara Municipal, Vereador Fred Luiz Tavares Nunes, foi realizada na noite desta terça-feira (28/04) audiência pública para discutir a modificação da legislação vigente, a fim de permitir o funcionamento do comércio local sem restrição de dias e horários — ou seja, 24 horas por dia, sete dias por semana.
A mesa tripartite, presidida pelo vereador Fred, reuniu representantes do empresariado, dos trabalhadores e do Ministério do Trabalho. Debateram o tema o presidente do Sindilojas da Fronteira Sul, José Fernando Martins Mendes, a presidenta do Sindicato dos Comerciários, Sheila Pimentel, e os fiscais auditores do trabalho João Monson e Marcio Campos.
A audiência contou também com a presença do presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, que permaneceu ao lado dos trabalhadores que lotaram a galeria do plenário.
Durante sua fala, Sheila Pimentel destacou a preocupação com os impactos da ampliação irrestrita da jornada sobre a saúde, a qualidade de vida e os direitos históricos da categoria, ressaltando que o descanso semanal, especialmente aos domingos, é uma conquista social que não pode ser relativizada em nome de interesses econômicos. Reforçou ainda a importância da negociação coletiva e do respeito às garantias trabalhistas, reafirmando a defesa do sindicato pela manutenção da legislação vigente, por entender que esta atende às necessidades da população e resguarda os interesses da categoria comerciária.
Na mesma linha, Guiomar Vidor enfatizou que a liberação total dos horários de funcionamento tende a precarizar ainda mais as relações de trabalho, ampliando jornadas sem a devida compensação e enfraquecendo a organização dos trabalhadores. Defendeu que qualquer alteração na legislação deve priorizar o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e proteção social, com diálogo efetivo entre as partes.
O eixo principal do debate foi a modificação da Lei Municipal 1868/89, que veda a abertura do comércio aos domingos e estabelece exceções para serviços essenciais.
O debate escancarou posições divergentes entre empresários e trabalhadores, que se arrastam há vários anos, especialmente a partir da reforma trabalhista de 2017, marcada pela retirada de direitos e garantias sob a justificativa da chamada liberdade econômica.
A Câmara de Vereadores de Caxias do Sul foi palco de uma ampla audiência pública que reuniu lideranças sindicais, parlamentares e trabalhadores para discutir o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal. O encontro evidenciou a crescente mobilização no Rio Grande do Sul em torno de um modelo de trabalho considerado mais justo e equilibrado.
Com o plenário lotado, a audiência demonstrou a força da pauta entre diferentes categorias profissionais. Representantes de centrais sindicais, federações e sindicatos reforçaram a necessidade de mudanças estruturais nas relações de trabalho, defendendo a adoção da escala 5×2, com dois dias consecutivos de descanso e sem redução salarial.
Participação da CTB e Fecosul
A atividade contou com forte presença da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS) e da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do RS (FECOSUL). As entidades destacaram que o fim da escala 6×1 é uma das principais bandeiras do movimento sindical na atualidade.
Para o presidente da CTB-RS, Rodrigo Callais, o debate em Caxias do Sul reforça a urgência de mudanças. Em sua fala, afirmou que a mobilização precisa avançar politicamente e declarou que o objetivo é “não deixar nenhum deputado ir votar a favor dessa escala”, reforçando a pressão sobre o Legislativo para barrar a manutenção do modelo 6×1.
Imagem: Rodrigo Positivo
Já o presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, ressaltou o papel da mobilização coletiva. Em sua intervenção, afirmou que “faz 100 anos que a escala 6×1 vigora no Brasil e, se depender apenas da negociação coletiva, ficaremos mais 100”, defendendo a necessidade de mudanças por meio de legislação para garantir avanços concretos aos trabalhadores.
Imagem: Rodrigo Positivo
Pressão social e próximos passos
Durante a audiência, houve consenso entre os participantes de que a escala 6×1 é prejudicial à saúde física e mental dos trabalhadores, além de limitar o convívio familiar e o acesso ao lazer. A proposta defendida pelas entidades — redução da jornada para 40 horas semanais e implementação da escala 5×2 — já está em debate no Congresso Nacional, por meio de projetos de lei que buscam modernizar as relações de trabalho no país.
O encontro em Caxias do Sul se soma a uma série de mobilizações que vêm ocorrendo em diferentes regiões do Brasil, fortalecendo a pressão social por mudanças. Ao final da audiência, ficou evidente o compromisso das organizações sindicais em ampliar o debate junto à sociedade e intensificar a luta pelo fim da escala 6×1.
A expectativa agora é que a pauta avance no Legislativo, impulsionada pela mobilização social e pelo engajamento das entidades representativas da classe trabalhadora.
O Sindicato dos Empregados em Escritórios e Empresas de Serviços Contábeis do Rio Grande do Sul (SINDESC RS) promove, no próximo dia 04 de maio de 2026 (segunda-feira), às 19h, a apresentação dos resultados da pesquisa sobre riscos psicossociais realizada junto aos trabalhadores de escritórios contábeis no estado.
