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Fecosul critica reajuste de 5,35% proposto pelo Governo Leite ao Piso Regional

O presidente da Federação dos Empregados no Comercio e Serviços do RS, Guiomar Vidor, que integra a comissão de negociação do Piso Regional pela CTB, fez duras criticas ao reajuste proposto pelo governo do estado ao Mínimo Regional. O representante sindical, afirma que com este reajuste minguado, o Piso Regional amplia ainda mais suas perdas em relação ao Mínimo Nacional, que teve um reajuste de 6,79% em janeiro deste ano. Segundo Vidor, o governo mais uma vez cedeu a pressão patronal que quer o fim do instituto.
O dirigente destaca que o Piso Regional impacta mais de 1,3 milhões de trabalhadores gaúchos, que são os que menos ganham e mais precisam do estado como instrumento de equilíbrio nesta relação de desiguais, mas que, infelizmente foram frustrados mais uma vez pelo atual governo.
Vidor lembra que a última proposta feita pelas entidades sindicais, foi de um reajuste de 10% , índice que o dirigente entende como adequado para ser apresentado como emenda ao projeto do governo no debate que deverá ocorrer na Assembleia Legislativa do Estado.

Texto: Guiomar Vidor

Edição: Daiana Correia

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CTB e Fecosul reforçam luta pelo fim da escala 6×1 em encontro regional em Ijuí

Em plenária conjunta, CTB e Fecosul reúnem com dirigentes sindicais da Região Noroeste para debater sobre As transformações que ocorreram nas últimas décadas na Justiça do Trabalho, as relações dos sindicatos com MPT, o fim da escala 6X1 e as eleições gerais deste ano.

O evento, realizado na sede do Sindicato dos Comerciários de Ijuí na tarde desta sexta-feira (08/05), reuniu dirigentes Sindicais de Ijuí, Santo Angelo, Tapera, Três Passos, Palmeira das Missões, Santa Rosa, Erechim e Ibirubá.

Dentre os convidados, o Advogado Paulo Leal abordou a preocupação dos operadores do direito e dos dirigentes sindicais com os posicionamentos adotados por muitos Procuradores do MPT que interferem nas prerrogativas das entidades prejudicando ações importantes, principalmente no tocante a fiscalização nas empresas. Leal discorreu, também, sobre as enormes transformações ocorridas na Justiça do Trabalho a partir de 1999, destacando o distanciamento do judiciário trabalhista da sociedade.

Guiomar Vidor, presidente da Fecosul, fez uma análise da conjuntura política nacional e internacional e comentou sobre os aspectos positivos resultantes do encontro entre os Presidentes Lula e Trump. Guiomar defendeu com veemência a necessidade do movimento sindical participar ativamente do processo eleitoral deste ano, para derrotarmos a extrema direita que ameaça com a continuidade dos retrocessos sociais impostos aos brasileiros no ultimo periodo que governaram o pais.Destacou ainda que precisamos eleger governos progressistas nos estados e garantir uma maioria parlamentar no congresso nacional.

Rodrigo Callais, presidente da CTB, também analisou o cenário político nacional e pediu para que as entidades intensifiquem em em seus municípios a campanha pelo fim da escala 6×1, por uma escala 5×2 e pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, que é a pauta mais urgente e de interesse de toda a Classe Trabalhadora. Destacou ainda, que trata-se de uma luta de quase quatro décadas que se apresenta como conquista possível.
Finalizou dizendo que é fundamental mobilizar a sociedade para cobrar o posicionamento e o voto de cada deputado da região sobre os projetos em pauta no congresso nacional.

Texto: Haroldo Brito

Edição: Daiana Correia

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Pesquisa do SINDESC RS aponta sobrecarga, pressão por metas e falta de reconhecimento como principais riscos psicossociais no trabalho contábil

O SINDESC RS realizou, na última segunda-feira, 04/5, a apresentação oficial dos resultados da pesquisa sobre riscos psicossociais no trabalho contábil, estudo elaborado com trabalhadores e trabalhadoras de escritórios e empresas de serviços contábeis de diversas regiões do Rio Grande do Sul. O evento ocorreu em formato online e reuniu participantes de várias cidades do estado para debater saúde mental, organização do trabalho e as mudanças da NR-1. 

O levantamento revelou um cenário de atenção para a saúde mental da categoria, apontando a presença consistente de riscos psicossociais no cotidiano profissional, especialmente relacionados à pressão por metas, excesso de trabalho, conflitos interpessoais, falhas de comunicação e sensação de falta de reconhecimento. 

