WhatsApp-Image-2026-06-02-at-19.01.44

Sindicomerciários defende fim da escala 6×1: “É uma demanda dos trabalhadores”

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Novo Hamburgo, que representa mais de 20 mil trabalhadores de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Ivoti e Dois Irmãos, defende o fim da escala 6×1 e acredita que a mudança pode trazer benefícios para a saúde física e mental dos trabalhadores, além de melhorar a qualidade de vida e a produtividade no ambiente de trabalho.

A posição foi apresentada pela presidente da entidade, Maria Cristina Silva Mendes, em entrevista ao DuduNews. O posicionamento surge como contraponto à  carta divulgada por entidades empresariais da região, que manifestaram preocupação com os possíveis impactos econômicos da proposta aprovada em segundo turno pela Câmara dos Deputados.

Para a dirigente sindical, muitas pessoas ainda não compreendem os impactos da escala 6×1 na rotina de quem trabalha no comércio e em serviços. Ela destaca que diversos trabalhadores têm apenas um dia de descanso por semana e, frequentemente, esse dia não coincide com o período de folga de familiares.

Segundo ela, a defesa da redução da jornada é uma reivindicação antiga dos trabalhadores, que ganhou força nacional em 2023 com o movimento Vida Além do Trabalho (VAT). “Não é uma demanda política, é uma demanda dos trabalhadores”, destaca.

Saúde mental e esgotamento

Entre os principais argumentos apresentados pelo sindicato está a preocupação com a saúde mental dos trabalhadores. Segundo Mendes, jornadas extensas e poucos períodos de descanso contribuem para o aumento de casos de estresse e burnout. “Não é por acaso que o Brasil ocupa uma das primeiras posições nos índices de burnout. As pessoas estão sendo cobradas cada vez mais e têm menos tempo para cuidar da própria saúde”, afirma.

A dirigente acredita que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode ajudar a diminuir o desgaste físico e emocional dos trabalhadores.

Setor de farmácias é apontado como exemplo

O Sindicomerciários representa setores diversos do comércio, como gêneros alimentícios, varejo, autopeças, funerárias e farmácias. Com um “guarda-chuva” grande de empregados, as jornadas de trabalho diferem em cada setor, que tem sido um dos pontos discutidos dentro da PEC.

Mendes cita como exemplo a realidade de trabalhadores de farmácias, supermercados e lojas de shopping. Segundo ela, nesses setores é comum que funcionários trabalhem domingos e feriados consecutivos.

Ela relata que já foram encaminhadas denúncias ao Ministério Público do Trabalho envolvendo trabalhadoras que atuaram em datas como Natal e Ano Novo, recebendo apenas as folgas compensatórias previstas em lei. “Às vezes a empresa não está fazendo nada ilegal, mas está fazendo algo desumano. A legislação permite, mas isso não significa que seja saudável para quem trabalha”, afirma.

Livre negociação

Um dos pontos defendidos pelas entidades empresariais é a livre negociação entre patrões e empregados. Para o sindicato, porém, não existe equilíbrio nessa relação. Segundo Mendes, os trabalhadores possuem menor poder de negociação, especialmente em categorias sem estabilidade no emprego.

Ela afirma que o receio de demissões dificulta até mesmo a realização de greves e mobilizações. “Dizer que existe equilíbrio entre capital e trabalho é equivocado. O empregador sempre terá mais força na negociação”, argumenta.

Sindicato vê oportunidade

Enquanto entidades patronais alertam para riscos de desemprego, fechamento de empresas e aumento de custos, o sindicato avalia que a mudança pode gerar efeitos positivos no longo prazo.

A presidente acredita que trabalhadores mais descansados tendem a produzir melhor, além de terem mais tempo para estudar, se qualificar e consumir. “Esses trabalhadores também são consumidores. Com mais tempo livre, eles poderão movimentar a economia e melhorar sua qualidade de vida”, afirma.

