EDITAL

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EXTRATO DE CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO – 2026

A FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE BENS E DE SERVIÇOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – FECOSUL, entidade sindical de 2º grau, CNPJ 92.832.690/0001-63, com sede na Rua dos Andradas, nº 943/701, Centro, Porto Alegre/RS, vem tornar público para todos os empregados no comércio das respectivas categorias profissionais, na área de abrangência dos municípios inorganizados sindicalmente o extrato da CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO firmada com o SINDICATO DO COMERCIO VAREJISTA DE BENTO GONÇALVES (MR022584/2026 – 2026/2027 para as cidades de Monte Belo do Sul/RS, Pinto Bandeira/RS, Santa Tereza/RS e São Valentim do Sul/RS) com data base em 1º MARÇO. Nela esta definida, dentre outras, as cláusulas de Reajuste geral dos salários; Pisos; Quinquênios; Auxílio creche; e Contribuição negocial, sendo esta com direito de oposição às contribuições aprovadas na Assembleia Geral da Categoria e estabelecidas no respectivo instrumento Coletivo, sendo manifestado individualmente, por documento escrito, com identificação legível do nome do empregado, n° de CPF do empregado e CNPJ do empregador, sendo entregue pelo interessado e assinado na sede da FEDERAÇÃO, na Rua dos Andradas, n° 943, 7° andar, Centro Histórico, Porto Alegrete/RS, das 8 horas e 30 minutos às 17 horas de segunda a sexta-feira,  no prazo de até 10 (dez) dias, a contar da publicação do presente edital, nos termos da Convenção Coletiva aqui identificada. Não havendo sede da entidade na cidade onde o empregado presta serviço a carta individual poderá ser remetida pelos correios, no mesmo prazo, por meio de carta registrada com aviso de recebimento, para o Rua dos Andradas, n° 943, 7° andar, Centro Histórico, Porto Alegre/RS – CEP 90.020-005, no prazo de até 10 (dez) dias, a contar da publicação do presente edital, A Convenção Coletiva aqui identificada, poderá ser acessada no site www.fecosul.com.br.    

Porto Alegre/RS, 21 de maio de 2026.

GUIOMAR VIDOR

Presidente da FECOSUL

Imagem: arquivo FECOSUL

Assembleia Legislativa vota reajuste do Piso Regional com mobilização sindical no RS

O plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul votou nesta terça-feira o projeto do governo do Estado que reajusta em 5,35% o Piso Regional gaúcho. A sessão foi acompanhada por dirigentes sindicais, trabalhadores e representantes de diversas entidades que estiveram mobilizados na defesa da valorização do salário mínimo regional.

A CTB-RS participou da mobilização ao lado da Fecosul, federações, sindicatos e demais centrais sindicais, pressionando os parlamentares para garantir um reajuste mais próximo das reivindicações apresentadas pelo movimento sindical.

Durante a votação, a CTB-RS e a Fecosul manifestaram apoio à emenda apresentada pelo deputado estadual Miguel Rossetto, que propunha reajuste de 9,11% para o Piso Regional, percentual considerado pelas entidades mais adequado para recuperar as perdas salariais acumuladas pelos trabalhadores gaúchos.

As entidades criticaram o índice de 5,35% proposto pelo governo Eduardo Leite, considerado insuficiente diante da inflação e da alta do custo de vida no estado. Inicialmente, as centrais sindicais defendiam reajuste de 15,98%, percentual posteriormente reduzido para 10% durante as negociações com o governo.

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, destacou que o reajuste aprovado amplia as perdas do Piso Regional em relação ao salário mínimo nacional e afeta diretamente mais de 1,3 milhão de trabalhadores gaúchos.

Durante a mobilização, o presidente da CTB-RS, Rodrigo Calais, reforçou a importância da luta sindical em defesa da valorização salarial e da dignidade da classe trabalhadora.

“O Piso Regional é uma ferramenta fundamental para garantir renda, dignidade e melhores condições de vida para os trabalhadores e trabalhadoras do Rio Grande do Sul. Seguiremos mobilizados por uma política permanente de valorização salarial.”

Para a CTB-RS, o Piso Regional possui papel estratégico na economia gaúcha, servindo como referência para negociações coletivas de diversas categorias e fortalecendo o comércio, os serviços e a geração de renda no estado.