O estudo traz uma análise abrangente dos fatores que impactam a saúde mental no ambiente de trabalho, abordando questões como sobrecarga, pressão por prazos, organização do trabalho e condições psicossociais enfrentadas diariamente pela categoria.
Além da divulgação dos dados, o evento também irá tratar das modificações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece diretrizes gerais sobre saúde e segurança no trabalho, incluindo a gestão de riscos ocupacionais — tema cada vez mais relevante diante do crescimento dos afastamentos relacionados a questões psicológicas.
De acordo com o SINDESC RS, a iniciativa busca ampliar o debate sobre a importância de ambientes de trabalho mais saudáveis e reforçar o papel da prevenção, alinhando a categoria às novas exigências legais e às boas práticas de proteção à saúde dos trabalhadores.
A atividade será realizada em formato de videoconferência, pela plataforma Zoom, permitindo a participação de trabalhadores, dirigentes sindicais e demais interessados de todo o estado.
Para o sindicato, discutir os riscos psicossociais é fundamental para garantir melhores condições de trabalho, qualidade de vida e valorização profissional. A entidade reforça o convite para que a categoria participe do encontro e contribua com esse importante debate.
A Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (Fecosul) participou de mais uma rodada de negociação da campanha salarial de 2026 com a Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio), reforçando a pauta de reivindicações dos trabalhadores do comércio e serviços no estado.
Durante a reunião, o setor patronal apresentou uma contraproposta de reajuste de apenas 3,36%, com piso salarial de R$ 1.935,00. A proposta foi considerada insuficiente pela Fecosul, que destacou a distância entre o índice apresentado e as reais necessidades da categoria.
A federação reafirmou sua pauta de reivindicações, construída a partir das demandas dos trabalhadores, que inclui:
• Reajuste salarial de 8% para os trabalhadores;
• Piso salarial de R$ 2.100,00;
• Auxílio estudante equivalente a um piso por ano;
• Vale-refeição;
• Licença-maternidade de 180 dias e paternidade de 20 dias;
• Fim do trabalho intermitente e da terceirização na atividade-fim;
• Igualdade salarial entre homens e mulheres;
• Fim da escala 6×1, com adoção da escala 5×2 e jornada de 40 horas semanais;
• Plano de saúde;
• Multa por descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho.
Além disso, também foi mencionada a discussão sobre normas regulamentadoras (NRs), tema que segue em debate nas negociações.
Para o presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, a proposta patronal não contempla a valorização necessária dos comerciários e comerciárias, que enfrentam o aumento do custo de vida e desempenham papel essencial na economia do estado.
Vidor reforça que a entidade seguirá junto com seus sindicatos filiados mobilizando a categoria na busca de avanços concretos. A expectativa é de que novas rodadas de negociação possam resultar em uma proposta mais justa e alinhada às reivindicações da categoria.
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil participou, nesta quarta-feira (15), da Marcha da Classe Trabalhadora, realizada em Brasília, ao lado de outras centrais sindicais. O ato reuniu milhares de trabalhadores na Esplanada dos Ministérios e teve como objetivo pressionar o poder público por avanços nas pautas trabalhistas.
A mobilização ocorreu após a aprovação de uma agenda unificada durante a Conclat 2026. Entre os principais pontos defendidos estão a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, a regulamentação do trabalho em plataformas digitais e o combate à precarização das relações de trabalho. Também integram a pauta o combate ao feminicídio, o enfrentamento à pejotização, o fortalecimento das negociações coletivas e a garantia do direito de negociação para os servidores públicos.
Durante o percurso até o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, representantes das centrais também organizaram a entrega oficial das reivindicações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Para o vice-presidente da CTB, Ubiraci Dantas, a mobilização reforça a unidade do movimento sindical em torno de reivindicações históricas. “Estamos em Brasília para defender melhores condições de vida para os trabalhadores. A redução da jornada e o fim da escala 6×1 são fundamentais para garantir dignidade à classe trabalhadora”, afirmou.
O presidente da CTB em São Paulo, Rene Vicente, destacou que o ato amplia o debate sobre temas estruturais. “A marcha fortalece a luta por emprego de qualidade, pela valorização do trabalho e pela defesa da democracia. É um momento importante de mobilização nacional”, disse.
Já o presidente da CTB no Rio Grande do Sul (CTB-RS), Rodrigo Calais, enfatizou a necessidade de pressão sobre o Congresso Nacional. “Essa mobilização mostra que os trabalhadores estão atentos. É no Congresso que essas pautas precisam avançar, e a sociedade precisa saber quem está comprometido com os direitos da classe trabalhadora”, declarou.
A marcha também contou com a presença de Guiomar Vidor, presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (FECOSUL), que acompanhou as atividades ao lado das lideranças sindicais. Para ele, a mobilização demonstra a força da organização dos trabalhadores em nível nacional e a importância da unidade na defesa de direitos.
Além das mudanças na jornada, a pauta inclui propostas como a valorização do salário mínimo, o fortalecimento das negociações coletivas, a ampliação de políticas de geração de emprego e o combate às diversas formas de violência e precarização que atingem a classe trabalhadora.
A marcha encerrou-se com a expectativa de que as reivindicações avancem no debate político nacional nos próximos meses.