A dirigente ainda cita estudos realizados após a redução da jornada de 48 para 44 horas semanais, na Constituição de 1988, que apontaram ganhos de produtividade sem os impactos negativos previstos à época.

Mais tempo para viver

Para o sindicato, o principal benefício da mudança seria permitir que os trabalhadores tenham mais tempo para a família, para a qualificação profissional, para o lazer e para os cuidados com a própria saúde. “Eu só vejo coisas boas. Daqui a alguns anos, acredito que vamos olhar para trás e perceber que essa mudança melhorou a vida dos trabalhadores e da sociedade como um todo”, conclui Cristina.

Foto da capa: Divulgação/Sindicomércios

Matéria: Dudunews.com.br

WhatsApp Image 2026-06-02 at 16.11.31 (13)

Sindicomerciários inaugura nova subsede em Teutônia e amplia atendimento à categoria

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Taquari e Região (Sindicomerciários) realizou, na manhã desta terça-feira, a cerimônia de inauguração da nova subsede da entidade em Teutônia. O evento reuniu dirigentes sindicais, autoridades, representantes de entidades parceiras, trabalhadores e membros da comunidade.

A nova estrutura foi criada com o objetivo de fortalecer a presença do sindicato na região, proporcionando mais comodidade, acolhimento e acesso aos serviços oferecidos aos comerciários e comerciárias. O espaço também representa um importante investimento na ampliação do atendimento sindical e na defesa dos direitos da categoria.

Durante a solenidade, lideranças destacaram a importância da nova subsede para aproximar ainda mais o sindicato dos trabalhadores, fortalecendo a organização sindical e a luta por melhores condições de trabalho, valorização profissional e garantia de direitos.

Durante a inauguração da nova subsede do Sindicato dos Empregados no Comércio de Taquari e Região, diversas lideranças destacaram a importância da conquista para os trabalhadores e para a comunidade.

O presidente do Sindicato, Vitor Espinoza, ressaltou que a nova subsede representa o compromisso da entidade com a categoria. “Essa sede é resultado do trabalho do Sindicato e da confiança dos trabalhadores. É mais uma etapa para fortalecer nossa estrutura e oferecer um atendimento cada vez melhor aos comerciários”, destacou.

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, destacou o trabalho desenvolvido pela entidade e afirmou que a atuação do Sindicato de Taquari e Região deve servir de exemplo. Segundo ele, mesmo diante dos desafios impostos pelas reformas trabalhista e previdenciária, a entidade manteve sua capacidade de organização e crescimento graças ao trabalho de base e à confiança dos trabalhadores.

Já o presidente da CTB/RS, Rodrigo Calais, parabenizou a direção da entidade pela nova estrutura e reforçou a necessidade de fortalecer o movimento sindical. Para ele, a valorização do trabalho passa pela construção de um projeto nacional de desenvolvimento, com sindicatos fortes, melhores condições de trabalho e avanços como a aprovação do fim da escala 6×1 e da jornada semanal de 40 horas.

Além da cerimônia oficial, os visitantes puderam conhecer as novas instalações e acompanhar as atividades promovidas ao longo do dia. A inauguração marca um novo momento para a entidade, reafirmando seu compromisso com os comerciários da região e com o fortalecimento da representação sindical.

A nova subsede passa a ser mais um ponto de referência para os trabalhadores do comércio, oferecendo atendimento, orientação e suporte às demandas da categoria em Teutônia e municípios próximos.

WhatsApp Image 2026-06-01 at 14.11.41

7º Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB fortalece luta por igualdade, direitos e valorização do trabalho

Nos dias 29 e 30 de maio, em São Paulo, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) realizou o 7º Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora, reunindo dirigentes sindicais, lideranças sociais e representantes de diversas categorias profissionais de todo o país.