Matéria: Daiana Correia

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Audiência pública em Porto Alegre debate o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho

Porto Alegre recebeu, nesta sexta-feira, 15 de maio, uma audiência pública sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. A atividade reuniu lideranças políticas, representantes sindicais, trabalhadores e movimentos sociais para debater os impactos da atual jornada sobre a saúde física e mental da classe trabalhadora, além da necessidade de valorização das condições de trabalho no país.

Antes da audiência, uma marcha percorreu as ruas do centro da Capital, saindo da Ponte de Pedra até o prédio do Ministério da Fazenda, conhecido como Chocolatão, local onde ocorreu o debate.

O ato reuniu centrais sindicais, federações, sindicatos e lideranças políticas comprometidas com a pauta trabalhista. Entre as entidades presentes estiveram a Federação dos Empregados no Comércio e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecosul) e as centrais sindicais Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio Grande do Sul (CTB-RS), Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e Força Sindical.

A atividade no Rio Grande do Sul foi articulada pela deputada federal Daiana Santos, primeira vice-presidenta da Comissão Especial, e reuniu representantes do poder público, especialistas, entidades sindicais, trabalhadores e movimentos sociais para debater os desafios e os impactos da escala 6×1 sobre a classe trabalhadora. Também participou da atividade o deputado federal Leo Prates, relator da proposta sobre o fim da escala 6×1.

Imagem: Rodrigo Positivo

Durante a atividade, representantes sindicais destacaram a importância da mobilização popular para pressionar pela aprovação da PEC que propõe o fim da escala 6×1, considerada pelas entidades trabalhistas um modelo que precariza as condições de trabalho e compromete a qualidade de vida da população.

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, afirmou que a atual jornada de trabalho tem provocado adoecimento físico e mental entre os trabalhadores, especialmente no setor do comércio. “As associações brasileiras de supermercados estão se queixando que existem mais de 350 mil vagas em aberto porque não conseguem mais trabalhadores para exercer essa jornada exaustiva. No comércio, a maioria são mulheres, que sofrem com dupla e até tripla jornada. O mundo do trabalho está adoecido”, declarou.

Guiomar também destacou os impactos da sobrecarga de trabalho na saúde da população trabalhadora. Segundo ele, mais de 150 mil trabalhadores foram afastados por transtornos mentais no último ano e mais de 4,5 milhões precisaram se afastar por motivos de saúde. “A sociedade está enxergando essa realidade. Mais de 60% da população brasileira quer o fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem redução dos salários”, enfatizou.

Imagem: Rodrigo Positivo

Já o presidente da CTB-RS, Rodrigo Callais, destacou que a luta pelo fim da escala 6×1 representa uma pauta de melhoria da qualidade de vida da população trabalhadora. “Estamos falando de mais tempo para viver, mais tempo para cuidar da saúde, para estar com os filhos, praticar esporte e ter lazer. Todo avanço tecnológico precisa beneficiar também a classe trabalhadora, e não apenas aumentar o lucro do capital”, afirmou.

Rodrigo Callais também defendeu a redução da jornada sem redução salarial e criticou qualquer proposta de adiamento da medida. “Essa não é uma pauta da direita ou da esquerda. É uma pauta civilizatória. Nós queremos a redução da jornada para 40 horas e o fim da escala 6×1 imediatamente. Não há o que se falar em transição ou compensação para patrões quando os direitos dos trabalhadores foram retirados sem debate na reforma trabalhista”, declarou.

Imagem: Rodrigo Positivo

Um dos momentos de maior destaque do encontro foi a apresentação de uma moção pelo pré-candidato ao Senado Paulo Pimenta para que o senador Paulo Paim seja o relator da PEC no Senado Federal. A proposta foi recebida com apoio pelos participantes do ato, que reconheceram a trajetória de Paim na defesa histórica dos direitos dos trabalhadores.

Imagem: Rodrigo Positivo

O debate realizado no Ministério da Fazenda reforçou a unidade entre movimentos sociais, parlamentares, federações, sindicatos e centrais sindicais na luta pela redução da jornada de trabalho, pela valorização salarial e por melhores condições de vida para a classe trabalhadora brasileira.

