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Pauta do reajuste para o Salário Mínimo Regional teve primeira reunião entre Governo, empresários e trabalhadores no RS

O Governo do Rio Grande do Sul realizou nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, a primeira rodada de negociações entre entidades empresariais e representantes dos trabalhadores para definir o índice de reajuste do Salário-Mínimo Regional de 2026. O encontro ocorreu sob mediação da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, conforme o rito previsto no Decreto nº 57.502, de 12 de março de 2024, que instituiu o Comitê de Política de Valorização do Piso Salarial do Estado.

A reunião marcou o início oficial do calendário de debates e abriu espaço para a apresentação das primeiras propostas das partes envolvidas. Estão previstas ao todo três rodadas de negociação, com o objetivo de buscar consenso até o encontro final, agendado para 10 de março. Caso não haja acordo, a Secretaria deverá elaborar um relatório conclusivo e encaminhá-lo à Casa Civil até 30 de março de 2026, para posterior deliberação do governador e envio de projeto de lei à Assembleia Legislativa com os novos valores das faixas salariais, que deverão vigorar a partir de 1º de maio de 2026.

Propostas das centrais sindicais apresentadas na mesa

Durante a primeira reunião, as centrais sindicais apresentaram uma proposta unificada de reajuste e de fortalecimento da política permanente do piso regional. Entre os principais pontos defendidos estão:
• Reajuste total de 15,98% a partir de maio de 2026;
• Inclusão do piso regional na Constituição Estadual, com critérios permanentes de reajuste baseados no crescimento econômico e na inflação;
• Garantia do piso como vencimento mínimo aos servidores públicos estaduais, incorporando o dispositivo à legislação.

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, que integra a comissão das centrais sindicais na mesa de negociação, destacou que a proposta foi construída coletivamente e dialoga com o cenário econômico e social do estado. Segundo ele, dados do Novo CAGED apontam a criação de 1,62 milhão de novos postos de trabalho no Rio Grande do Sul em 2025, o que reforça, na avaliação das entidades laborais, o impacto positivo da valorização salarial sobre o consumo e a economia.

Vidor também ressaltou o peso das despesas essenciais no orçamento das famílias gaúchas. Pesquisa recente da Serasa indica que mais da metade da renda familiar é destinada a gastos como alimentação, moradia e serviços, com 53% dos entrevistados relatando dificuldade para manter as contas em dia. O custo individual médio mensal estimado é de R$ 3.360, valor superior aos pisos atualmente praticados nas cinco faixas do salário mínimo regional.

Comparativo com estados vizinhos entra no debate

Outro ponto levado à mesa pelas lideranças sindicais foi o comparativo com Santa Catarina e Paraná, estados que também adotam pisos regionais. Entre 2019 e 2025, os reajustes acumulados foram de 61,11% em Santa Catarina e 49,40% no Paraná. No mesmo período, o Rio Grande do Sul soma 44,63%, considerando o reajuste aplicado em maio de 2025.

No caso paranaense, foi destacado que o estado já firmou acordo para 2026 por meio de composição tripartite no Conselho Estadual de Trabalho, Emprego e Renda. O reajuste do Grupo 1 foi de 6,12%, e o Paraná passou a registrar o maior salário mínimo regional inicial do país, fixado em R$ 2.105,34.

Piso regional como referência para negociações

Para o presidente da CTB-RS, Rodrigo Callais, o salário mínimo regional tem papel estratégico na distribuição de renda e na valorização do trabalho. Ele afirmou, durante o debate, que o percentual de 15,98% proposto pelas centrais busca recompor o poder de compra do piso, que, quando foi instituído em 2001, equivalia a 1,28 do salário mínimo nacional.

Callais também ressaltou que o piso regional não beneficia apenas os trabalhadores diretamente vinculados a ele, mas serve de referência para negociações coletivas de diversas categorias profissionais. “O salário mínimo regional influencia acordos e convenções coletivas e acaba repercutindo positivamente para um conjunto maior de trabalhadores”, avaliou.

Com a realização da primeira rodada, as negociações seguem nas próximas semanas, mantendo no centro do debate a construção de uma política permanente de valorização do trabalho no Rio Grande do Sul, associada ao crescimento econômico, à geração de empregos e à preservação do poder de compra das famílias gaúchas.

