A Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (Fecosul) participou de mais uma rodada de negociação da campanha salarial de 2026 com a Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio), reforçando a pauta de reivindicações dos trabalhadores do comércio e serviços no estado.
Durante a reunião, o setor patronal apresentou uma contraproposta de reajuste de apenas 3,36%, com piso salarial de R$ 1.935,00. A proposta foi considerada insuficiente pela Fecosul, que destacou a distância entre o índice apresentado e as reais necessidades da categoria.
A federação reafirmou sua pauta de reivindicações, construída a partir das demandas dos trabalhadores, que inclui:
• Reajuste salarial de 8% para os trabalhadores;
• Piso salarial de R$ 2.100,00;
• Auxílio estudante equivalente a um piso por ano;
• Vale-refeição;
• Licença-maternidade de 180 dias e paternidade de 20 dias;
• Fim do trabalho intermitente e da terceirização na atividade-fim;
• Igualdade salarial entre homens e mulheres;
• Fim da escala 6×1, com adoção da escala 5×2 e jornada de 40 horas semanais;
• Plano de saúde;
• Multa por descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho.
Além disso, também foi mencionada a discussão sobre normas regulamentadoras (NRs), tema que segue em debate nas negociações.
Para o presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, a proposta patronal não contempla a valorização necessária dos comerciários e comerciárias, que enfrentam o aumento do custo de vida e desempenham papel essencial na economia do estado.
Vidor reforça que a entidade seguirá junto com seus sindicatos filiados mobilizando a categoria na busca de avanços concretos. A expectativa é de que novas rodadas de negociação possam resultar em uma proposta mais justa e alinhada às reivindicações da categoria.