Matéria: Daiana Correia

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Fecosul critica reajuste de 5,35% proposto pelo Governo Leite ao Piso Regional

O presidente da Federação dos Empregados no Comercio e Serviços do RS, Guiomar Vidor, que integra a comissão de negociação do Piso Regional pela CTB, fez duras criticas ao reajuste proposto pelo governo do estado ao Mínimo Regional. O representante sindical, afirma que com este reajuste minguado, o Piso Regional amplia ainda mais suas perdas em relação ao Mínimo Nacional, que teve um reajuste de 6,79% em janeiro deste ano. Segundo Vidor, o governo mais uma vez cedeu a pressão patronal que quer o fim do instituto.
O dirigente destaca que o Piso Regional impacta mais de 1,3 milhões de trabalhadores gaúchos, que são os que menos ganham e mais precisam do estado como instrumento de equilíbrio nesta relação de desiguais, mas que, infelizmente foram frustrados mais uma vez pelo atual governo.
Vidor lembra que a última proposta feita pelas entidades sindicais, foi de um reajuste de 10% , índice que o dirigente entende como adequado para ser apresentado como emenda ao projeto do governo no debate que deverá ocorrer na Assembleia Legislativa do Estado.

Texto: Guiomar Vidor

Edição: Daiana Correia

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CTB e Fecosul reforçam luta pelo fim da escala 6×1 em encontro regional em Ijuí

Em plenária conjunta, CTB e Fecosul reúnem com dirigentes sindicais da Região Noroeste para debater sobre As transformações que ocorreram nas últimas décadas na Justiça do Trabalho, as relações dos sindicatos com MPT, o fim da escala 6X1 e as eleições gerais deste ano.

O evento, realizado na sede do Sindicato dos Comerciários de Ijuí na tarde desta sexta-feira (08/05), reuniu dirigentes Sindicais de Ijuí, Santo Angelo, Tapera, Três Passos, Palmeira das Missões, Santa Rosa, Erechim e Ibirubá.

Dentre os convidados, o Advogado Paulo Leal abordou a preocupação dos operadores do direito e dos dirigentes sindicais com os posicionamentos adotados por muitos Procuradores do MPT que interferem nas prerrogativas das entidades prejudicando ações importantes, principalmente no tocante a fiscalização nas empresas. Leal discorreu, também, sobre as enormes transformações ocorridas na Justiça do Trabalho a partir de 1999, destacando o distanciamento do judiciário trabalhista da sociedade.

Guiomar Vidor, presidente da Fecosul, fez uma análise da conjuntura política nacional e internacional e comentou sobre os aspectos positivos resultantes do encontro entre os Presidentes Lula e Trump. Guiomar defendeu com veemência a necessidade do movimento sindical participar ativamente do processo eleitoral deste ano, para derrotarmos a extrema direita que ameaça com a continuidade dos retrocessos sociais impostos aos brasileiros no ultimo periodo que governaram o pais.Destacou ainda que precisamos eleger governos progressistas nos estados e garantir uma maioria parlamentar no congresso nacional.

Rodrigo Callais, presidente da CTB, também analisou o cenário político nacional e pediu para que as entidades intensifiquem em em seus municípios a campanha pelo fim da escala 6×1, por uma escala 5×2 e pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, que é a pauta mais urgente e de interesse de toda a Classe Trabalhadora. Destacou ainda, que trata-se de uma luta de quase quatro décadas que se apresenta como conquista possível.
Finalizou dizendo que é fundamental mobilizar a sociedade para cobrar o posicionamento e o voto de cada deputado da região sobre os projetos em pauta no congresso nacional.

Texto: Haroldo Brito

Edição: Daiana Correia

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Pesquisa do SINDESC RS aponta sobrecarga, pressão por metas e falta de reconhecimento como principais riscos psicossociais no trabalho contábil

O SINDESC RS realizou, na última segunda-feira, 04/5, a apresentação oficial dos resultados da pesquisa sobre riscos psicossociais no trabalho contábil, estudo elaborado com trabalhadores e trabalhadoras de escritórios e empresas de serviços contábeis de diversas regiões do Rio Grande do Sul. O evento ocorreu em formato online e reuniu participantes de várias cidades do estado para debater saúde mental, organização do trabalho e as mudanças da NR-1. 