CARRINHO

SINDESC RS: Vem aí a campanha salarial. Entenda o que é INPC e como esse índice afeta o reajuste salarial e a sua vida!

Quando você liga a televisão ou pega o jornal, sempre vê comentários sobre o índice de inflação e várias siglas que acompanham. É IPCA, IGP, INPC e tantas outras. Neste artigo, você que trabalha em escritório ou empresa de contabilidade no RS entenderá o que é INPC, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Lembrando que a data-base da nossa categoria é em março, e que neste ano de 2026 nossa negociação se dará somente em relação ao salário e às cláusulas econômicas, já que no ano passado conquistamos um acordo muito positivo que assegura todas as demais cláusulas sociais da nossa Convenção Coletiva de Trabalho, a CCT, até o ano de 2027.

Cenário de inflação mais baixa, é bom ou ruim?

Neste ano, como todos sabem, a inflação está baixa, o que é muito bom para a economia e para os trabalhadores e trabalhadoras – já que um dos efeitos da inflação alta é que ela corrói justamente os salários e a renda das famílias. Então, neste cenário de inflação baixa, o SINDESC RS vai lutar por um reajuste salarial que ajude a recuperar o poder de compra da categoria – com um índice que assegure aumento real, acima da inflação, para quem trabalha no setor da contabilidade no RS.

Mas vamos lá. O INPC é calculado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e mede a mudança de preços de produtos e serviços consumidos por famílias de baixa renda no Brasil. É ele, também, que determina o índice de inflação que é utilizado para a negociação salarial dos trabalhadores e trabalhadoras no país.

O INPC mede a variação de preço de determinados produtos e serviços consumidos pelas famílias brasileiras com rendimento de 1 a 5 salários mínimos. O cálculo do INPC é feito pelo IBGE a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). Calma! Vamos explicar como funciona:

A POF analisa quais são os produtos e serviços que o brasileiro consome. Então, o IBGE pega esses dados e monta uma “cesta” com o que é consumido pelas famílias. Essa cesta é dividida em algumas categorias, como:

Alimentos e bebidas;
Moradia;
Vestuário;
Transportes;
Educação.

Na hora de fazer o cálculo do INPC, o IBGE dá peso diferente para cada categoria. Por exemplo, moradia e alimentação são mais importantes do que despesas pessoais. O objetivo do IBGE é avaliar se o dinheiro que o trabalhador brasileiro ganha é suficiente para manter o básico.

Mas, para que serve o INPC, na prática?

Para descobrir o custo de vida das famílias brasileiras de baixa renda. Seguindo a linha de raciocínio anterior, o IBGE entende que, se o salário do trabalhador é o mesmo de meses atrás, mas ele não consegue comprar e pagar pelas mesmas coisas que antes, o custo de vida aumentou. Ou seja, o preço dos produtos e serviços básicos cresceu.

Como o INPC impacta nossa vida?

A divulgação do índice auxilia no reajuste salarial. Desde a ação de sindicatos, em busca de melhor remuneração, até o aumento do salário mínimo anual.

Isso porque é importante que o profissional consiga manter o pagamento de produtos e serviços básicos para sobrevivência. Assim, ele conseguirá fazer planejamentos a médio prazo, pois terá a certeza de que o básico segue sendo pago.

Como é calculado o INPC?

O IBGE analisa a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) para saber como as pessoas estão gastando o dinheiro. A pesquisa leva em conta os valores daquela cesta de produtos e serviços que as famílias consomem ao longo do mês, do primeiro ao trigésimo dia, para, no final, calcular a média de gasto dessas famílias brasileiras.

Como foi o INPC acumulado ao longo dos anos?

Muitas vezes, as notícias e informações sobre o INPC vêm acompanhadas de um outro dado, o INPC acumulado. Como o índice é calculado mensalmente, para saber a variação em um período maior de tempo, é preciso fazer o acúmulo dele. Vamos entender:

Antes de mais nada: o que é o INPC acumulado?

De forma simplificada, o INPC acumulado é a variação anual do índice, considerando todos os meses. O cálculo é feito mensalmente, mas ele pode ser acumulado para dar uma ideia da variação da inflação ao longo do ano todo. É esse cálculo, do INPC acumulado durante um ano, que é utilizado nas negociações salariais – na data base de determinada categoria profissional.

