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Câmara de Caxias do Sul debate fim da escala 6×1 e mobiliza entidades sindicais

A Câmara de Vereadores de Caxias do Sul foi palco de uma ampla audiência pública que reuniu lideranças sindicais, parlamentares e trabalhadores para discutir o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal. O encontro evidenciou a crescente mobilização no Rio Grande do Sul em torno de um modelo de trabalho considerado mais justo e equilibrado.

Com o plenário lotado, a audiência demonstrou a força da pauta entre diferentes categorias profissionais. Representantes de centrais sindicais, federações e sindicatos reforçaram a necessidade de mudanças estruturais nas relações de trabalho, defendendo a adoção da escala 5×2, com dois dias consecutivos de descanso e sem redução salarial.

Participação da CTB e Fecosul

A atividade contou com forte presença da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS) e da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do RS (FECOSUL). As entidades destacaram que o fim da escala 6×1 é uma das principais bandeiras do movimento sindical na atualidade.

Para o presidente da CTB-RS, Rodrigo Callais, o debate em Caxias do Sul reforça a urgência de mudanças. Em sua fala, afirmou que a mobilização precisa avançar politicamente e declarou que o objetivo é “não deixar nenhum deputado ir votar a favor dessa escala”, reforçando a pressão sobre o Legislativo para barrar a manutenção do modelo 6×1.

Imagem: Rodrigo Positivo

Já o presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, ressaltou o papel da mobilização coletiva. Em sua intervenção, afirmou que “faz 100 anos que a escala 6×1 vigora no Brasil e, se depender apenas da negociação coletiva, ficaremos mais 100”, defendendo a necessidade de mudanças por meio de legislação para garantir avanços concretos aos trabalhadores.

Imagem: Rodrigo Positivo

Pressão social e próximos passos

Durante a audiência, houve consenso entre os participantes de que a escala 6×1 é prejudicial à saúde física e mental dos trabalhadores, além de limitar o convívio familiar e o acesso ao lazer. A proposta defendida pelas entidades — redução da jornada para 40 horas semanais e implementação da escala 5×2 — já está em debate no Congresso Nacional, por meio de projetos de lei que buscam modernizar as relações de trabalho no país.

O encontro em Caxias do Sul se soma a uma série de mobilizações que vêm ocorrendo em diferentes regiões do Brasil, fortalecendo a pressão social por mudanças. Ao final da audiência, ficou evidente o compromisso das organizações sindicais em ampliar o debate junto à sociedade e intensificar a luta pelo fim da escala 6×1.

A expectativa agora é que a pauta avance no Legislativo, impulsionada pela mobilização social e pelo engajamento das entidades representativas da classe trabalhadora.

Jornalista: Daiana Correia

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SINDESC RS apresenta resultados de pesquisa sobre riscos psicossociais no trabalho contábil em evento online

O Sindicato dos Empregados em Escritórios e Empresas de Serviços Contábeis do Rio Grande do Sul (SINDESC RS) promove, no próximo dia 04 de maio de 2026 (segunda-feira), às 19h, a apresentação dos resultados da pesquisa sobre riscos psicossociais realizada junto aos trabalhadores de escritórios contábeis no estado.

O estudo traz uma análise abrangente dos fatores que impactam a saúde mental no ambiente de trabalho, abordando questões como sobrecarga, pressão por prazos, organização do trabalho e condições psicossociais enfrentadas diariamente pela categoria.

Além da divulgação dos dados, o evento também irá tratar das modificações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece diretrizes gerais sobre saúde e segurança no trabalho, incluindo a gestão de riscos ocupacionais — tema cada vez mais relevante diante do crescimento dos afastamentos relacionados a questões psicológicas.

De acordo com o SINDESC RS, a iniciativa busca ampliar o debate sobre a importância de ambientes de trabalho mais saudáveis e reforçar o papel da prevenção, alinhando a categoria às novas exigências legais e às boas práticas de proteção à saúde dos trabalhadores.

A atividade será realizada em formato de videoconferência, pela plataforma Zoom, permitindo a participação de trabalhadores, dirigentes sindicais e demais interessados de todo o estado.

