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Trabalho melhor e tempo para viver

Artigo de Opinião GZH

Por Rodrigo Callais, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) no RS

Recentemente manchetes afirmaram que o brasileiro trabalha menos do que a média mundial. A afirmação, além de simplista, ignora um dado essencial: quando comparamos o Brasil aos países do G20 – as maiores economias do planeta –, estamos entre aqueles em que mais se trabalha por ano.

Segundo dados internacionais, o Brasil registra cerca de 1.700 a 1.750 horas trabalhadas por ano, número superior ao de países como Alemanha, França e Reino Unido. Além disso, nossa jornada legal de 44 horas semanais está entre as mais longas das grandes economias. E isso sem contar os longos deslocamentos diários e a dupla jornada enfrentada por milhões de mulheres trabalhadoras.

O problema do Brasil nunca foi “trabalhar pouco”. Ao contrário: trabalhamos muito e, muitas vezes, recebemos pouco. O desafio está na valorização do trabalho, na distribuição de renda e na qualidade de vida.

É nesse contexto que defendemos o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução de salários. A escala 6×1, que impõe seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso, compromete a saúde física e mental, dificulta a convivência familiar e limita o direito ao lazer e à formação.

Reduzir a jornada para 40 horas semanais é uma medida civilizatória. Países desenvolvidos já adotam jornadas menores, com ganhos em produtividade, redução de afastamentos por adoecimento e maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Trabalhadores mais descansados produzem melhor, erram menos e vivem com mais dignidade.

“Defender 40 horas semanais sem redução salarial não é radicalismo”

A diminuição da jornada também fortalece a economia. Ao gerar novos postos de trabalho e ampliar o tempo disponível das famílias, estimula o consumo, a educação e a participação social. É uma medida que beneficia trabalhadores, empresas e o país.

O Brasil precisa avançar. Precisamos substituir a lógica do excesso de trabalho pela lógica do trabalho digno. Defender 40 horas semanais sem redução salarial não é radicalismo – é justiça social.

O trabalhador brasileiro já faz a sua parte. Está na hora de garantir condições mais humanas para viver, conviver e prosperar.

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Sindicato dos Comerciários de Taquari assina acordo para trabalho no comércio durante a Festa de Maio

Uma convenção coletiva irá regulamentar a mão de obra do comércio para as empresas do setor que estarão expondo durante a Festa de Maio de 2026, que ocorre de 14 a 17 e 22 a 24 de maio de 2026 na cidade de Teutônia. O documento foi assinado na quarta-feira, dia 01 de abril, pelo Sindicato dos Empregados no Comércio e o Sindilojas de Lajeado.

As empresas que terão exposição durante o evento deverão assinar o formulário de adesão para ser autorizada a usar a mão de obra de trabalhadores durante o evento. Para isso terão que preencher e assinar um termo de adesão, que se encontra nos site do Sindicomerciários. O link para o documento é:  https://sectaquari.com.br/servicos/normas-coletivas

As empresas deverão entregar as duas entidades sindicais os seguintes documentos:

  • Formulário preenchido e assinado em três vias
  • Relação de trabalhadores do eSocial
  • Cópias das guias de recolhimento das contribuições sindicais ao Sindicato dos Empregados no Comércio e ao Sindilojas.

Abono pelo Trabalho

O documento prevê o pagamento de abono pelo trabalho aos finais de semana e durante o período noturno durante o evento.

O valor da gratificação para quem os empregados que trabalharem nos sábados à tarde e durante o período da noite será de R$ 61,00 por sábado ou noite trabalhada.

Será considerado período noturno o horário das 18h às 22h.

Já o trabalho aos domingos será gratificado em R$ 95,00 por domingo trabalhado. Além disso, as empresas irão conceder uma folga, que deverá ser concedida na semana anterior ou posterior ao dia trabalhado. Já o trabalho noturno deverá ser compensado com um turno de folga a cada período noturno trabalhado

Além disso, todas as horas extras durante o evento serão de 100% sobre a hora normal de trabalho.

Alimentação e Transporte

As empresas terão a obrigação de fornecer alimentação aos seus empregados durante o evento. As empresas, nesse caso, poderão optar por ressarcir os trabalhadores. O valor máximo de ressarcimento é de R$ 45,00.