Então ele varia muito, de acordo com as variações da economia do país, já que os preços oscilam bastante e dependem de diversos fatores. E, a inflação alta, como sabemos, é ruim para a economia. É ruim também para a renda do trabalhador porque, quando ela é alta, corrói o salário porque os produtos necessários à nossa sobrevivência ficam mais caros. Ou seja, diminui o poder de compra do salário.

Para saber mais sobre o INPC, acesse diretamente o site do IBGE clicando aqui.

EDITAL

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EXTRATO DE CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO – 2025

A FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE BENS E DE SERVIÇOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – FECOSUL, entidade sindical de 2º grau, CNPJ 92.832.690/0001-63, com sede na Rua dos Andradas, nº 943/701, Centro, Porto Alegre/RS, vem tornar público para todos os empregados no comércio das respectivas categorias profissionais, na área de abrangência dos municípios inorganizados sindicalmente o extrato da CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO firmada com o SINDICATO DO COMERCIO VAREJISTA DE ALEGRETE (MR001407/2026– 2025/2026 para a cidade de Manoel Viana/RS.), com data base em 1º MARÇO. Nelas estão definidas, dentre outras, as cláusulas de Reajuste geral dos salários; Pisos; Quinquênios; Auxílio creche; e Contribuição negocial, sendo esta com direito de oposição às contribuições aprovadas na Assembleia Geral da Categoria e estabelecidas no respectivo instrumento Coletivo, sendo manifestado individualmente, por documento escrito, com identificação legível do nome do empregado, n° de CPF do empregado e CNPJ do empregador, sendo entregue pelo interessado e assinado na sede da FEDERAÇÃO, na Rua dos Andradas, n° 943, 7° andar, Centro Histórico, Porto Alegrete/RS, das 8 horas e 30 minutos às 17 horas de segunda a sexta-feira, e no prazo de até 10 (dez) dias, a contar da publicação do presente edital, nos termos da Convenção Coletiva aqui identificada. Não havendo sede da entidade na cidade onde o empregado presta serviço a carta individual poderá ser remetida pelos correios no mesmo prazo, por meio de carta registrada com aviso de recebimento, para o Rua dos Andradas, n° 943, 7° andar, Centro Histórico, Porto Alegre/RS – CEP 90.020-005, no prazo de até 10 (dez) dias, a contar da publicação do presente edital, nos termos da Convenção Coletiva aqui identificada, cuja íntegra poderá ser acessada no site www.fecosul.com.br.    

Porto Alegre/RS, 09 de fevereiro de 2026.

GUIOMAR VIDOR

Foto: Cris Faga/Fox Press

Movimento sindical prepara ofensiva para enterrar a escala 6×1 em 2026

O sindicalismo brasileiro inicia o ano de 2026 com a meta unitária de mobilizar a classe trabalhadora para conquistar a redução da jornada de trabalho e o fim da exaustiva escala 6×1. Fortalecidos pelos recentes acenos do governo federal, dirigentes sindicais planejam uma “grande onda nacional” para converter o debate em lei ainda neste primeiro semestre, aproveitando a janela política do ano eleitoral.

De acordo com lideranças sindicais ouvidas pelo Portal Vermelho, o cenário mudou drasticamente após o presidente Lula sinalizar que a economia brasileira está madura para essa transformação. Durante café com jornalistas em dezembro passado, Lula foi enfático: “O país está pronto e a economia está pronta para o fim da escala 6×1”. O presidente, contudo, convocou os sindicatos à ação, defendendo que a iniciativa deve vir de um processo de mobilização da sociedade.

A ministra Gleisi Hoffmann reforçou o coro em coletiva nesta semana e tratou o tema como “prioridade do governo federal” para 2026, destacando que a medida significa melhoria da qualidade de vida, e soma-se a conquistas como o aumento do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda.

Plano de mobilização unitária

Para Guiomar Vidor, presidente da Federação dos Comerciários do Rio Grande do Sul (Fecosul/CTB-RS), o novo posicionamento do Planalto é um divisor de águas. “O governo se reposicionou de forma extremamente positiva. O próprio ministro Luiz Marinho, que antes focava na negociação coletiva, agora assume esta como uma das principais bandeiras do governo federal para 2026”, afirmou.