Data: 04 de maio de 2026 

Horário: 19 

Modalidade: Online (Zoom) Link de acesso:
https://us02web.zoom.us/j/88906976265?pwd=UI17Gy1R2T61AL3Y585bC0f2CawpoD.1

ID da reunião: 889 0697 6265

Senha: 611196

Para o sindicato, discutir os riscos psicossociais é fundamental para garantir melhores condições de trabalho, qualidade de vida e valorização profissional. A entidade reforça o convite para que a categoria participe do encontro e contribua com esse importante debate.

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Campanha salarial 2026: Fecosul intensifica a luta por reajuste digno para categoria comerciária.

A Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (Fecosul) participou de mais uma rodada de negociação da campanha salarial de 2026 com a Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio), reforçando a pauta de reivindicações dos trabalhadores do comércio e serviços no estado.

Durante a reunião, o setor patronal apresentou uma contraproposta de reajuste de apenas 3,36%, com piso salarial de R$ 1.935,00. A proposta foi considerada insuficiente pela Fecosul, que destacou a distância entre o índice apresentado e as reais necessidades da categoria.

A federação reafirmou sua pauta de reivindicações, construída a partir das demandas dos trabalhadores, que inclui:

•             Reajuste salarial de 8% para os trabalhadores;

•             Piso salarial de R$ 2.100,00;

•             Auxílio estudante equivalente a um piso por ano;

•             Vale-refeição;

•             Licença-maternidade de 180 dias e paternidade de 20 dias;

•             Fim do trabalho intermitente e da terceirização na atividade-fim;

•             Igualdade salarial entre homens e mulheres;

•             Fim da escala 6×1, com adoção da escala 5×2 e jornada de 40 horas semanais;

•             Plano de saúde;

•             Multa por descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho.

Além disso, também foi mencionada a discussão sobre normas regulamentadoras (NRs), tema que segue em debate nas negociações.

Para o presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, a proposta patronal não contempla a valorização necessária dos comerciários e comerciárias, que enfrentam o aumento do custo de vida e desempenham papel essencial na economia do estado.

Vidor reforça que a entidade seguirá junto com seus sindicatos filiados mobilizando a categoria na busca de avanços concretos. A expectativa é de que novas rodadas de negociação possam resultar em uma proposta mais justa e alinhada às reivindicações da categoria.

Jornalista: Daiana Correia

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Lideranças sindicais ampliam mobilização por direitos trabalhistas em marcha em Brasília

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil participou, nesta quarta-feira (15), da Marcha da Classe Trabalhadora, realizada em Brasília, ao lado de outras centrais sindicais. O ato reuniu milhares de trabalhadores na Esplanada dos Ministérios e teve como objetivo pressionar o poder público por avanços nas pautas trabalhistas.

A mobilização ocorreu após a aprovação de uma agenda unificada durante a Conclat 2026. Entre os principais pontos defendidos estão a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, a regulamentação do trabalho em plataformas digitais e o combate à precarização das relações de trabalho. Também integram a pauta o combate ao feminicídio, o enfrentamento à pejotização, o fortalecimento das negociações coletivas e a garantia do direito de negociação para os servidores públicos.

Durante o percurso até o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, representantes das centrais também organizaram a entrega oficial das reivindicações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

Para o vice-presidente da CTB, Ubiraci Dantas, a mobilização reforça a unidade do movimento sindical em torno de reivindicações históricas. “Estamos em Brasília para defender melhores condições de vida para os trabalhadores. A redução da jornada e o fim da escala 6×1 são fundamentais para garantir dignidade à classe trabalhadora”, afirmou.

O presidente da CTB em São Paulo, Rene Vicente, destacou que o ato amplia o debate sobre temas estruturais. “A marcha fortalece a luta por emprego de qualidade, pela valorização do trabalho e pela defesa da democracia. É um momento importante de mobilização nacional”, disse.

Já o presidente da CTB no Rio Grande do Sul (CTB-RS), Rodrigo Calais, enfatizou a necessidade de pressão sobre o Congresso Nacional. “Essa mobilização mostra que os trabalhadores estão atentos. É no Congresso que essas pautas precisam avançar, e a sociedade precisa saber quem está comprometido com os direitos da classe trabalhadora”, declarou.

A marcha também contou com a presença de Guiomar Vidor, presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (FECOSUL), que acompanhou as atividades ao lado das lideranças sindicais. Para ele, a mobilização demonstra a força da organização dos trabalhadores em nível nacional e a importância da unidade na defesa de direitos.

