Depois de uma grande pressão do movimento sindical e da sociedade brasileira e graças ao posicionamento firme do governo Lula na defesa desta proposta, a Câmara dos deputados aprovou na última quarta feira (28), o substitutivo do deputado Léo Prates que põe fim a escala 6×1. Estabelecendo uma jornada de 40h semanais sem redução de salários e uma escala de 5 dias de trabalho por dois de folga.
Graças a mobilização empreendida nas ruas e nas redes e da justeza da proposta que obteve apoio de mais de 73% da população brasileira, a mesma foi aprovada por 472 deputados, com apenas 22 contrários.
Agora o nosso próximo desafio será no senado federal, onde os empresários junto com os partidos da direita estão se articulando para barrar ou retardar ao máximo esta conquista.
Segundo Guiomar Vidor, presidente da FECOSUL, o movimento sindical não pode vacilar, vamos ter que potencializar as mobilizações nas redes e nas ruas e imprimir uma pressão ainda maior sobre o senado federal, por tratar-se de uma casa menor e mais conservadora.
Segundo o dirigente, senadores conservadores de direita, junto com setores empresariais que se sentiram derrotados na câmara, se rearticulam no senado, onde protocolaram, na madrugada desta quinta-feira (28), uma PEC de nº12, que reúne 36 assinaturas como as do senador Rogerio Marinho,( PL) (mentor da reforma trabalhista de 2017) e dos senadores Flávio Bolsonoro (PL), Luis Carlos Heinze (PP/RS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS), com objetivo de barrar os avanços conquistados com a aprovação da emenda constitucional aprovada pelos deputados e flexibilizar ainda mais as relações de trabalho e retirar direitos básicos do trabalhador brasileiro.
Segundo especialistas na área do direito do trabalho, esta PEC traz uma profunda preocupação com possíveis impactos na segurança jurídica e na proteção social dos trabalhadores. Entre os pontos debatidos estão férias, 13º salário, recolhimento previdenciário, horas extras e estabilidade contratual.
Para o presidente da FECOSUL, além de reafirmar esta como a principal pauta da entidade no momento, tendo em conta que a categoria comerciária será a maior beneficiada, por ser composta majoritariamente por mulheres e jovens submetidos a escala 6×1 e extensas jornadas, alertou que somente através de uma ampla mobilização da sociedade, junto com a classe trabalhadora e os setores democráticos da sociedade conseguiremos barrar mais esta tentativa de retrocesso planejado pelos setores de direita no congresso nacional e fazer avançar a PEC que acaba com a famigerada escala 6×1, exigindo sua votação imediata no Senado Federal.