Em caso de dúvidas sobre o acordo, as empresas podem entrar em contato com o Sindicomerciários. O horário de atendimento é das segunda à sexta das 8h30min às 12h e das 13h30min às 18h. O endereço é Rua Dom Pedro II, 1302, Canabarro, Teutônia e o telefone de contato é o 3762-8404.

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Reunião da Fecosul expõe negociações intensas e amplia mobilização na campanha salarial do comércio gaúcho

A reunião realizada em 1º de abril de 2026 entre a direção da FECOSUL e representantes de diversos sindicatos do comércio do Rio Grande do Sul evidenciou um cenário de negociações intensas, mobilização crescente e estratégias articuladas para a campanha salarial da categoria.


O encontro teve como ponto de partida uma avaliação positiva do lançamento da campanha em Lajeado. Mesmo sob chuva, o ato reuniu mais de 170 pessoas e contou com boa receptividade da categoria e da população, demonstrando o engajamento dos trabalhadores. Apesar da baixa cobertura da mídia local, o evento foi considerado um marco importante na mobilização da categoria.


No campo das negociações salariais, o principal desafio segue sendo a proposta inicial apresentada pelos empregadores, considerada insuficiente pelos sindicatos. A Fecomércio propôs reajuste de 3,5%, enquanto representantes sindicais defendem percentuais mais robustos. Alguns avanços já foram registrados, especialmente em negociações diretas com empresas, que têm resultado em índices superiores — como acordos que alcançam em torno de 6% de reajuste nos salários.


A estratégia adotada por diversos sindicatos tem sido intensificar negociações diretas com empregadores, consideradas mais eficazes do que as convenções coletivas conduzidas de forma centralizada. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação em garantir ganho real nos salários e assegurar que os pisos não fiquem inferiores ao piso regional, evitando perdas para os trabalhadores.


A mobilização contra a escala 6×1 também ganhou destaque. A FECOSUL, em parceria com a CTB e outras entidades, prepara uma campanha de grande alcance, em todo estado do RS. A iniciativa inclui produção de vídeos, outdoors, panfletos e ações de pressão junto a parlamentares. O objetivo é ampliar o debate público e pressionar pela aprovação do PL 67/2025 da Dep. Daiana Santos, que prevê a redução da jornada para 40h e a escala de 5×2.


Além disso, foram apresentados planos de mobilização mais amplos, como a organização de uma marcha em Brasília no dia 15, com expectativa de reunir até 15 mil pessoas, e atos do Dia do Trabalhador em cinco cidades gaúchas, como Porto Alegre, Caxias, Pelotas, Santa Maria e Passo Fundo. A proposta é fortalecer a luta sindical e dar visibilidade às pautas da categoria, incluindo a defesa da democracia e melhores condições de trabalho.


A reunião também abordou temas específicos, como a situação de trabalhadores em farmácias durante feriados, negociações em empresas específicas e a necessidade de acompanhamento jurídico em casos envolvendo o Ministério Público. Outro ponto de atenção foi a tentativa de criação de sindicatos em cooperativas agrícolas, considerada irregular por parte da direção, que já articula medidas legais para contestar os processos.


De forma geral, o encontro reforçou a necessidade de unidade entre os sindicatos, fortalecimento das mobilizações e construção de estratégias que garantam avanços concretos nas negociações. Em um cenário de resistência patronal, a articulação coletiva e a pressão social aparecem como elementos-chave para assegurar conquistas para os trabalhadores do comércio no estado.

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Lula sanciona lei que amplia licença-paternidade para até 20 dias no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (31) a lei que amplia a licença-paternidade no Brasil, elevando o período mínimo de cinco dias para até 20 dias. A medida representa uma mudança histórica na legislação trabalhista e será implementada de forma gradual até 2029.

A nova lei regulamenta um direito previsto desde a Constituição de 1988, que até então permanecia limitado ao prazo provisório de cinco dias.

Ampliação será gradual até 2029

O aumento da licença-paternidade não ocorrerá de forma imediata. O texto estabelece uma transição progressiva:

  • 10 dias a partir de 2027
  • 15 dias em 2028
  • 20 dias a partir de 2029

Esse modelo foi adotado para equilibrar a ampliação do direito com os impactos fiscais e a adaptação das empresas e da Previdência Social.