Vidor aponta que, embora o setor progressista seja minoria no Congresso Nacional, a “maioria política na sociedade” é o trunfo para aprovar a mudança. No Rio Grande do Sul, o plano de luta já tem data: março, quando as campanhas salariais de 650 mil comerciários colocarão o fim da escala 6×1 no centro da pauta. O dirigente defende a unidade entre as centrais e o apoio ao PL 67/2025, da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), que estabelece a escala 5×2 com 40 horas semanais. “Temos que trazer o conjunto da sociedade, porque este não é um problema só da classe trabalhadora”, alerta Vidor.

Produtividade e Justiça Social

Um dos principais argumentos do movimento sindical contra o discurso patronal é o salto de produtividade gerado pela tecnologia. Vidor destaca que a introdução da Inteligência Artificial e dos caixas de autoatendimento (self-checkout) aumentou o lucro líquido das empresas, reduzindo a necessidade de mão de obra intensiva. “Existe hoje uma massa crítica suficiente para reduzir a jornada. Muitas empresas já adotam o 5×2 por compreenderem a necessidade de o trabalhador ter tempo para descanso, família e qualificação”, explica o dirigente.

A histórica luta pela redução da jornada de trabalho

Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo e da União Geral dos Trabalhadores (UGT), trouxe uma perspectiva histórica à luta, lembrando que a reivindicação por redução de jornada remonta à Greve Geral de 1917. Ele recorda que, na Constituinte de 1988, a jornada caiu de 48 para 44 horas, mas que oportunidades posteriores foram perdidas por falta de consenso entre o movimento. “Agora o momento é de unidade e de não recuar”, afirmou Patah.

Para o dirigente, o fim da escala 6×1 é um imperativo ético, especialmente numa cidade como São Paulo, onde a maioria dos 600 mil comerciários é majoritariamente de mulheres. “Essas trabalhadoras levam uma hora e meia para ir e outra para voltar. No único dia de folga, continuam trabalhando em casa. Muitas são chefes de família. É uma questão que vai além da economia, é uma mudança cidadã e de inclusão”, destacou.

Projetos que avançam no Congresso

Atualmente, o Congresso Nacional fervilha com propostas que visam alterar a jornada de trabalho. Embora existam mais de uma dezena de projetos apensados ou tramitando em paralelo, o “plano de voo” no legislativo em 2026 concentra-se em três frentes estratégicas:

A PEC 148/2015 (Senado Federal) de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), é considerada a mais avançada. Após ser aprovada na CCJ do Senado em dezembro de 2025, a proposta que reduz gradualmente a jornada para 40 horas ganhou tração e está pronta para o Plenário. O governo busca usá-la como base para um acordo político que pacifique o setor empresarial através de uma transição escalonada. Outra alternativa é a PEC 8/2025 (Câmara dos Deputados) da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). A proposta foi o combustível popular que incendiou o debate nas ruas em 2024 e 2025. Tem como foco a proibição constitucional do modelo de seis dias de trabalho por um de descanso, forçando a adoção de escalas mais humanas como a 5×2 ou 4×3. A terceira opção é o PL 67/2025 (Câmara dos Deputados) de autoria da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), que foca na alteração direta da CLT. É a aposta da CTB e de setores da esquerda para uma tramitação mais ágil, pois, por ser um Projeto de Lei, não exige o quórum qualificado e o rito rigoroso de uma Emenda à Constituição para mudar regras infraconstitucionais da jornada de 8 horas.

Redução da jornada é plenamente possível

De todo modo, a viabilidade de redução da jornada de trabalho já é testada na prática por grandes redes e setores específicos, como hotéis e supermercados, que começaram a implementar o modelo 5×2. Com o apoio do Ministério do Trabalho, que classifica a aprovação em 2026 como “plenamente possível”, os sindicatos agora focam em transformar a indignação das redes sociais em mobilização nas ruas para fazer pressão política sobre os parlamentares em ano de eleição.

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Comissão de Negociação da Fecosul se reúne com SINDICODIV-RS para tratar da Convenção Coletiva 2026

A Comissão de Negociação da Federação dos Comerciários do Rio Grande do Sul (Fecosul) realizou, na manhã desta quarta-feira, 15 de janeiro, uma reunião com o Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos no Estado do Rio Grande do Sul (SINDICODIV-RS). O encontro ocorreu na sede do SINCODIV e marcou o início das tratativas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026, com data-base em 1º de março.