Durante os dois dias de atividades, as participantes promoveram intensos debates, compartilharam experiências e construíram coletivamente propostas voltadas ao fortalecimento da luta das mulheres trabalhadoras. O encontro reafirmou o compromisso da CTB com a defesa da igualdade de direitos, o combate à violência contra as mulheres, o fim da escala 6×1, a valorização do trabalho e a ampliação da participação feminina nos espaços de poder e decisão.

A programação contou com discussões sobre os desafios enfrentados pelas mulheres no mundo do trabalho, as desigualdades de gênero ainda presentes na sociedade, a necessidade de políticas públicas de proteção e inclusão, além da importância da organização sindical para garantir avanços nas condições de vida e trabalho das mulheres brasileiras.

Para a secretária da Mulher da CTB-RS, Eremi Fátima da Silva Melo, o encontro representou um importante momento de fortalecimento da organização das trabalhadoras e de construção de estratégias para enfrentar os desafios atuais.

“Saímos deste encontro ainda mais fortalecidas e comprometidas com a luta por igualdade de direitos, respeito, valorização do trabalho das mulheres e ampliação da nossa participação nos espaços de decisão. Foram dois dias de muito aprendizado, troca de experiências e construção coletiva, que reforçam a importância da unidade das mulheres trabalhadoras em todo o Brasil”.

Para Eremi Melo, além dos debates e reflexões promovidos durante o encontro, o Rio Grande do Sul também apresentou propostas concretas para fortalecer a atuação nacional da CTB na defesa dos direitos das mulheres.

“Nosso estado apresentou três encaminhamentos importantes para a CTB Nacional. Um deles é a construção de uma grande campanha nacional de combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres, fortalecendo essa luta em todo o país e contribuindo para a construção de uma grande mobilização das mulheres trabalhadoras. Também defendemos a implementação da Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata da eliminação da violência e do assédio no mundo do trabalho, e o fortalecimento da luta pela efetiva aplicação da Lei da Igualdade Salarial entre homens e mulheres. Essas pautas são urgentes e precisam estar no centro da ação sindical”, afirmou.

A dirigente também anunciou que a CTB Rio Grande do Sul dará continuidade aos debates realizados em São Paulo. “No mês de julho, a CTB-RS pretende realizar um encontro estadual das mulheres trabalhadoras. Nos próximos dias estaremos reunidos para definir a data e organizar essa importante atividade, que dará sequência às deliberações aprovadas no encontro nacional”, completou.

Ao final do encontro, as participantes aprovaram a Resolução Final do 7º Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB. O documento reafirma o compromisso da Central com a defesa dos direitos das mulheres, o enfrentamento às desigualdades, a valorização do trabalho, a igualdade salarial, o combate à violência de gênero e a ampliação da presença feminina nos espaços de decisão. A resolução servirá como instrumento de orientação e mobilização para a atuação das mulheres trabalhadoras da CTB em todo o Brasil.

Imagem: Daiana Correia

Texto: Daiana Correia

https__img5.migalhas.com.br__SL__gf_base__SL__empresas__SL__miga__SL__imagens__SL__2026__SL__05__SL__23__SL__cropped_omkwn3ws.cqt.jpg._PROC_CP65

STF decide que shoppings devem custear e manter espaços para empregadas lactantes

O Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) decidiu que a administração dos shopping centers será responsável por instalar e manter espaços adequados para amamentação e assistência aos filhos de trabalhadoras lactantes que atuam nas lojas dos empreendimentos. A medida representa um importante avanço na proteção à maternidade, à infância e aos direitos das mulheres trabalhadoras.

A decisão foi tomada pelo plenário da Corte ao analisar a interpretação do artigo 389, §1º, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que prevê a existência de locais apropriados para a guarda e assistência dos filhos durante o período de amamentação. Os ministros entenderam que os shopping centers se enquadram no conceito de “estabelecimento”, devido à sua organização centralizada e à responsabilidade sobre os espaços comuns utilizados pelos lojistas.