Quem tem direito

A nova lei vale para trabalhadores dos setores público e privado e contempla diferentes situações, como:

  • nascimento de filhos
  • adoção ou guarda judicial
  • casos de vulnerabilidade familiar

Também estão previstas regras específicas, como estabilidade no emprego após o retorno e possibilidade de divisão do período de licença.

Impacto social

A ampliação da licença-paternidade é vista como um avanço nas políticas de cuidado e igualdade de gênero. A medida busca incentivar maior participação dos pais nos primeiros dias de vida dos filhos, fortalecendo o vínculo familiar e dividindo responsabilidades com as mães. Especialistas e parlamentares apontam que a mudança contribui para reduzir desigualdades no mercado de trabalho e promover uma cultura mais equilibrada de cuidados familiares.

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Conferência em Porto Alegre divulga carta contra fascismo e imperialismo

Documento reúne organizações de mais de 40 países e propõe articulação internacional

Porto Alegre — Participantes de uma conferência internacional divulgaram neste domingo (29) a Carta de Porto Alegre, documento que reúne análises e propostas voltadas ao enfrentamento do fascismo, da extrema direita e do imperialismo.

Segundo os organizadores, o encontro reuniu milhares de ativistas de mais de quarenta países. O texto defende maior articulação internacional entre movimentos e organizações, apesar de diferenças políticas.

A carta aponta um cenário global de crises econômicas e sociais, associado ao avanço de forças de extrema direita e a políticas que afetam direitos trabalhistas, sociais e civis.

O documento cita mobilizações recentes em diferentes países, incluindo protestos na Argentina contra o governo de Javier Milei e manifestações nos Estados Unidos com críticas ao ex-presidente Donald Trump.

Também há referências a conflitos internacionais e críticas à atuação de potências globais, com menções a situações envolvendo Israel, Estados Unidos e outros países.

Entre as propostas, estão a criação de um comitê internacional, a realização de novas conferências e o fortalecimento da cooperação entre organizações.

A Carta de Porto Alegre foi datada de 29 de março de 2026 e sintetiza os debates da Conferência Antifascista e pela Soberania dos Povos.

CARTA DE PORTO ALEGRE

UNIDADE CONTRA O FASCISMO E PELA SOBERANIA DOS POVOS

     Reunidos em Porto Alegre – cidade símbolo das lutas internacionais, de importantes tradições e aspirações democráticas – milhares de ativistas de mais de quarenta países dos cinco continentes, celebrando nossa unidade na diversidade, buscando avançar na organização para a resistência e o combate aos variados fascismos, a extrema direita e o imperialismo em sua fase mais agressiva.

     Nessa mesma semana, ocorreu o comboio Nuestra America a Cuba, tivemos mais de um milhão de pessoas nas ruas da Argentina, lutando pela memória e contra Milei; houve centenas de milhares na convocação antifascista do Reino Unido e especialmente a grande e histórica manifestação “No Kings” nos Estados Unidos que com milhões de estadunidenses, reunidos em centenas de cidades, declarando uma vez mais Trump como inimigo da humanidade.

     O sistema capitalista-imperialista vive uma profunda crise e uma acentuada decadência econômica, social e moral. A resposta das potências imperialistas ao seu declínio tem sido o fomento do fascismo em toda parte, a imposição de políticas neoliberais, agressões militares às nações mais fracas e a sua recolonização.

     Em cada país, as ameaças fascistas e neoliberais assumem formas particulares, mas têm pontos em comum: a eliminação das liberdades democráticas, a destruição dos direitos trabalhistas, a explosão do desemprego estrutural, o desmantelamento da previdência social, a repressão às entidades sindicais e populares, a privatização dos serviços públicos, políticas de “austeridade” que eliminam todo e qualquer investimento social, o negacionismo científico e climático, a expropriação dos camponeses em benefício da agroindústria, o deslocamento forçado das populações originárias para promover o extrativismo desenfreado, políticas migratórias ultra-restritivas e enorme aumento de despesas militares.