Além das mudanças na jornada, a pauta inclui propostas como a valorização do salário mínimo, o fortalecimento das negociações coletivas, a ampliação de políticas de geração de emprego e o combate às diversas formas de violência e precarização que atingem a classe trabalhadora.

A marcha encerrou-se com a expectativa de que as reivindicações avancem no debate político nacional nos próximos meses.

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Audiência pública na Câmara debate impactos da pejotização com participação da FECOSUL, sindicatos filiados e CTB

Brasília — Na tarde desta terça-feira (14), a Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública para discutir os impactos econômicos, sociais e trabalhistas da chamada “pejotização” — prática em que profissionais são contratados como pessoa jurídica (PJ) em vez de empregados formais. O encontro foi convocado pelo deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), que preside o Centro de Estudos e Debates Estratégicos (CEDES), e contou com a participação de representantes da FECOSUL, sindicatos filiados e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

O debate ocorreu no Plenário 4 e reuniu especialistas, autoridades e representantes de instituições públicas, do movimento sindical e do setor produtivo para analisar os efeitos desse modelo de contratação sobre direitos trabalhistas, arrecadação previdenciária e dinâmica do mercado de trabalho.

Ao abrir a sessão, Márcio Jerry destacou a importância de aprofundar a discussão sobre a pejotização. Segundo ele, embora o modelo seja frequentemente apresentado como alternativa para flexibilizar relações de trabalho, há preocupações quanto à precarização e à perda de garantias historicamente conquistadas. “É fundamental avaliar se estamos diante de uma modernização necessária ou de um processo que fragiliza direitos e amplia desigualdades”, afirmou.

Representantes da FECOSUL, de sindicatos filiados e da CTB acompanharam a audiência e reforçaram a preocupação com os impactos da pejotização sobre os trabalhadores. As entidades destacaram a necessidade de preservar direitos e evitar a substituição de vínculos formais por contratos que possam reduzir garantias trabalhistas e previdenciárias.

Entre os participantes, o vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Rodrigo Hori Takahashi, abordou os possíveis reflexos da pejotização sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Já o juiz do Trabalho Mauro Augusto Leão Braga ressaltou os desafios jurídicos para caracterizar vínculos empregatícios em contratos PJ, apontando aumento de judicialização em casos controversos.

Representando o Ministério Público do Trabalho, o procurador Tiago Ranieri de Oliveira enfatizou que a pejotização pode ser utilizada de forma irregular para mascarar relações de emprego. “Quando há subordinação, habitualidade e pessoalidade, estamos diante de vínculo empregatício, independentemente da forma contratual”, explicou.

Outros especialistas também contribuíram para o debate, incluindo representantes do governo, auditores fiscais e membros do setor industrial. Eles discutiram tanto os riscos quanto possíveis benefícios do modelo, como maior flexibilidade e redução de custos para empresas, além de impactos na competitividade econômica.

A audiência teve como objetivo não apenas diagnosticar os desafios, mas também apontar caminhos para aperfeiçoamento regulatório. Ao final, foi reforçada a necessidade de equilíbrio entre inovação nas relações de trabalho e a preservação de direitos fundamentais dos trabalhadores.

O encontro integra uma série de debates promovidos pelo CEDES sobre transformações no mundo do trabalho e deve subsidiar futuras propostas legislativas sobre o tema.

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Falta de profissionais em escritórios contábeis expõe necessidade de valorização na Campanha Salarial

A dificuldade de contratação de profissionais em escritórios de contabilidade no Rio Grande do Sul tem sido um dos principais temas que atravessam a Campanha Salarial 2025/2027 dos trabalhadores do setor. O cenário, cada vez mais presente no dia a dia das empresas, revela um problema estrutural que vai além da simples falta de mão de obra: a desvalorização histórica da categoria.

Nos últimos meses, tem se intensificado o debate público sobre a escassez de trabalhadores nos escritórios contábeis. De um lado, empresas apontam dificuldades para contratar e reter profissionais. De outro, trabalhadores denunciam salários baixos, alta pressão, ausência de plano de carreira e falta de investimento em qualificação.

Para o SINDESC RS, que representa mais de 20 mil empregados em escritórios e empresas de contabilidade no estado, a questão precisa ser analisada de forma completa.