O levantamento revelou um cenário de atenção para a saúde mental da categoria, apontando a presença consistente de riscos psicossociais no cotidiano profissional, especialmente relacionados à pressão por metas, excesso de trabalho, conflitos interpessoais, falhas de comunicação e sensação de falta de reconhecimento. 

Segundo o relatório apresentado, os riscos não aparecem de forma isolada, mas como resultado da combinação entre jornadas intensas, exigências de produtividade, responsabilidades elevadas e práticas organizacionais que impactam diretamente o bem-estar dos trabalhadores. 

A pesquisa contou com trabalhadores de diversos municípios gaúchos, com maior concentração na Região Metropolitana de Porto Alegre, abrangendo diferentes setores da atividade contábil, especialmente os departamentos pessoal, fiscal e contábil. 

Um dos pontos de maior destaque foi o setor de Departamento Pessoal, identificado como um dos mais expostos aos riscos psicossociais devido à combinação de prazos legais rígidos, múltiplas demandas simultâneas e necessidade constante de mediação de conflitos. 

O estudo também apontou que trabalhadores de cargos técnicos e operacionais — como analistas, assistentes e auxiliares — estão mais vulneráveis ao desgaste emocional e à pressão organizacional. 

Entre os fatores considerados mais preocupantes, a pesquisa destacou o tópico “Reconhecimento e Recompensas”, classificado em alguns setores como de gravidade alta. Muitos trabalhadores relataram perceber um descompasso entre o esforço realizado, a responsabilidade assumida e o retorno recebido, seja em valorização, oportunidades ou reconhecimento profissional. 

Outro dado relevante apresentado durante o evento foi o impacto direto da sobrecarga de trabalho na saúde física e emocional dos profissionais. O relatório aponta sintomas recorrentes de ansiedade, exaustão e insônia associados ao excesso de demandas e à dificuldade de recuperação emocional. 

As falhas de comunicação e os conflitos interpessoais também apareceram entre os principais fatores de risco. O estudo identificou que informações desencontradas, ausência de espaços de diálogo e problemas de comunicação interna contribuem para aumento do retrabalho, insegurança e desgaste emocional. 

Outro aspecto debatido durante a apresentação foi o impacto do trabalho na vida pessoal dos trabalhadores. Segundo a pesquisa, muitos participantes afirmaram que o estresse profissional interfere diretamente nas relações familiares, no descanso e na qualidade de vida, demonstrando que os efeitos dos riscos psicossociais ultrapassam o ambiente de trabalho. 

O relatório também reforçou a importância das recentes alterações da NR-1, que passaram a reconhecer oficialmente os riscos psicossociais como parte da gestão de riscos ocupacionais, ampliando a responsabilidade das empresas na identificação, prevenção e enfrentamento desses problemas. 

Durante a atividade, foram apresentadas recomendações para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis, incluindo melhoria da comunicação interna, fortalecimento de políticas de reconhecimento, criação de canais seguros de escuta, suporte psicológico, gestão mais humanizada e medidas de equilíbrio entre vida pessoal e profissional.  

Na conclusão do estudo, o diagnóstico aponta que a saúde mental deve ocupar papel central nas decisões organizacionais, destacando que a prevenção dos riscos psicossociais exige compromisso institucional, diálogo e responsabilidade coletiva.

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Terceirização no centro do debate em reunião na Superintendência do Trabalho do RS

A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul sediou, nesta quinta-feira (16), uma reunião que colocou em pauta a situação dos trabalhadores terceirizados no estado. O encontro contou com a participação da Fecosul, além de dirigentes sindicais, representantes jurídicos e autoridades públicas, incluindo o superintendente regional, Claudir Antônio Nespolo.

Entre os participantes, estiveram o secretário-geral da federação, Fernando Lemos, o advogado Joelto Frasson e o assessor jurídico Eduardo Bestutti, além de representantes de outras entidades ligadas ao mundo do trabalho.

A reunião teve como foco principal o debate sobre as condições de trabalho dos empregados terceirizados, tema que tem ganhado relevância diante das mudanças nas relações trabalhistas. Durante o encontro, foram abordadas questões como a precarização dos vínculos de trabalho, a necessidade de intensificar a fiscalização e o cumprimento rigoroso da legislação vigente.