     A extrema direita e as forças neofascistas desenvolvem uma ampla ofensiva, que instrumentaliza o descontentamento com as consequências desastrosas do neoliberalismo para acelerar essas políticas. Para isso, à semelhança do fascismo clássico, procuram direcionar esse descontentamento contra os grupos oprimidos e despossuídos: migrantes, mulheres, pessoas LGBTQ+, beneficiários de programas de inclusão, pessoas racializadas e minorias nacionais ou religiosas. O nacionalismo exacerbado, o racismo, a xenofobia, o sexismo, a LGBTQI+fobia, a incitação ao ódio e a banalização da crueldade acompanham o avanço da extrema direita em cada etapa, de acordo com as peculiaridades de cada país.

      A vontade de acumular riqueza nas mãos do capital, a busca desenfreada pelo lucro máximo que sustenta as políticas da extrema direita, também se manifesta pela intensificação das agressões imperialistas para monopolizar recursos e explorar populações.

     O imperialismo torna-se cada vez mais desenfreado, agressivo e belicista, atropela o Direito Internacional, a Carta da ONU e a autodeterminação dos povos, sanciona, ataca e bombardeia as nações que não se submetem aos seus ditames, sequestra e assassina seus Chefes de Estado.

     Isso vai de par com a perpetuação de situações coloniais que no caso da Palestina assume a forma de um genocídio explicito em Gaza, orquestrado pelo Estado sionista de Israel, apoiado incondicionalmente pelos Estados Unidos, com a cumplicidade dos demais países imperialistas. Além disso, Israel acaba de invadir e bombardear de forma criminosa o Líbano e afirma que anexará o sul do país.

     Lutamos contra todos imperialismos e apoiamos a luta dos povos por sua autodeterminação, por todos os meios necessários.

     A extrema direita, além da cumplicidade com o governo genocida de Netanyahu, tece laços internacionais, realiza congressos, think tanks, declarações conjuntas, apoio mútuo nos processos eleitorais, colaboração e programas de propaganda e desinformação. Além do apoio direto (ou velado) das chamadas Big Techs, desestabilizando governos que resistem ao império e potencializando a propaganda reacionária nos meios digitais.

     As forças que combatem a ascensão da extrema direita são diversas e apresentam diferentes análises, estratégias e táticas, programas e políticas de aliança. A experiência nos ensina que embora reconhecendo essas diferenças, é essencial articular de forma unitária a luta contra os nossos inimigos. Essa convergência deve incluir todas as forças dispostas a defender as classes trabalhadoras, os camponeses, os migrantes, as mulheres, as pessoas LGBTQ+, as pessoas racializadas, as minorias nacionais ou religiosas oprimidas e os povos indígenas; a defender a natureza contra o capitalismo ecocida; a combater as agressões imperialistas e coloniais, independentemente da sua origem; lutar pelo fim da OTAN e a apoiar a luta dos povos e governos que resistem. É urgente compartilhar análises, fortalecer laços e realizar ações concretas

     Além de resistir ao fascismo e ao imperialismo, almejamos também construir as bases para avançar, em nossas convergências em aspectos centrais e unitários. Para combater o autoritarismo, é preciso resgatar, ampliar e aprofundar os direitos democráticos com base na participação popular, desde o local até o nacional e nos organismos internacionais. Afirmamos a relevância do mundo do trabalho, propomos impulsionar iniciativas conjuntas para organizar a resistência global contra as violências fascistas e a precarização neoliberal. A defesa de um futuro sustentável passa pelo enfrentamento direto ao ecocídio promovido pelo capitalismo e por governos de extrema direita, que tratam a natureza como mercadoria e desmontam a proteção ambiental em nome do lucro. Destacamos a importância Reforma Agrária como a saída necessária para soberania alimentar.

     Nunca como hoje a luta contra o imperialismo e o fascismo foi tão atual e necessária. Essa luta precisa ser articulada internacionalmente. A Conferência Antifascista e pela soberania dos povos compromete-se a continuar a luta sem descanso e como espaço de construção de unidades contra a ascensão da extrema direita e as agressões imperialista. Diante da barbárie, levantamos a bandeira da solidariedade internacional, da luta dos povos e de um futuro socialista, ecológico, democrático, feminista e antirracista.

PROPOMOS:

– O Comitê Internacional, articuladamente com o Comitê local, fica responsável por: organizar o planejamento da próxima Conferência; propor critérios e iniciativas para inclusão de novas organizações.