Dois lados de um mesmo problema

De acordo com o sindicato, há um discurso recorrente por parte de empregadores de que os profissionais “não permanecem”, “entregam pouco” ou “buscam sair por pequenas diferenças salariais”. No entanto, a realidade enfrentada pelos trabalhadores mostra outro cenário.

Entre as principais queixas da categoria estão:
• Salários defasados, muitas vezes sem aumento real ao longo dos anos;
• Alta cobrança e pressão por resultados;
• Ausência de plano de carreira e crescimento profissional;
• Falta de investimento em capacitação e qualificação;
• Pouco reconhecimento pelo aumento de responsabilidades.

Esse conjunto de fatores tem levado muitos profissionais a buscar melhores oportunidades, dentro ou fora do setor, ampliando a rotatividade e dificultando a retenção de mão de obra qualificada.

A conta não fecha

Outro ponto levantado no debate é a chamada “polêmica dos honorários”. Segundo o SINDESC RS, há escritórios que operam com valores muito baixos, o que limita a capacidade de investimento em estrutura e pessoal.

Por outro lado, o sindicato também aponta que nem sempre honorários mais altos se traduzem em valorização dos trabalhadores, indicando que o problema não se resume apenas à precificação dos serviços, mas também à forma como os recursos são distribuídos dentro das empresas.

“O que vemos é que a conta não fecha para nenhum dos lados quando não há valorização do trabalho. Sem salário digno, sem perspectiva de crescimento e sem investimento nas pessoas, não há como manter profissionais qualificados”, avalia o sindicato.

Valorização é caminho para resolver a escassez

Dentro desse contexto, o SINDESC RS reforça que a reposição salarial com aumento real é um dos principais pontos da pauta de reivindicações apresentada na atual negociação coletiva.

Para a entidade, enfrentar a falta de profissionais passa necessariamente por:
• Melhorar os salários da categoria;
• Garantir valorização real acima da inflação;
• Estimular planos de carreira e crescimento profissional;
• Ampliar investimentos em qualificação;
• Reduzir a rotatividade por meio de melhores condições de trabalho.

A avaliação do sindicato é de que a valorização não deve ser vista como custo, mas como investimento estratégico, essencial para a sustentabilidade do setor contábil.

Negociação segue em andamento

Com data-base em março, as negociações da Convenção Coletiva seguem em curso entre o SINDESC RS e a representação patronal. O tema da valorização da categoria e da retenção de profissionais deve seguir no centro dos debates nas próximas rodadas.

Para o sindicato, o momento é decisivo para corrigir distorções históricas e construir um novo cenário para os trabalhadores e trabalhadoras do setor contábil no Rio Grande do Sul.

“A falta de profissionais não é um problema isolado. É um sinal claro de que é preciso mudar. E essa mudança começa pela valorização de quem faz o setor funcionar todos os dias”, conclui o SINDESC RS.

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Fecosul reúne com direção da panvel para tratar de temas demandados pelos sindicatos filiados e pelos trabalhadores da empresa.

Reunidos na manhã desta quinta feira, dia 9 de abril, o Presidente da FECOSUL, Guiomar Vidor e o Secretário Geral, Luiz Fernando Lemos, com o Diretor CFO e DRI, da empresa, Antônio Carlos Tocchetto Napp, apresentaram um conjunto de propostas e reivindicações para busca da melhoria nas condições de trabalho e na renda dos empregados do grupo econômico, o qual tem se expandido e performado de forma positiva nos últimos anos, pelo que, ao entender dos dirigentes, a colocam na possibilidade de avançar nas melhorias pleiteadas.

Dentre as questões levadas pelos dirigentes da FECOSUL, estão o debate sobre o majoração dos percentuais de participação dos trabalhadores nos lucros e resultados da empresa e o reajuste dos valores pagos como vale alimentação. Outro tema de debate, foi o fim da escala 6×1, o qual a empresa já vem adotando paulatinamente em suas filias e pretende dar continuidade a esta implementação nos próximos meses.

A FECOSUL destacou também a importância da empresa divulgar em sua comunicação interna aos empregados, campanhas de conscientização contra o machismo e a misoginia, que tem levado a um crescimento exponencial no número de agressões e mortes de mulheres inocentes em nosso estado, o que foi aceito pela empresa.