Com o entendimento firmado, a obrigação não recairá sobre cada loja individualmente, mas sobre a administração do shopping, que terá prazo de até um ano para se adequar à decisão. O STF também reconheceu que a medida está alinhada aos princípios constitucionais de proteção à maternidade, à infância e ao mercado de trabalho da mulher.

Durante o julgamento, os ministros destacaram que garantir um espaço adequado para amamentação contribui para que as trabalhadoras possam exercer suas atividades com mais segurança e tranquilidade, sem abrir mão dos cuidados com seus filhos. A Corte também ressaltou que a estrutura exigida não se confunde com uma creche completa, mas sim com um ambiente apropriado para guarda, vigilância e assistência das crianças durante a jornada de trabalho.

A decisão reforça a necessidade de criar condições mais dignas para as mulheres no ambiente de trabalho e fortalece a luta por direitos que garantam a permanência das mães no mercado de trabalho sem prejuízo à maternidade.

Fonte: Site Migalhas

WhatsApp Image 2026-05-27 at 17.40.28

Fim da Escala 6×1: Vencemos a primeira batalha na Câmara dos Deputados

Depois de uma grande pressão do movimento sindical e da sociedade brasileira e graças ao posicionamento firme do governo Lula na defesa desta proposta, a Câmara dos deputados aprovou na última quarta feira (28), o substitutivo do deputado Léo Prates que põe fim a escala 6×1. Estabelecendo uma jornada de 40h semanais sem redução de salários e uma escala de 5 dias de trabalho por dois de folga.

Graças a mobilização empreendida nas ruas e nas redes e da justeza da proposta que obteve apoio de mais de 73% da população brasileira, a mesma foi aprovada por 472 deputados, com apenas 22 contrários.

Agora o nosso próximo desafio será no senado federal, onde os empresários junto com os partidos da direita estão se articulando para barrar ou retardar ao máximo esta conquista.

Segundo Guiomar Vidor, presidente da FECOSUL, o movimento sindical não pode vacilar, vamos ter que potencializar as mobilizações nas redes e nas ruas e imprimir uma pressão ainda maior sobre o senado federal, por tratar-se de uma casa menor e mais conservadora.

Segundo o dirigente, senadores conservadores de direita, junto com setores empresariais que se sentiram derrotados na câmara, se rearticulam no senado, onde protocolaram, na madrugada desta quinta-feira (28), uma PEC de nº12, que reúne 36 assinaturas como as do senador Rogerio Marinho,( PL) (mentor da reforma trabalhista de 2017) e dos senadores Flávio Bolsonoro (PL), Luis Carlos Heinze (PP/RS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS), com objetivo de barrar os avanços conquistados com a aprovação da emenda constitucional aprovada pelos deputados e flexibilizar ainda mais as relações de trabalho e retirar direitos básicos do trabalhador brasileiro.

Segundo especialistas na área do direito do trabalho, esta PEC traz uma profunda preocupação com  possíveis impactos na segurança jurídica e na proteção social dos trabalhadores. Entre os pontos debatidos estão férias, 13º salário, recolhimento previdenciário, horas extras e estabilidade contratual.

Para o presidente da FECOSUL, além de reafirmar esta como a principal pauta da entidade no momento, tendo em conta que a categoria comerciária será a maior beneficiada, por ser composta majoritariamente por mulheres e jovens submetidos a escala 6×1 e extensas jornadas, alertou que somente através de uma ampla mobilização da sociedade, junto com a classe trabalhadora e os setores democráticos da sociedade conseguiremos barrar mais esta tentativa de retrocesso planejado pelos setores de direita no congresso nacional e fazer avançar a PEC que acaba com a famigerada escala 6×1, exigindo sua votação imediata no Senado Federal.

Sindicato dos Comerciários inaugura nova sede na cidade de Teutônia.jpg

Sindicato dos Comerciários inaugura nova sede na cidade de Teutônia

Na próxima terça-feira, dia 02 de junho, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Taquari e Região realizará a inauguração da nova sub-sede da entidade na cidade.