Segundo o relatório apresentado, os riscos não aparecem de forma isolada, mas como resultado da combinação entre jornadas intensas, exigências de produtividade, responsabilidades elevadas e práticas organizacionais que impactam diretamente o bem-estar dos trabalhadores. 

A pesquisa contou com trabalhadores de diversos municípios gaúchos, com maior concentração na Região Metropolitana de Porto Alegre, abrangendo diferentes setores da atividade contábil, especialmente os departamentos pessoal, fiscal e contábil. 

Um dos pontos de maior destaque foi o setor de Departamento Pessoal, identificado como um dos mais expostos aos riscos psicossociais devido à combinação de prazos legais rígidos, múltiplas demandas simultâneas e necessidade constante de mediação de conflitos. 

O estudo também apontou que trabalhadores de cargos técnicos e operacionais — como analistas, assistentes e auxiliares — estão mais vulneráveis ao desgaste emocional e à pressão organizacional. 

Entre os fatores considerados mais preocupantes, a pesquisa destacou o tópico “Reconhecimento e Recompensas”, classificado em alguns setores como de gravidade alta. Muitos trabalhadores relataram perceber um descompasso entre o esforço realizado, a responsabilidade assumida e o retorno recebido, seja em valorização, oportunidades ou reconhecimento profissional. 

Outro dado relevante apresentado durante o evento foi o impacto direto da sobrecarga de trabalho na saúde física e emocional dos profissionais. O relatório aponta sintomas recorrentes de ansiedade, exaustão e insônia associados ao excesso de demandas e à dificuldade de recuperação emocional. 

As falhas de comunicação e os conflitos interpessoais também apareceram entre os principais fatores de risco. O estudo identificou que informações desencontradas, ausência de espaços de diálogo e problemas de comunicação interna contribuem para aumento do retrabalho, insegurança e desgaste emocional. 

Outro aspecto debatido durante a apresentação foi o impacto do trabalho na vida pessoal dos trabalhadores. Segundo a pesquisa, muitos participantes afirmaram que o estresse profissional interfere diretamente nas relações familiares, no descanso e na qualidade de vida, demonstrando que os efeitos dos riscos psicossociais ultrapassam o ambiente de trabalho. 

O relatório também reforçou a importância das recentes alterações da NR-1, que passaram a reconhecer oficialmente os riscos psicossociais como parte da gestão de riscos ocupacionais, ampliando a responsabilidade das empresas na identificação, prevenção e enfrentamento desses problemas. 

Durante a atividade, foram apresentadas recomendações para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis, incluindo melhoria da comunicação interna, fortalecimento de políticas de reconhecimento, criação de canais seguros de escuta, suporte psicológico, gestão mais humanizada e medidas de equilíbrio entre vida pessoal e profissional.  

Na conclusão do estudo, o diagnóstico aponta que a saúde mental deve ocupar papel central nas decisões organizacionais, destacando que a prevenção dos riscos psicossociais exige compromisso institucional, diálogo e responsabilidade coletiva.

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Terceirização no centro do debate em reunião na Superintendência do Trabalho do RS

A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul sediou, nesta quinta-feira (16), uma reunião que colocou em pauta a situação dos trabalhadores terceirizados no estado. O encontro contou com a participação da Fecosul, além de dirigentes sindicais, representantes jurídicos e autoridades públicas, incluindo o superintendente regional, Claudir Antônio Nespolo.

Entre os participantes, estiveram o secretário-geral da federação, Fernando Lemos, o advogado Joelto Frasson e o assessor jurídico Eduardo Bestutti, além de representantes de outras entidades ligadas ao mundo do trabalho.

A reunião teve como foco principal o debate sobre as condições de trabalho dos empregados terceirizados, tema que tem ganhado relevância diante das mudanças nas relações trabalhistas. Durante o encontro, foram abordadas questões como a precarização dos vínculos de trabalho, a necessidade de intensificar a fiscalização e o cumprimento rigoroso da legislação vigente.

Os participantes destacaram a importância da atuação conjunta entre sindicatos, setor jurídico e poder público para assegurar direitos fundamentais aos trabalhadores terceirizados, incluindo remuneração adequada, condições seguras de trabalho e acesso a benefícios garantidos por lei.