Além destes temas, a FECOSUL apresentou a proposta de um acordo estadual unificado de cláusulas sociais e econômicas e a implementação da plataforma de empregos que está sendo elaborada e deverá entrar em funcionamento no mês de maio, bem como a implementação de um plano para descontos especiais aos comerciários nas lojas da PANVEL espalhadas pelo estado.

A empresa ficou de analisar as questões levantadas pelos dirigentes e ajustar uma nova data para aprofundarmos o debate sobre os temas expostos.

Na opinião do presidente Guiomar Vidor e do Secretário Fernando Lemos, o encontro foi produtivo e abre um espaço de diálogo para que possamos avanças na implementação de medidas que objetivam a busca de melhores salários e condições de trabalho para a categoria representada pelos sindicatos filiados.

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Trabalho melhor e tempo para viver

Artigo de Opinião GZH

Por Rodrigo Callais, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) no RS

Recentemente manchetes afirmaram que o brasileiro trabalha menos do que a média mundial. A afirmação, além de simplista, ignora um dado essencial: quando comparamos o Brasil aos países do G20 – as maiores economias do planeta –, estamos entre aqueles em que mais se trabalha por ano.

Segundo dados internacionais, o Brasil registra cerca de 1.700 a 1.750 horas trabalhadas por ano, número superior ao de países como Alemanha, França e Reino Unido. Além disso, nossa jornada legal de 44 horas semanais está entre as mais longas das grandes economias. E isso sem contar os longos deslocamentos diários e a dupla jornada enfrentada por milhões de mulheres trabalhadoras.

O problema do Brasil nunca foi “trabalhar pouco”. Ao contrário: trabalhamos muito e, muitas vezes, recebemos pouco. O desafio está na valorização do trabalho, na distribuição de renda e na qualidade de vida.

É nesse contexto que defendemos o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução de salários. A escala 6×1, que impõe seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso, compromete a saúde física e mental, dificulta a convivência familiar e limita o direito ao lazer e à formação.

Reduzir a jornada para 40 horas semanais é uma medida civilizatória. Países desenvolvidos já adotam jornadas menores, com ganhos em produtividade, redução de afastamentos por adoecimento e maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Trabalhadores mais descansados produzem melhor, erram menos e vivem com mais dignidade.

“Defender 40 horas semanais sem redução salarial não é radicalismo”

A diminuição da jornada também fortalece a economia. Ao gerar novos postos de trabalho e ampliar o tempo disponível das famílias, estimula o consumo, a educação e a participação social. É uma medida que beneficia trabalhadores, empresas e o país.

O Brasil precisa avançar. Precisamos substituir a lógica do excesso de trabalho pela lógica do trabalho digno. Defender 40 horas semanais sem redução salarial não é radicalismo – é justiça social.

O trabalhador brasileiro já faz a sua parte. Está na hora de garantir condições mais humanas para viver, conviver e prosperar.

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Sindicato dos Comerciários de Taquari assina acordo para trabalho no comércio durante a Festa de Maio

Uma convenção coletiva irá regulamentar a mão de obra do comércio para as empresas do setor que estarão expondo durante a Festa de Maio de 2026, que ocorre de 14 a 17 e 22 a 24 de maio de 2026 na cidade de Teutônia. O documento foi assinado na quarta-feira, dia 01 de abril, pelo Sindicato dos Empregados no Comércio e o Sindilojas de Lajeado.

As empresas que terão exposição durante o evento deverão assinar o formulário de adesão para ser autorizada a usar a mão de obra de trabalhadores durante o evento. Para isso terão que preencher e assinar um termo de adesão, que se encontra nos site do Sindicomerciários. O link para o documento é:  https://sectaquari.com.br/servicos/normas-coletivas

As empresas deverão entregar as duas entidades sindicais os seguintes documentos:

  • Formulário preenchido e assinado em três vias
  • Relação de trabalhadores do eSocial
  • Cópias das guias de recolhimento das contribuições sindicais ao Sindicato dos Empregados no Comércio e ao Sindilojas.

Abono pelo Trabalho

O documento prevê o pagamento de abono pelo trabalho aos finais de semana e durante o período noturno durante o evento.

