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Presidente da FECOSUL e vice-presidente da CTB/RS, Guiomar Vidor debate conjuntura política e o fim da escala 6×1 com sindicatos de Bagé

Na última sexta-feira, 12 de junho, na sede do STI Alimentação de Bagé, o presidente da FECOSUL e vice-presidente da CTB, Guiomar Vidor, juntamente com o presidente da entidade, Luiz Cabral, debateu com representantes de diversas entidades e categorias profissionais — como alimentação, comerciários, bancários, saúde e assalariados rurais, entre outras — a situação política e econômica do país e seus reflexos nas relações de trabalho e na negociação coletiva.

O dirigente ressaltou a importância de o movimento sindical se posicionar diante da atual disputa eleitoral em curso, com o objetivo de evitar uma vitória da extrema direita e trabalhar pela reeleição do presidente Lula.

Em sua fala, Vidor afirmou que o país já experimentou o amargo retrocesso político e social representado pelos governos Temer e Bolsonaro, período em que ocorreu, segundo ele, a maior regressão civilizatória da história do Brasil. Destacou ainda a reforma trabalhista, que retirou mais de 100 direitos previstos na CLT, e a reforma da Previdência, que praticamente inviabilizou o acesso a uma aposentadoria digna, além de enfraquecer a Justiça do Trabalho e os sindicatos.

Outro tema abordado pelo dirigente foi a luta pelo fim da escala 6×1. Segundo ele, essa mobilização teve como protagonista a deputada Daiana Santos (PCdoB), que, por meio do PL 65, abriu caminho para a adoção da escala 5×2 e para a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Com base nessa proposta, o governo Lula encaminhou o PL 1.838/26, em regime de urgência, o que possibilitou o avanço da tramitação e a aprovação do projeto na Câmara dos Deputados por ampla maioria: 472 votos favoráveis e 22 contrários. De acordo com Vidor, esse resultado só foi possível graças ao apoio do governo, à mobilização dos sindicatos e ao respaldo de mais de 73% da população.

AGORA A LUTA É NO SENADO

Segundo Vidor, a tramitação no Senado é mais complexa, por se tratar de uma Casa menor e mais conservadora. Por isso, é necessário intensificar a mobilização, reforçando a pressão nas redes sociais e nas ruas para que o projeto seja pautado e votado antes do recesso parlamentar.

Os setores patronais, segundo o dirigente, estão pressionando contra a aprovação da proposta e tentando reverter a conquista obtida na Câmara. Para isso, teriam apresentado, por intermédio dos senadores Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro, ambos do PL, uma PEC que institui uma escala 7×0 e jornadas de até 52 horas semanais, sob o argumento da livre negociação.

Vidor informou ainda que, na próxima semana, dia 18, será realizada uma grande plenária das centrais sindicais para organizar uma ampla mobilização no Estado e preparar a participação na audiência pública no Senado, prevista para ocorrer em 1º de julho.

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