– Tendo em conta a existência de inúmeras organizações e associações voltadas à luta contra o fascismo e o imperialismo, propomos a constituição de uma mesa de articulação internacional para unificar globalmente essa luta e o incentivo à realização de conferências regionais e nacionais antifascistas e antiimperialistas, com o propósito de realizar uma 2ª Conferência Internacional Antifascista e pela Soberania dos Povos.

– Todas as organizações participantes desta Conferência, desde que não se manifestem em contrário são automaticamente, participes dessa carta.

– Apoiar a construção de uma conferência latino-americana na Argentina, em data e formato a serem propostos pela delegação e organizações argentinas, em diálogo com o comitê internacional.

– Apoiar uma conferência regional na América do Norte envolvendo organizações do México, Estados Unidos, Canadá, Caribe e América Central.

– Apoio a Flotilha Nova Global SumudFlotilha, que novamente busca romper o cerco e denunciar o genocídio de Gaza. A luta do povo Palestino- em Gaza e na Cisjordânia- é a causa da humanidade. Apoiamos a solidariedade ativa materializada em espaços e movimentos como o BDS.

– Solidariedade à Cuba contra o criminoso bloqueio promovido pelos Estados Unidos, ameaçada de agressão à sua soberania. Apoio à todas as iniciativas de solidariedade, como foram as recentes iniciativas de flotilha para a ilha.

– Repúdio à invasão da Venezuela e ao sequestro e prisão do presidente Nicolas Maduro e da deputada Cília Flores e apoio à luta pela sua libertação.

– Repúdio ao ataque militar ao Irã pelos Estados Unidos e Israel. Respeito à autodeterminação do povo iraniano, fim das sanções unilaterais.

– Defesa da independência e autodeterminação e soberania de todos os territórios sob ocupação colonial e imperialistas.

– Denunciar a interferência estrangeira no Haiti, apoiando a luta do seu povo.

– Apoio à luta da Frente Polisário pela independência do Shara Ocidental, direito reconhecido pela ONU.

– Apoio à luta do povo porto-riquenho pela autodeterminação e independência.

– Apoio ao encontro anti-OTAN na Turquia em 2026.

– Apoio a Contra-Cúpula do G7 na França e Suíça, em junho de 2026.

– Apoiar as iniciativas contra o negacionismo climático, como as jornadas e encontros eco-socialistas que estão se organizando.

– Apoiar e construir o próximo Fórum Social Mundial  no Benin, em agosto de 2026.

DERROTAR OS FASCISMOS E O IMPERIALISMO É TAREFA URGENTE DE NOSSA ÉPOCA

Porto Alegre, 29 de março de 2026.

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FECOSUL RS participa de audiência na Assembleia Legislativa e reforça defesa do fim da escala 6×1

A FECOSUL RS esteve presente na audiência pública promovida pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, realizada na manhã desta quarta-feira (25), que debateu a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 no Brasil.

O encontro reuniu autoridades, representantes do Ministério do Trabalho, parlamentares e lideranças sindicais de diferentes categorias, consolidando-se como um importante espaço de discussão sobre propostas em tramitação no Congresso Nacional que tratam da reorganização da jornada de trabalho no país.

Durante a audiência, foram abordadas iniciativas legislativas como a PEC 8/25 e a PEC 221/19 e PL 67/2025 da deputada Daiana Santos que propõem o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. Também foram destacados dados sobre o impacto da atual organização do trabalho na saúde física e mental dos trabalhadores, além da necessidade de avançar na geração de empregos e na melhoria da qualidade de vida.

A FECOSUL RS participou ativamente do debate, reforçando a importância da mobilização sindical e da construção de alternativas que garantam mais dignidade à classe trabalhadora, especialmente aos comerciários, que historicamente convivem com jornadas extensas e com a escala 6×1.

IMAGEM: AL RS

O presidente da Federação, Guiomar Vidor, destacou o papel das entidades sindicais na construção desse debate. “O fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho são pautas fundamentais para garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores. Precisamos avançar nesse debate com responsabilidade, ouvindo as categorias e construindo soluções que respeitem a dignidade de quem trabalha e move a economia do país”, afirmou.