Além disso, o encontro serviu para alinhar estratégias e fortalecer o diálogo institucional com a Superintendência Regional do Trabalho, abrindo caminho para novas reuniões e ações coordenadas nos próximos meses. A iniciativa reforça a importância do debate sobre terceirização no atual cenário do mercado de trabalho, consolidando o tema como uma das principais preocupações de entidades sindicais e autoridades no Rio Grande do Sul.

Jornalista: Daiana Correia

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30º Painéis da Engenharia debate valorização do trabalho e jornada da classe trabalhadora no Teatro Túlio Piva

O SENGE-RS, Sindicato dos Engenheiros, promoveu, ontem, no Teatro de Câmara Túlio Piva, o 30º Painéis da Engenharia, com um importante debate sobre a valorização do trabalho, a jornada da classe trabalhadora e os desafios do mundo do trabalho diante das transformações econômicas e sociais do país. O encontro reuniu dirigentes sindicais, operadores do direito, estudantes e representantes de movimentos sociais.

Entre os participantes estiveram o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, a advogada especialista em Direito Coletivo do Trabalho, Zilmara Alencar, e o desembargador do Trabalho TRT da 4º região, Marcelo D’Ambroso.

Imagem: João Alves

Durante sua participação, Adilson Araújo destacou a necessidade de fortalecer a organização sindical e ampliar a unidade da classe trabalhadora diante das tentativas de retirada de direitos e da precarização das relações de trabalho. O dirigente também ressaltou a importância da mobilização social para enfrentar os impactos das reformas neoliberais e defender a valorização do trabalho, além da luta pela redução da jornada sem redução de salários.

Imagem: João Alves

Zilmara Alencar abordou os desafios do Direito Coletivo do Trabalho no cenário atual, enfatizando a importância da negociação coletiva, da proteção sindical e da defesa dos instrumentos jurídicos que garantem direitos históricos conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.

Imagem: João Alves

Já Marcelo D’Ambroso trouxe reflexões sobre o papel da Justiça do Trabalho na garantia da democracia e dos direitos sociais, alertando para os impactos da flexibilização das relações trabalhistas e para a necessidade de preservar os princípios constitucionais de proteção ao trabalho.

Imagem: João Alves

Durante a atividade, Adilson entregou a Medalha de Honra ao Mérito do Sindicalismo Classista ao presidente do SENGE-RS, Cezar Henrique Ferreira, em reconhecimento à dedicação e à luta em defesa da classe trabalhadora.

O 30º Painéis da Engenharia reforçou a importância da construção de espaços de diálogo e reflexão sobre o futuro do trabalho, reunindo diferentes visões em defesa da democracia, dos direitos sociais, da valorização profissional e de melhores condições de vida para a classe trabalhadora.

Jornalista: Daiana Correia

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Centrais sindicais defendem reajuste de 15,98% para o salário mínimo regional em reunião na Casa Civil

Representantes de centrais sindicais e federações de trabalhadores estiveram reunidos nesta segunda-feira (04) na Casa Civil do Rio Grande do Sul com o secretário-chefe Ranolfo Vieira Júnior para tratar do reajuste do salário mínimo regional.

A reunião contou com a participação de lideranças como Guiomar Vidor, da Fecosul, e Rodrigo Callais, da CTB, além de representantes de diversas entidades sindicais.

Durante o encontro, o movimento sindical apresentou a proposta de 15,98% de reajuste, defendendo a reposição das perdas inflacionárias e a valorização dos salários no estado.
Para Rodrigo Callais, o índice é fundamental para garantir dignidade à classe trabalhadora:
“Estamos defendendo um reajuste que recupere o poder de compra dos trabalhadores e trabalhadoras. O salário mínimo regional é uma ferramenta essencial para combater a desigualdade e fortalecer a economia, porque é o trabalhador que movimenta o comércio e os serviços.”

Já Guiomar Vidor apresentou dados para justificar o percentual reivindicado:
“Trouxemos ao governo um levantamento que demonstra a defasagem acumulada do salário mínimo regional frente à inflação e ao custo de vida no estado. Os estudos apontam perdas significativas nos últimos períodos, o que reforça a necessidade de um reajuste de 15,98% para recompor o poder de compra e garantir um ganho real aos trabalhadores.”

As entidades reforçaram que o percentual proposto busca não apenas recompor a inflação, mas também promover aumento real, estimulando o consumo e o crescimento econômico.