Durante a reunião, a representação dos trabalhadores apresentou a pauta de reivindicações da categoria, destacando como principais pontos o reajuste de 7,5% nos pisos e salários, a renovação das cláusulas já existentes na atual convenção coletiva e a regulamentação do trabalho aos domingos e feriados.

Além dessas demandas centrais, também foi apresentado um conjunto de outras cláusulas, que agora serão analisadas pela representação patronal. Da mesma forma, o SINDICODIV-RS apresentou propostas que ficarão sob avaliação da Fecosul e dos sindicatos filiados.

Segundo o presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, o diálogo foi positivo e demonstra disposição das partes para avançar nas negociações. “As perspectivas são boas para o fechamento de um acordo. Seguiremos debatendo os pontos apresentados e acreditamos que será possível construir um entendimento nos próximos encontros”, afirmou.

A expectativa é de que novas rodadas de negociação ocorram ainda nos meses de janeiro e fevereiro, dando continuidade ao processo de construção da Convenção Coletiva 2026.

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Salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026 e injeta R$ 81,7 bilhões na economia, aponta DIEESE

A partir de 1º de janeiro de 2026, o salário mínimo nacional passa a ser de R$ 1.621,00, o que representa um reajuste nominal de 6,79% em relação ao valor anterior. O novo valor segue a política permanente de valorização do salário mínimo, retomada em 2023, que combina a reposição da inflação com ganho real vinculado ao crescimento da economia .

De acordo com a Nota Técnica nº 289 do DIEESE, o reajuste considera a inflação medida pelo INPC, que acumulou 4,18% no período, somada a um aumento real de 2,5%, limitado pelo atual arcabouço fiscal. Com isso, o piso nacional terá um acréscimo de R$ 103,00 no valor mensal .

Mais renda, mais consumo e impacto direto na vida dos trabalhadores

O estudo aponta que cerca de 61,9 milhões de brasileiros têm rendimentos diretamente referenciados no salário mínimo. Com o novo valor, o aumento de renda na economia deve alcançar R$ 81,7 bilhões em 2026, fortalecendo o consumo interno e a atividade econômica .

Para o presidente do SINDESC RS, Fernando Lemos, a valorização do salário mínimo representa uma conquista concreta para quem vive do trabalho: “O reajuste do salário mínimo não é apenas um número. Ele significa comida na mesa, contas pagas e mais dignidade para milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Quando o salário mínimo cresce acima da inflação, toda a economia se movimenta, especialmente nos setores que mais empregam e nos municípios”, destaca Fernando Lemos.

Importância para os municípios e para o serviço público

A Nota Técnica do DIEESE também mostra que o impacto do salário mínimo é mais significativo nas administrações municipais, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde há maior concentração de trabalhadores com remuneração próxima ao piso nacional. Ainda assim, o impacto sobre a folha total dos municípios permanece relativamente baixo, em torno de 0,81%, demonstrando que a valorização do mínimo é socialmente necessária e fiscalmente administrável.

Segundo Fernando Lemos, os dados desmontam o discurso de que a valorização do salário mínimo inviabiliza as contas públicas: “Os números provam que é possível valorizar quem trabalha sem comprometer a economia. Pelo contrário: o salário mínimo forte reduz desigualdades, fortalece o mercado interno e gera retorno ao próprio Estado por meio do consumo e da arrecadação”, afirma.

Política de valorização e combate às desigualdades

O DIEESE ressalta que, desde 2003, a política de valorização do salário mínimo foi uma das principais ferramentas de combate à pobreza e às desigualdades sociais. Entre 2002 e 2026, o piso nacional acumula aumento nominal de 710,5%, com ganho real próximo de 100% no poder de compra .

Além disso, houve melhora na relação entre salário mínimo e cesta básica. Em janeiro de 2026, o salário mínimo será capaz de adquirir, em média, 1,93 cesta básica, o melhor resultado desde 2019, ainda que insuficiente para garantir plenamente o sustento das famílias .