O evento começa às 9h30min. Além disso, a entidade sindical receberá toda a comunidade durante todo o dia para conhecer o novo endereço da entidade.

Localizada na Rua Guilherme Schneider Sobrinho, 1386, no bairro Canabarro, o novo empreendimento foi construído em um terreno construído em um terreno adquirido pelo Sindicato ainda em 2016 e para a entidade significa a conquista do sonho da casa própria.

“Todo mundo quer conquistar o sonho da casa própria e um Sindicato não é diferente. Foi um grande esforço para a gente ter nosso próprio espaço, da nossa maneira para a gente conseguir atender a todos os sócios da melhor maneira possível”, explica Carlos Henn, secretário-geral do Sindicato.

O novo espaço possuí 60,07 m², com três salas de atendimento e recepção.

O horário de atendimento do Sindicomerciários é de segunda à sexta, das 8h30min às 12h e das 13h30min às 18h.

as-pessoas-maos-levantadas-no-ar-voto-eleicao-democracia_63762-2980

Categoria aprova acordo coletivo 2026/2027 para empregados em escritórios de contabilidade no Vale do Taquari

Centenas de trabalhadores e trabalhadoras dos escritórios de contabilidade da região do Vale do Taquari participaram da assembleia realizada na noite da última segunda-feira, dia 25 de maio, e aprovaram a proposta de acordo coletivo apresentada pelo Sescon Vale do Taquari para fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027.

A proposta aprovada garante reajuste dos pisos salariais no percentual de 6,79% e reajuste de 5% nos salários a partir de março de 2026. O acordo também prevê valorização no vale-refeição, que passa a ter valor líquido diário de R$ 24,36 a partir de março de 2026.

Entre os destaques da negociação está o novo piso dos Técnicos em Contabilidade, que terá dois valores ao longo do período: R$ 2.242,59 entre março e junho e R$ 2.388,50 a partir de julho de 2026.

Para o presidente do SINDESC RS, Luiz Fernando Branco Lemos, a forte participação da categoria demonstra um novo momento de mobilização e valorização dos trabalhadores do setor.

“Não foi apenas uma participação expressiva em número de pessoas, mas também pela qualidade dos debates e das contribuições apresentadas. Isso representa um novo momento de valorização da força de trabalho dos escritórios de contabilidade do Vale do Taquari e de participação ativa da categoria na definição dos melhores rumos que buscamos”, destacou.

Já o secretário-geral do SINDESC RS, Rodrigo Fonseca, ressaltou que o acordo foi positivo para os trabalhadores.

“O acordo foi bastante vantajoso, especialmente porque todas as cláusulas econômicas tiveram reajustes acima da inflação, além da manutenção integral das cláusulas sociais”, afirmou.

O sindicato também reforçou a importância da participação permanente da categoria nas assembleias e no cotidiano da entidade sindical, destacando que o fortalecimento da organização coletiva é fundamental para ampliar conquistas e garantir melhores condições de vida e trabalho para os empregados em escritórios de contabilidade.

WhatsApp Image 2026-03-25 at 10.11.39

Semana decisiva em Brasília mobiliza Fecosul, sindicatos e comerciários pelo fim da escala 6×1

A semana será decisiva em Brasília para aprovação do projeto de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, pauta que vem mobilizando trabalhadores e entidades sindicais em todo o país. A Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul e os sindicatos filiados intensificaram, no último período, a luta pela mudança, apoiando desde 2025 a aprovação do PL67/2025, apresentada pela deputada Daiana Santos pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de 40h sem redução salarial.

A proposta defendida pela parlamentar busca garantir melhores condições de vida para os trabalhadores, reduzindo o desgaste provocado pelas jornadas exaustivas e ampliando o tempo de descanso para dois dias por semana, convivência familiar, lazer e cuidados com a saúde física e mental.