A FECOSUL RS ressalta sobre a sobrecarga enfrentada por diferentes grupos, especialmente mulheres, e para os custos sociais dessa dinâmica. Ao mesmo tempo, contesta a ideia de que a redução da jornada prejudicaria a economia, defendendo que a produtividade está mais ligada à organização, tecnologia e condições de trabalho do que ao número de horas trabalhadas.

A audiência também resultou no encaminhamento de um documento da Comissão ao governo federal, sugerindo que o tema seja tratado por meio de projeto de lei com urgência constitucional, ampliando o debate em nível nacional.

A participação da FECOSUL RS reforça o compromisso da entidade com a defesa dos direitos dos trabalhadores do comércio e serviços, atuando de forma articulada nos espaços institucionais para fortalecer pautas como a redução da jornada, o fim da escala 6×1 e a valorização do trabalho.

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Comerciários lançam Campanha Salarial 2026 no RS com mobilização pelo fim da escala 6×1

A Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (FECOSUL RS) lançou, nesta terça-feira (24), a Campanha Salarial 2026 dos comerciários e comerciárias gaúchos. O ato ocorreu em Lajeado, no Vale do Taquari, reunindo dirigentes sindicais de diversas regiões do Estado e trabalhadores da categoria em uma mobilização que teve como eixo central o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários, além do reajuste salarial com aumento real, acima da inflação.

Mesmo com a chuva, os participantes realizaram uma caminhada pelas ruas do centro da cidade, demonstrando unidade e disposição de luta. O presidente do Sindicato dos Comerciários de Lajeado, Marco Daniel Rockenbach, anfitrião do evento, destacou a importância da mobilização coletiva para fortalecer as reivindicações da categoria e ampliar o diálogo com a sociedade sobre as condições de trabalho no setor.

Mais tempo para viver

O presidente da FECOSUL RS, Guiomar Vidor, ressaltou que a campanha deste ano, cujo slogan é “Pra cima comerciários: pelo fim da escala 6×1 e trabalho valorizado” dialoga diretamente com a realidade enfrentada pelos trabalhadores do comércio, especialmente diante das longas jornadas impostas pela escala 6×1. Segundo ele, a mudança na organização do tempo de trabalho é fundamental para garantir mais qualidade de vida.

“A aprovação de uma nova escala 5×2 é essencial para melhorar o bem-estar físico e psicológico dos trabalhadores. O excesso de carga horária impacta diretamente na saúde, na convivência familiar e na dignidade de quem move o comércio todos os dias”, afirmou Vidor. Ainda, segundo ele, á essencial que a pauta avance com mais velocidade em Brasília, e para isso a federação e os sindicatos têm apoiado o PL 67/2025 da deputada federal Daiana Santos (PCdoB/RS).

Já o presidente da CTB RS, Rodrigo Callais, enfatizou que a presença dos trabalhadores nas ruas demonstra a força da categoria e a legitimidade das pautas apresentadas. “Essa mobilização mostra que os comerciários querem e precisam de mais tempo para viver, estar com suas famílias, cuidar da saúde e garantir seus direitos. É uma luta justa e necessária”, destacou.

Comércio em crescimento reforça pauta por valorização

A Campanha Salarial 2026 também se apoia em dados que apontam o crescimento do setor do comércio, tanto no Rio Grande do Sul quanto no Brasil. O desempenho positivo das vendas e da atividade econômica reforça, segundo as entidades sindicais, a necessidade de valorização dos trabalhadores por meio de reajustes com ganho real, melhores condições de trabalho e redução da jornada.

Entre os principais eixos da campanha estão:

•   Fim da escala 6x1;
•   Redução da jornada para 40 horas semanais sem redução salarial;
•   Reajuste com aumento real acima da inflação;
•   Valorização profissional e melhores condições de trabalho.

A mobilização em Lajeado marca o início de uma série de ações que devem ocorrer em todo o Estado ao longo da campanha, com assembleias, atos públicos e negociações com o setor patronal.

A expectativa da FECOSUL RS é de que, com unidade e mobilização, a campanha avance na conquista de direitos históricos e contribua para um novo modelo de jornada, mais equilibrado e compatível com a realidade dos trabalhadores e trabalhadoras do comércio gaúcho.