Luta permanente por mais valorização

Para o SINDESC RS, a elevação do salário mínimo reforça a necessidade de seguir lutando por políticas de renda, valorização salarial e redução das desigualdades, aliadas a pautas fundamentais como a redução da jornada de trabalho e a ampliação de direitos.

“O salário mínimo precisa continuar sendo tratado como instrumento de justiça social. A nossa luta é para que os trabalhadores tenham não só renda, mas também tempo para viver e qualidade de vida”, conclui Fernando Lemos.

Veja a nota técnica do Dieese na íntegra:

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FECOSUL realiza última reunião do ano e projeta mobilizações para 2026 com foco no fim da escala 6×1

A Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (FECOSUL) realizou, na manhã desta quinta-feira, 18/12, sua última reunião do ano, em formato virtual, com uma pauta estratégica voltada à avaliação das mobilizações recentes e ao planejamento das principais lutas da categoria comerciária para 2026.

Entre os pontos centrais do encontro esteve a avaliação do seminário e do ato pelo fim da escala 6×1, realizados recentemente. A direção da Federação considerou as atividades positivas e motivadoras, reforçando a percepção de que a mobilização social e sindical será fundamental para que, já no início do próximo ano, a categoria esteja preparada para intensificar a luta contra a escala considerada precarizante.

Para a FECOSUL, o fim da escala 6×1 será a principal pauta dos comerciários em 2026, articulada diretamente com a campanha salarial da categoria. Nesse sentido, a Federação reafirmou a importância da aprovação do Projeto de Lei 67, de autoria da deputada federal Daiana Santos (PCdoB), que propõe o fim da escala 6×1, a adoção da jornada 5×2 e a redução da jornada semanal, garantindo condições de trabalho mais dignas e tempo para uma vida além do trabalho.

Outro tema debatido foi o encaminhamento da pauta unificada dos Dissídios Coletivos, bem como o planejamento do lançamento da campanha salarial 2026, previsto para o mês de março, na cidade de Lajeado. A proposta é realizar uma grande atividade estadual, com a presença de todos os sindicatos filiados, marcando o início de um novo ciclo de mobilização da categoria comerciária no Rio Grande do Sul.

A reunião também abordou o novo posicionamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST) em relação à exigência de comum acordo para o ajuizamento de dissídios coletivos. Conforme o entendimento mais recente, o comum acordo pode ser dispensado quando não ficar demonstrada a boa-fé objetiva nas negociações coletivas, o que representa um elemento importante para a atuação sindical diante de impasses nas mesas de negociação.

Ao fazer uma avaliação do ano, o presidente da FECOSUL, Guiomar Vidor, destacou os avanços conquistados em 2025. “Foi um ano positivo para a categoria. Garantimos aumento real em todos os setores, conquistamos reajustes acima da inflação para o piso regional e tivemos uma vitória importante com a aprovação, no Congresso Nacional, do projeto do governo que isenta do Imposto de Renda os salários de até cinco mil reais”, afirmou.

Vidor também ressaltou que 2026 será um ano de grandes desafios, mas reafirmou a confiança na capacidade de mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras do comércio. “Com organização, unidade e luta, vamos conquistar o fim da escala 6×1 e avançar nas mudanças estruturais que o Brasil precisa. Isso passa pela derrota dos setores conservadores e pela construção de uma nova maioria política comprometida com o desenvolvimento, a distribuição de renda e a retomada dos direitos retirados com a reforma trabalhista de 2017”, concluiu.

A FECOSUL encerra o ano reforçando seu compromisso com a defesa dos direitos da categoria comerciária e convocando os sindicatos e trabalhadores para um 2026 de intensa mobilização e conquistas.

ALERTA

FECOSUL alerta: sem o fim da escala 6×1, comércio pode enfrentar “apagão” de mão de obra no país

A Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (FECOSUL RS) soou um alerta importante ao Congresso Nacional: a manutenção da escala 6×1 e das longas jornadas está empurrando o setor do comércio para um cenário de escassez de trabalhadores, com impactos diretos na economia e no atendimento à população.

O presidente da entidade e vice-presidente da CNTC, Guiomar Vidor, afirma que empresas de todo o país já enfrentam dificuldades crescentes para preencher vagas. Para ele, os principais fatores que afastam profissionais do setor são justamente aqueles relacionados às condições de trabalho: jornadas exaustivas, trabalho frequente em domingos e feriados, metas abusivas e a penosa escala 6×1, que impede descanso adequado e desestrutura a vida familiar e social dos comerciários.