A categoria comerciária tem sido uma das mais presentes nas mobilizações nacionais, por ser uma das mais prejudicadas pela escala 6×1 e extensas jornadas, desgaste físico e mental e dificuldades de convivência familiar e social. Outro ponto destacado pelas entidades é que o setor é composto majoritariamente por mulheres,  as quais são submetidas a rotinas consideradas penosas e exaustivas seguidas ainda pela dupla jornada enfrentada diariamente pelas tarefas domésticas, cuidado com os filhos e a organização da casa, ampliando o desgaste físico e emocional.

Segundo o presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, esta será uma semana de intensa mobilização em todo o Brasil. A FECOSUL acompanhará diretamente, em Brasília, os debates sobre o conteúdo do projeto e a necessidade de sua votação e aprovação no Congresso Nacional.

De acordo com o dirigente, a expectativa é de que a proposta represente uma mudança histórica nas relações de trabalho brasileiras.

“Depois de mais de quase 100 anos, os trabalhadores poderão conquistar uma nova forma de viver, com mais dignidade, mais tempo para a família, para a saúde e para a qualidade de vida”, destacou.

Além das articulações políticas na capital federal, sindicatos e centrais sindicais devem promover atos e atividades nos estados ao longo da semana, pressionando parlamentares pela votação da proposta que prevê a redução da jornada sem redução salarial. No Rio Grande do Sul, também estão previstas manifestações e mobilizações organizadas por sindicatos e entidades do movimento sindical, reforçando a pressão pela aprovação da proposta e pelo fim da escala 6×1.

Matéria: Daiana Correia

Imagem: arquivo FECOSUL

Assembleia Legislativa vota reajuste do Piso Regional com mobilização sindical no RS

O plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul votou nesta terça-feira o projeto do governo do Estado que reajusta em 5,35% o Piso Regional gaúcho. A sessão foi acompanhada por dirigentes sindicais, trabalhadores e representantes de diversas entidades que estiveram mobilizados na defesa da valorização do salário mínimo regional.

A CTB-RS participou da mobilização ao lado da Fecosul, federações, sindicatos e demais centrais sindicais, pressionando os parlamentares para garantir um reajuste mais próximo das reivindicações apresentadas pelo movimento sindical.

Durante a votação, a CTB-RS e a Fecosul manifestaram apoio à emenda apresentada pelo deputado estadual Miguel Rossetto, que propunha reajuste de 9,11% para o Piso Regional, percentual considerado pelas entidades mais adequado para recuperar as perdas salariais acumuladas pelos trabalhadores gaúchos.

As entidades criticaram o índice de 5,35% proposto pelo governo Eduardo Leite, considerado insuficiente diante da inflação e da alta do custo de vida no estado. Inicialmente, as centrais sindicais defendiam reajuste de 15,98%, percentual posteriormente reduzido para 10% durante as negociações com o governo.

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, destacou que o reajuste aprovado amplia as perdas do Piso Regional em relação ao salário mínimo nacional e afeta diretamente mais de 1,3 milhão de trabalhadores gaúchos.

Durante a mobilização, o presidente da CTB-RS, Rodrigo Calais, reforçou a importância da luta sindical em defesa da valorização salarial e da dignidade da classe trabalhadora.

“O Piso Regional é uma ferramenta fundamental para garantir renda, dignidade e melhores condições de vida para os trabalhadores e trabalhadoras do Rio Grande do Sul. Seguiremos mobilizados por uma política permanente de valorização salarial.”

Para a CTB-RS, o Piso Regional possui papel estratégico na economia gaúcha, servindo como referência para negociações coletivas de diversas categorias e fortalecendo o comércio, os serviços e a geração de renda no estado.

Matéria: Daiana Correia

IMG_1283

Audiência pública em Porto Alegre debate o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho

Porto Alegre recebeu, nesta sexta-feira, 15 de maio, uma audiência pública sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. A atividade reuniu lideranças políticas, representantes sindicais, trabalhadores e movimentos sociais para debater os impactos da atual jornada sobre a saúde física e mental da classe trabalhadora, além da necessidade de valorização das condições de trabalho no país.