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Sindicato dos Comerciários de Taquari apresenta pauta de reivindicações para o Sindilojas Montenegro

Foi dada a largada na negociação para a nova convenção coletiva para o setor de lojas das cidades de Taquari, Tabaí, Paverama e Poço das Antas. A entrega da pauta de reivindicações ocorreu durante reunião no final da manhã desta segunda-feira, dia 21 de março. 

Entre os pedidos do Sindicomerciários estão:

  • Aumento de salarial de INPC +1% de ganho real para os pisos e demais salários; 
  • Garantia de que o piso não será inferior ao salário mínimo regional em caso de aumento superior ao piso da categoria; 
  • Manutenção do auxílio estudante, auxílio creche e quebra de caixa nos parâmetros atuais;
  • Homologação no Sindicato nas rescisões de contrato de trabalho de trabalhadores com mais de um ano de empresa.

Para Vitor Espinoza, presidente do Sindicato, a reunião teve um balanço positivo, com aceitação de parte das propostas. 

“Alguns pontos de nossa reivindicação foram aceitos pelo sindicato patronal. Para os demais pontos, a entidade patronal ficou de pensar sobre o assunto para a nossa próxima rodada de negociação, que deverá ser marcada para daqui a cerca de duas semanas”, explicou. 

Saiba Mais

A Convenção Coletiva de Trabalho tem a função de definir regras trabalhistas aplicáveis a toda uma categoria, como salários e benefícios, sendo negociado entre o sindicato laboral (que representa os trabalhadores) e o sindicato patronal (que representa as empresas). 

A data-base para os comerciários da base territorial do Sindicomerciários é dia 1º de março. Isso significa que todos os benefícios da convenção, inclusive aumento salarial são válidos a partir desta data. 

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Manobra patronal adia votação de projeto pelo fim da escala 6×1

Por pressão de setores patronais contrários ao fim da escala 6×1, a Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados não apreciou, na sessão desta quarta-feira (18), o Projeto de Lei 67/2025, da deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS). A medida propõe como limite a escala 5×2, sem redução salarial.

A não apreciação se deu em virtude de um requerimento de retirada de pauta apresentado pelo deputado Zé Adriano (PP-AC), que também é presidente da Federação das Indústrias do Acre (Fieac). Com isso, a análise da matéria ficará para a próxima quarta-feira (25).

Após a decisão, a deputada Daiana Santos, dirigindo-se ao deputado, declarou: “Temos total disposição para debatermos ponto a ponto e, assim, avançar. E mais uma vez registro: (o fim da escala 6×1) é algo necessário e urgente de ser feito. É algo que há anos a sociedade pede que seja revisto”.

Fotos: Bruno Mendes/Matheus Itacaramby

Por pressão de setores patronais contrários ao fim da escala 6×1, a Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados não apreciou, na sessão desta quarta-feira (18), o Projeto de Lei 67/2025, da deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS). A medida propõe como limite a escala 5×2, sem redução salarial.

A não apreciação se deu em virtude de um requerimento de retirada de pauta apresentado pelo deputado Zé Adriano (PP-AC), que também é presidente da Federação das Indústrias do Acre (Fieac). Com isso, a análise da matéria ficará para a próxima quarta-feira (25).

Após a decisão, a deputada Daiana Santos, dirigindo-se ao deputado, declarou: “Temos total disposição para debatermos ponto a ponto e, assim, avançar. E mais uma vez registro: (o fim da escala 6×1) é algo necessário e urgente de ser feito. É algo que há anos a sociedade pede que seja revisto”.

Fotos: Bruno Mendes/Matheus Itacaramby

A sessão contou a com a presença de representantes dos movimentos sindicais e estudantil em apoio à escala 5×2, como os presidentes da CTB, Adilson Araújo; da CTB-RS, Rodrigo Calais; da UNE, Bianca Borges; da Federação dos Comerciários do Rio Grande do Sul (Fecosul), Guiomar Vidor; do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Márcio Ayer; e do Sindicato dos Comerciários de Caxias do Sul (RS), Nilvo Riboldi Filho.

Sessão com o ministro

Antes da abertura da sessão deliberativa, a Comissão do Trabalho recebeu o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Na ocasião, ele defendeu como prioridade para o Congresso Nacional, neste ano, o fim da escala 6×1 e a criação de regras para o trabalho mediado por aplicativos.