Condições que desmotivam e adoecem

Vidor destaca que a realidade vivida pelos trabalhadores do comércio é incompatível com um país que avançou tecnologicamente e ampliou sua produtividade.

“Uma categoria que majoritariamente cumpre jornadas de 44 horas ou mais, trabalha na maioria dos domingos e feriados, enfrenta falta de creches e registra o segundo maior índice de acidentes de trabalho no país — 612,9 mil casos em 2022, segundo o INSS — não encontra estímulo para permanecer no setor”, afirma o dirigente.

Ele lembra ainda que o comércio lidera afastamentos por doenças relacionadas ao estresse, consequência direta das longas jornadas e das pressões por metas, que têm deixado o ambiente de trabalho adoecido e desmotivador.

“É inadmissível que, em uma sociedade moderna, os avanços tecnológicos — fruto do esforço coletivo e de investimentos públicos — sirvam apenas para ampliar o lucro, e não para melhorar a vida de quem trabalha”, reforça.

Empresários já admitem a urgência da mudança

O presidente da FECOSUL aponta que pesquisas realizadas pelo próprio setor empresarial confirmam essa realidade. Diante da dificuldade de manter trabalhadores, muitas empresas já passaram a adotar a escala 5×2, com dois dias consecutivos de descanso, e outras vêm alterando contratos de funcionários para evitar perder mão de obra para setores com melhores condições.

Para Vidor, trata-se de um movimento que revela uma virada de chave: “O comércio está começando a entender que não há futuro possível mantendo práticas que afastam trabalhadores. Ou o Congresso, o governo e a sociedade enfrentam esse debate com seriedade, ou o setor viverá grandes dificuldades num futuro muito próximo”.

Alternativa concreta: aprovação do PL 67/2025,

O PL 67/2025, de autoria da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), já conta com 475 assinaturas de apoio dos deputados o que permite o requerimento de urgência para votação na casa.

A FECOSUL defende a sua aprovação para estabelecer uma nova organização do trabalho no setor, com:

• Escala 5×2 (cinco dias de trabalho seguidos de dois dias consecutivos de folga); • Redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Para a entidade, essa é uma resposta viável, moderna e necessária para enfrentar a atual crise de retenção de trabalhadores e reduzir os índices de adoecimento no setor.

A FECOSUL reforça que o debate precisa sair do papel e entrar na agenda do Congresso com urgência — para garantir dignidade aos trabalhadores e sustentabilidade ao comércio brasileiro. “Ou avançamos nas relações de trabalho ou viveremos um apagão de mão de obra”, conclui Guiomar Vidor.

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FECOSUL saúda avanço histórico no Congresso: relatório do PL 67 consolida fim da escala 6×1 e redução da jornada para 40 horas semanais

A Federação dos Comerciários do Rio Grande do Sul (FECOSUL) celebrou, nesta sexta-feira (05), a apresentação do relatório do deputado Leo Prates na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, que manteve a essência do Projeto de Lei 67/2025, de autoria da deputada Daiana Santos. O parecer representa um passo decisivo para modernizar as relações de trabalho no país e atender a uma reivindicação histórica da classe trabalhadora: o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal.

O texto apresentado pelo relator confirma a substituição da escala 6×1 pelo modelo 5×2 — garantindo dois dias consecutivos de descanso remunerado — e estabelece a redução progressiva da jornada para 40 horas semanais, sendo 42 horas em 2027 e 40 horas a partir de 2028. As mudanças valem para todos os trabalhadores, incluindo comerciários, a maior categoria profissional do país, com mais de 10,5 milhões de pessoas atingidas diretamente. 

Avanço necessário e de grande impacto social

Para o presidente da FECOSUL, Guiomar Vidor, o relatório representa um avanço importante e sintonizado com as transformações tecnológicas, organizacionais e sociais das últimas décadas.