O valor da gratificação para quem os empregados que trabalharem nos sábados à tarde e durante o período da noite será de R$ 61,00 por sábado ou noite trabalhada.

Será considerado período noturno o horário das 18h às 22h.

Já o trabalho aos domingos será gratificado em R$ 95,00 por domingo trabalhado. Além disso, as empresas irão conceder uma folga, que deverá ser concedida na semana anterior ou posterior ao dia trabalhado. Já o trabalho noturno deverá ser compensado com um turno de folga a cada período noturno trabalhado

Além disso, todas as horas extras durante o evento serão de 100% sobre a hora normal de trabalho.

Alimentação e Transporte

As empresas terão a obrigação de fornecer alimentação aos seus empregados durante o evento. As empresas, nesse caso, poderão optar por ressarcir os trabalhadores. O valor máximo de ressarcimento é de R$ 45,00.

Em caso de dúvidas sobre o acordo, as empresas podem entrar em contato com o Sindicomerciários. O horário de atendimento é das segunda à sexta das 8h30min às 12h e das 13h30min às 18h. O endereço é Rua Dom Pedro II, 1302, Canabarro, Teutônia e o telefone de contato é o 3762-8404.

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Reunião da Fecosul expõe negociações intensas e amplia mobilização na campanha salarial do comércio gaúcho

A reunião realizada em 1º de abril de 2026 entre a direção da FECOSUL e representantes de diversos sindicatos do comércio do Rio Grande do Sul evidenciou um cenário de negociações intensas, mobilização crescente e estratégias articuladas para a campanha salarial da categoria.


O encontro teve como ponto de partida uma avaliação positiva do lançamento da campanha em Lajeado. Mesmo sob chuva, o ato reuniu mais de 170 pessoas e contou com boa receptividade da categoria e da população, demonstrando o engajamento dos trabalhadores. Apesar da baixa cobertura da mídia local, o evento foi considerado um marco importante na mobilização da categoria.


No campo das negociações salariais, o principal desafio segue sendo a proposta inicial apresentada pelos empregadores, considerada insuficiente pelos sindicatos. A Fecomércio propôs reajuste de 3,5%, enquanto representantes sindicais defendem percentuais mais robustos. Alguns avanços já foram registrados, especialmente em negociações diretas com empresas, que têm resultado em índices superiores — como acordos que alcançam em torno de 6% de reajuste nos salários.


A estratégia adotada por diversos sindicatos tem sido intensificar negociações diretas com empregadores, consideradas mais eficazes do que as convenções coletivas conduzidas de forma centralizada. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação em garantir ganho real nos salários e assegurar que os pisos não fiquem inferiores ao piso regional, evitando perdas para os trabalhadores.


A mobilização contra a escala 6×1 também ganhou destaque. A FECOSUL, em parceria com a CTB e outras entidades, prepara uma campanha de grande alcance, em todo estado do RS. A iniciativa inclui produção de vídeos, outdoors, panfletos e ações de pressão junto a parlamentares. O objetivo é ampliar o debate público e pressionar pela aprovação do PL 67/2025 da Dep. Daiana Santos, que prevê a redução da jornada para 40h e a escala de 5×2.


Além disso, foram apresentados planos de mobilização mais amplos, como a organização de uma marcha em Brasília no dia 15, com expectativa de reunir até 15 mil pessoas, e atos do Dia do Trabalhador em cinco cidades gaúchas, como Porto Alegre, Caxias, Pelotas, Santa Maria e Passo Fundo. A proposta é fortalecer a luta sindical e dar visibilidade às pautas da categoria, incluindo a defesa da democracia e melhores condições de trabalho.


A reunião também abordou temas específicos, como a situação de trabalhadores em farmácias durante feriados, negociações em empresas específicas e a necessidade de acompanhamento jurídico em casos envolvendo o Ministério Público. Outro ponto de atenção foi a tentativa de criação de sindicatos em cooperativas agrícolas, considerada irregular por parte da direção, que já articula medidas legais para contestar os processos.


De forma geral, o encontro reforçou a necessidade de unidade entre os sindicatos, fortalecimento das mobilizações e construção de estratégias que garantam avanços concretos nas negociações. Em um cenário de resistência patronal, a articulação coletiva e a pressão social aparecem como elementos-chave para assegurar conquistas para os trabalhadores do comércio no estado.