Antes da audiência, uma marcha percorreu as ruas do centro da Capital, saindo da Ponte de Pedra até o prédio do Ministério da Fazenda, conhecido como Chocolatão, local onde ocorreu o debate.

O ato reuniu centrais sindicais, federações, sindicatos e lideranças políticas comprometidas com a pauta trabalhista. Entre as entidades presentes estiveram a Federação dos Empregados no Comércio e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecosul) e as centrais sindicais Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio Grande do Sul (CTB-RS), Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e Força Sindical.

A atividade no Rio Grande do Sul foi articulada pela deputada federal Daiana Santos, primeira vice-presidenta da Comissão Especial, e reuniu representantes do poder público, especialistas, entidades sindicais, trabalhadores e movimentos sociais para debater os desafios e os impactos da escala 6×1 sobre a classe trabalhadora. Também participou da atividade o deputado federal Leo Prates, relator da proposta sobre o fim da escala 6×1.

Imagem: Rodrigo Positivo

Durante a atividade, representantes sindicais destacaram a importância da mobilização popular para pressionar pela aprovação da PEC que propõe o fim da escala 6×1, considerada pelas entidades trabalhistas um modelo que precariza as condições de trabalho e compromete a qualidade de vida da população.

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, afirmou que a atual jornada de trabalho tem provocado adoecimento físico e mental entre os trabalhadores, especialmente no setor do comércio. “As associações brasileiras de supermercados estão se queixando que existem mais de 350 mil vagas em aberto porque não conseguem mais trabalhadores para exercer essa jornada exaustiva. No comércio, a maioria são mulheres, que sofrem com dupla e até tripla jornada. O mundo do trabalho está adoecido”, declarou.

Guiomar também destacou os impactos da sobrecarga de trabalho na saúde da população trabalhadora. Segundo ele, mais de 150 mil trabalhadores foram afastados por transtornos mentais no último ano e mais de 4,5 milhões precisaram se afastar por motivos de saúde. “A sociedade está enxergando essa realidade. Mais de 60% da população brasileira quer o fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem redução dos salários”, enfatizou.

Imagem: Rodrigo Positivo

Já o presidente da CTB-RS, Rodrigo Callais, destacou que a luta pelo fim da escala 6×1 representa uma pauta de melhoria da qualidade de vida da população trabalhadora. “Estamos falando de mais tempo para viver, mais tempo para cuidar da saúde, para estar com os filhos, praticar esporte e ter lazer. Todo avanço tecnológico precisa beneficiar também a classe trabalhadora, e não apenas aumentar o lucro do capital”, afirmou.

Rodrigo Callais também defendeu a redução da jornada sem redução salarial e criticou qualquer proposta de adiamento da medida. “Essa não é uma pauta da direita ou da esquerda. É uma pauta civilizatória. Nós queremos a redução da jornada para 40 horas e o fim da escala 6×1 imediatamente. Não há o que se falar em transição ou compensação para patrões quando os direitos dos trabalhadores foram retirados sem debate na reforma trabalhista”, declarou.

Imagem: Rodrigo Positivo

Um dos momentos de maior destaque do encontro foi a apresentação de uma moção pelo pré-candidato ao Senado Paulo Pimenta para que o senador Paulo Paim seja o relator da PEC no Senado Federal. A proposta foi recebida com apoio pelos participantes do ato, que reconheceram a trajetória de Paim na defesa histórica dos direitos dos trabalhadores.

Imagem: Rodrigo Positivo

O debate realizado no Ministério da Fazenda reforçou a unidade entre movimentos sociais, parlamentares, federações, sindicatos e centrais sindicais na luta pela redução da jornada de trabalho, pela valorização salarial e por melhores condições de vida para a classe trabalhadora brasileira.

Matéria: Daiana Correia