“Este é um passo fundamental para corrigir distorções históricas que têm adoecido trabalhadores e trabalhadoras em todo o país. A manutenção da proposta original da deputada Daiana é uma vitória. Ela acaba com a escala 6×1, garante dois dias de descanso e inicia a transição para a jornada de 40 horas. Consideramos que o relatório atende plenamente, neste momento, aos anseios da classe trabalhadora — em especial dos comerciários, que são os maiores atingidos por jornadas exaustivas.”

Vidor lembra que a escala 6×1 está em vigor no Brasil há quase um século e que seu impacto sobre a saúde física e mental dos trabalhadores é amplamente reconhecido. O relatório reforça essa preocupação ao citar estudos da OIT e da OMS sobre a relação entre jornadas extensas, adoecimento e queda de produtividade. 

Mobilização começa pelo Rio Grande do Sul

A FECOSUL informa que iniciará um processo de mobilização no Rio Grande do Sul para garantir a aprovação do relatório na Comissão de Trabalho e, posteriormente, em todas as demais etapas até sua sanção.

“Este projeto está totalmente adequado à realidade atual do mundo do trabalho e aponta para o futuro. É uma conquista que abre caminho para debates ainda mais profundos, como a redução da jornada para 36 horas semanais, bandeira histórica do movimento sindical,” destaca Vidor.

Ato dia 15/12

Na manhã do dia 15 de dezembro, haverá um seminário em Porto Alegre, no auditório da AIAMU, seguido de uma manifestação pública na esquina democrática, que deve mobilizar centenas de trabalhadores, trabalhadoras e lideranças de todo o RS.

Um marco para a categoria comerciária

O substitutivo também altera a Lei 12.790/2013, que regulamenta a profissão de comerciário, assegurando de forma explícita a jornada de 40 horas semanais e a escala 5×2 para a categoria. 

A FECOSUL avalia que essa mudança moderniza a legislação e coloca o Brasil em sintonia com padrões internacionais de proteção ao trabalho, garantindo mais qualidade de vida, saúde e convivência familiar. E seguirá acompanhando cada etapa da tramitação e atuando firmemente para que esse avanço histórico se transforme em realidade para milhões de trabalhadores e trabalhadoras em todo o país.

ASSESSORIA – FOTO: Rodrigo Positivo

EDITAL

EDITAL

EXTRATO DE CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO – 2025

A FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE BENS E DE SERVIÇOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – FECOSUL, entidade sindical de 2º grau, CNPJ 92.832.690/0001-63, com sede na Rua dos Andradas, nº 943/701, Centro, Porto Alegre/RS, vem tornar público para todos os empregados no comércio das respectivas categorias profissionais, na área de abrangência dos municípios inorganizados sindicalmente o extrato da CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO firmada com o FEDERAÇÃO DO COMERCIO DE BENS E SERVIÇOS DO RIO GRANDE DO SUL – FECOMERCIO (MR072511/2025 – 2025/2026, para Açougues e Peixarias do RS), com data base em 1º NOVEMBRO. Nelas estão definidas, dentre outras, as cláusulas de Reajuste geral dos salários; Pisos; Quinquênios; Auxílio creche; e Contribuição negocial, sendo esta com direito de oposição às contribuições aprovadas na Assembleia Geral da Categoria e estabelecidas no respectivo instrumento Coletivo, sendo manifestado individualmente, por documento escrito, com identificação legível do nome do empregado, n° de CPF do empregado e CNPJ do empregador, sendo entregue pelo interessado e assinado na sede da FEDERAÇÃO, na Rua dos Andradas, n° 943, 7° andar, Centro Histórico, Porto Alegrete/RS, das 8 horas e 30 minutos às 17 horas de segunda a sexta-feira, e no prazo de até 10 (dez) dias, a contar da publicação do presente edital, nos termos da Convenção Coletiva aqui identificada. Não havendo sede da entidade na cidade onde o empregado presta serviço a carta individual poderá ser remetida pelos correios no mesmo prazo, por meio de carta registrada com aviso de recebimento, para o Rua dos Andradas, n° 943, 7° andar, Centro Histórico, Porto Alegre/RS – CEP 90.020-005, no prazo de até 10 (dez) dias, a contar da publicação do presente edital, nos termos da Convenção Coletiva aqui identificada, cuja íntegra poderá ser acessada no site www.fecosul.com.br.    

Porto Alegre/RS, 05 de dezembro de 2025.

GUIOMAR VIDOR

Presidente da FECOSUL