Os participantes destacaram a importância da atuação conjunta entre sindicatos, setor jurídico e poder público para assegurar direitos fundamentais aos trabalhadores terceirizados, incluindo remuneração adequada, condições seguras de trabalho e acesso a benefícios garantidos por lei.

Além disso, o encontro serviu para alinhar estratégias e fortalecer o diálogo institucional com a Superintendência Regional do Trabalho, abrindo caminho para novas reuniões e ações coordenadas nos próximos meses. A iniciativa reforça a importância do debate sobre terceirização no atual cenário do mercado de trabalho, consolidando o tema como uma das principais preocupações de entidades sindicais e autoridades no Rio Grande do Sul.

Jornalista: Daiana Correia

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30º Painéis da Engenharia debate valorização do trabalho e jornada da classe trabalhadora no Teatro Túlio Piva

O SENGE-RS, Sindicato dos Engenheiros, promoveu, ontem, no Teatro de Câmara Túlio Piva, o 30º Painéis da Engenharia, com um importante debate sobre a valorização do trabalho, a jornada da classe trabalhadora e os desafios do mundo do trabalho diante das transformações econômicas e sociais do país. O encontro reuniu dirigentes sindicais, operadores do direito, estudantes e representantes de movimentos sociais.

Entre os participantes estiveram o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, a advogada especialista em Direito Coletivo do Trabalho, Zilmara Alencar, e o desembargador do Trabalho TRT da 4º região, Marcelo D’Ambroso.

Imagem: João Alves

Durante sua participação, Adilson Araújo destacou a necessidade de fortalecer a organização sindical e ampliar a unidade da classe trabalhadora diante das tentativas de retirada de direitos e da precarização das relações de trabalho. O dirigente também ressaltou a importância da mobilização social para enfrentar os impactos das reformas neoliberais e defender a valorização do trabalho, além da luta pela redução da jornada sem redução de salários.

Imagem: João Alves

Zilmara Alencar abordou os desafios do Direito Coletivo do Trabalho no cenário atual, enfatizando a importância da negociação coletiva, da proteção sindical e da defesa dos instrumentos jurídicos que garantem direitos históricos conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.

Imagem: João Alves

Já Marcelo D’Ambroso trouxe reflexões sobre o papel da Justiça do Trabalho na garantia da democracia e dos direitos sociais, alertando para os impactos da flexibilização das relações trabalhistas e para a necessidade de preservar os princípios constitucionais de proteção ao trabalho.

Imagem: João Alves

Durante a atividade, Adilson entregou a Medalha de Honra ao Mérito do Sindicalismo Classista ao presidente do SENGE-RS, Cezar Henrique Ferreira, em reconhecimento à dedicação e à luta em defesa da classe trabalhadora.

O 30º Painéis da Engenharia reforçou a importância da construção de espaços de diálogo e reflexão sobre o futuro do trabalho, reunindo diferentes visões em defesa da democracia, dos direitos sociais, da valorização profissional e de melhores condições de vida para a classe trabalhadora.

Jornalista: Daiana Correia

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Centrais sindicais defendem reajuste de 15,98% para o salário mínimo regional em reunião na Casa Civil

Representantes de centrais sindicais e federações de trabalhadores estiveram reunidos nesta segunda-feira (04) na Casa Civil do Rio Grande do Sul com o secretário-chefe Ranolfo Vieira Júnior para tratar do reajuste do salário mínimo regional.

A reunião contou com a participação de lideranças como Guiomar Vidor, da Fecosul, e Rodrigo Callais, da CTB, além de representantes de diversas entidades sindicais.

Durante o encontro, o movimento sindical apresentou a proposta de 15,98% de reajuste, defendendo a reposição das perdas inflacionárias e a valorização dos salários no estado.
Para Rodrigo Callais, o índice é fundamental para garantir dignidade à classe trabalhadora:
“Estamos defendendo um reajuste que recupere o poder de compra dos trabalhadores e trabalhadoras. O salário mínimo regional é uma ferramenta essencial para combater a desigualdade e fortalecer a economia, porque é o trabalhador que movimenta o comércio e os serviços.”