Marinho reafirmou o apoio do governo à redução da jornada para 40 horas semanais, com dois dias de folga (escala 5×2), conforme proposto por Daiana. Segundo o ministro, o projeto é um caminho mais célere do que as duas propostas de emenda à Constituição (PECs) que tramitam na Câmara. “A sociedade vem debatendo muito essa questão, e o parlamento tem sensibilidade para agilizar isso”, afirmou.

Saiba mais: No Brasil, 72% das empresas que adotaram escala 5×2 tiveram aumento de receita

Ele também ressaltou que a jornada 6×1 “é cruel em particular para as mulheres. Então, acabar com a 6×1 é um chamado cívico, humanitário”, declarou.

Para a deputada Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ), o debate sobre o fim da 6×1 “interessa a todos nós, não apenas por sermos mulheres, mas por sermos uma parcela da sociedade que sofre muito com essa escala que nos tira a possibilidade de viver”. Ela reforçou que o excesso de trabalho vem adoecendo os trabalhadores.

Quanto ao trabalho por aplicativo, Luiz Marinho disse que, considerando a indisposição que há, inclusive no Congresso, em relação ao estabelecimento de um vínculo formal via CLT, é preciso criar o “enquadramento possível” para garantir direitos básicos à categoria, uma das mais precarizadas do mercado de trabalho brasileiro.

Fonte: Vermelho/Priscila Lobregatte

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Campanha Salarial 2026 dos Comerciários do RS será lançada dia 24 com foco em valorização, aumento real e fim da escala 6×1

A Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (FECOSUL) lança oficialmente, na próxima terça-feira, 24/3, a Campanha Salarial 2026 dos comerciários e comerciárias do estado, com o lema: “Pra cima, comerciários: fim da escala 6×1 e trabalho valorizado”. O evento será no município de Lajeado, localizado no Vale do Taquari.

A campanha mobiliza sindicatos de todo o Rio Grande do Sul e reforça a necessidade de valorização de quem sustenta o comércio diariamente. Entre as principais bandeiras estão o aumento real de salários acima da inflação, melhores condições de trabalho, redução da jornada e o fim da escala 6×1 — considerada prejudicial à saúde, ao convívio familiar e à qualidade de vida da categoria.

Segundo dados do DIEESE, o comércio gaúcho segue em crescimento. Em 2025, o volume de vendas do comércio varejista registrou aumento real de 2,5% acima da inflação, com destaque para segmentos como farmácias (4,4%) e supermercados (3,2%). O setor supermercadista, sozinho, movimentou cerca de R$ 75,6 bilhões, evidenciando a força econômica do comércio no estado.

Apesar disso, a realidade dos trabalhadores ainda é marcada por baixos salários e jornadas extensas. Atualmente, o comércio emprega mais de 661 mil pessoas no Rio Grande do Sul, representando cerca de 23% dos empregos formais. Mesmo assim, o piso médio da categoria gira em torno de R$ 1.775, valor que compromete grande parte da renda com despesas básicas, como alimentação, moradia e transporte.

Para a FECOSUL, esse cenário evidencia a necessidade urgente de redistribuição dos ganhos do setor. “Quem constrói a riqueza do comércio precisa ser valorizado. Não é justo que o setor cresça e os trabalhadores continuem enfrentando dificuldades para viver com dignidade”, destaca a entidade.

A campanha também reforça apoio ao Projeto de Lei 67/2025, de autoria da deputada federal Daiana Santos (PCdoB/RS), que propõe a adoção da escala 5×2 e a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução salarial.

Além do reajuste com ganho real, a pauta de reivindicações inclui piso salarial de R$ 2.060, fim do banco de horas, auxílio-estudante, vale-refeição, ampliação das licenças maternidade e paternidade, combate ao trabalho intermitente e garantia de salário igual para trabalho igual.

Mais do que uma negociação econômica, a Campanha Salarial 2026 se apresenta como uma mobilização por respeito, dignidade e melhores condições de vida para os trabalhadores e trabalhadoras do comércio gaúcho.

“É hora de mudar essa realidade. Com união e mobilização, vamos avançar na conquista de direitos e mais qualidade de vida para a categoria”, reforça a FECOSUL.