Já Guiomar Vidor apresentou dados para justificar o percentual reivindicado:
“Trouxemos ao governo um levantamento que demonstra a defasagem acumulada do salário mínimo regional frente à inflação e ao custo de vida no estado. Os estudos apontam perdas significativas nos últimos períodos, o que reforça a necessidade de um reajuste de 15,98% para recompor o poder de compra e garantir um ganho real aos trabalhadores.”

As entidades reforçaram que o percentual proposto busca não apenas recompor a inflação, mas também promover aumento real, estimulando o consumo e o crescimento econômico.

O secretário-chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Júnior, recebeu a pauta e sinalizou que o governo irá analisar a proposta. Afirmou ainda que na próxima semana o governo encaminhará o projeto à Assembleia Legislativa com os novos valores que deverão vigorar a partir de 1º de maio.

O movimento sindical seguirá mobilizado para garantir um reajuste que atenda às necessidades da classe trabalhadora e valorize o salário mínimo regional no Rio Grande do Sul.

Jornalista: Daiana Correia

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Sindicomerciários Caxias e Movimento sindical levam milhares de Trabalhadores e de Trabalhadoras para Ato-show nos Pavilhões da Festa da Uva

Milhares de pessoas estiveram reunidas nesta sexta-feira, 1º de maio, nos Pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul, que foi palco de mais um Ato Show do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. O dia foi de integração e festa, mas também de união e luta, para confraternizar, e lutar pelo fim da escala 6×1, por vida além do trabalho; redução da jornada de trabalho e fim da pejotização e terceirização. A Festa do Trabalhador já é um evento tradicional, conjunto do sindicato entre o Movimento Sindical, CTB, CUT, CSB, UGT e Rádio Viva. Neste ano, o evento foi ampliado para todo o país, através do Festival dos Trabalhadores.

O Ato-Show iniciou às 13h nos Pavilhões da Festa da Uva. A programação musical contou com a Banda San Marino, Banda Modello, Banda Mercosul, Banda Cosmo Express, Banda Barbarella e para finalizar a escola de samba campeã do Carnaval 2026: Acadêmicos Pérola Negra. Além da distribuição de brindes, houve diversas atividades para as famílias.

Nilvo Riboldi Filho, presidente do Sindicomerciários Caxias, destaca que o evento é um trabalho em conjunto do sindicato entre o Movimento Sindical e Rádio Viva, possibilitando a realização com diversas atrações e , nos intervalos, levarmos a nossa mensagem, explicar a luta, convocar  a população. “É importante demonstrar a importância desta data para a luta dos trabalhadores, e comemorar, e, neste ano, mais do que nunca, lutar pelo fim da escala 6×1, sem redução salarial, pois os trabalhadores e trabalhadoras precisam de vida além do trabalho! Nós, os comerciários, somos uma das categorias que mais sofre com a o trabalho exaustivo”, complementa Nilvo.

Nilvo Riboldi Filho, presidente do Sindicomerciários Caxias

A data foi escolhida para lembrar a luta dos operários numa greve ocorrida na cidade de Chicago (EUA) no ano de 1886. A data foi marcada pela manifestação de milhares de trabalhadores que reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. “Se hoje não temos mais o trabalho infantil, temos regramento para trabalho insalubre, jornada de trabalho, e todos os direitos que asseguram a vida, dignidade e salários mais dignos, visando garantir a vida dos trabalhadores, trabalhadoras e suas famílias, é pela luta de muitos no passado, e, a nossa no presente. Os sindicatos surgiram dessa luta e para ela, para estar sempre ao lado dos trabalhadores! ”, conclui.

Ivanir Perrone, tesoureira do Sindicomerciários Caxias

Ivanir Perrone, tesoureira do Sindicomerciários Caxias, e uma das organizadoras do evento, destaca que “neste 1º de maio a luta das mulheres foi marcada pela mobilização pelo fim da escala 6×1, redução da jornada de trabalho, sem redução salarial.  As mulheres são as que mais sofrem com o trabalho exaustivo da escala 6×1, pois têm a dupla jornada de trabalho em casa, e, muitas vezes, o único dia que teriam de descanso, é usado justamente para cuidar da casa e da família. Também lutamos pelo combate ao feminicídios e igualdade salarial”, concluiu.