O secretário-chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Júnior, recebeu a pauta e sinalizou que o governo irá analisar a proposta. Afirmou ainda que na próxima semana o governo encaminhará o projeto à Assembleia Legislativa com os novos valores que deverão vigorar a partir de 1º de maio.

O movimento sindical seguirá mobilizado para garantir um reajuste que atenda às necessidades da classe trabalhadora e valorize o salário mínimo regional no Rio Grande do Sul.

Jornalista: Daiana Correia

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Sindicomerciários Caxias e Movimento sindical levam milhares de Trabalhadores e de Trabalhadoras para Ato-show nos Pavilhões da Festa da Uva

Milhares de pessoas estiveram reunidas nesta sexta-feira, 1º de maio, nos Pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul, que foi palco de mais um Ato Show do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. O dia foi de integração e festa, mas também de união e luta, para confraternizar, e lutar pelo fim da escala 6×1, por vida além do trabalho; redução da jornada de trabalho e fim da pejotização e terceirização. A Festa do Trabalhador já é um evento tradicional, conjunto do sindicato entre o Movimento Sindical, CTB, CUT, CSB, UGT e Rádio Viva. Neste ano, o evento foi ampliado para todo o país, através do Festival dos Trabalhadores.

O Ato-Show iniciou às 13h nos Pavilhões da Festa da Uva. A programação musical contou com a Banda San Marino, Banda Modello, Banda Mercosul, Banda Cosmo Express, Banda Barbarella e para finalizar a escola de samba campeã do Carnaval 2026: Acadêmicos Pérola Negra. Além da distribuição de brindes, houve diversas atividades para as famílias.

Nilvo Riboldi Filho, presidente do Sindicomerciários Caxias, destaca que o evento é um trabalho em conjunto do sindicato entre o Movimento Sindical e Rádio Viva, possibilitando a realização com diversas atrações e , nos intervalos, levarmos a nossa mensagem, explicar a luta, convocar  a população. “É importante demonstrar a importância desta data para a luta dos trabalhadores, e comemorar, e, neste ano, mais do que nunca, lutar pelo fim da escala 6×1, sem redução salarial, pois os trabalhadores e trabalhadoras precisam de vida além do trabalho! Nós, os comerciários, somos uma das categorias que mais sofre com a o trabalho exaustivo”, complementa Nilvo.

Nilvo Riboldi Filho, presidente do Sindicomerciários Caxias

A data foi escolhida para lembrar a luta dos operários numa greve ocorrida na cidade de Chicago (EUA) no ano de 1886. A data foi marcada pela manifestação de milhares de trabalhadores que reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. “Se hoje não temos mais o trabalho infantil, temos regramento para trabalho insalubre, jornada de trabalho, e todos os direitos que asseguram a vida, dignidade e salários mais dignos, visando garantir a vida dos trabalhadores, trabalhadoras e suas famílias, é pela luta de muitos no passado, e, a nossa no presente. Os sindicatos surgiram dessa luta e para ela, para estar sempre ao lado dos trabalhadores! ”, conclui.

Ivanir Perrone, tesoureira do Sindicomerciários Caxias

Ivanir Perrone, tesoureira do Sindicomerciários Caxias, e uma das organizadoras do evento, destaca que “neste 1º de maio a luta das mulheres foi marcada pela mobilização pelo fim da escala 6×1, redução da jornada de trabalho, sem redução salarial.  As mulheres são as que mais sofrem com o trabalho exaustivo da escala 6×1, pois têm a dupla jornada de trabalho em casa, e, muitas vezes, o único dia que teriam de descanso, é usado justamente para cuidar da casa e da família. Também lutamos pelo combate ao feminicídios e igualdade salarial”, concluiu.

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Festival do Dia do Trabalhador reúne cultura, política e diversidade no Parque Harmonia, em Porto Alegre, e mobiliza outras cidades gaúchas

O 1º de Maio de 2026 foi marcado por um grande encontro de celebração, cultura e mobilização social no Parque Harmonia, em Porto Alegre. Realizado na Casa do Gaúcho, o Festival dos Trabalhadores e Trabalhadoras: Cultura em Movimento reuniu milhares de pessoas ao longo do dia, com entrada gratuita e programação intensa das 10h às 22h.

Organizado por centrais sindicais como Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS) a Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS), a e a União Geral dos Trabalhadores (UGT-RS), além de movimentos sociais e entidades, o evento combinou arte, política e economia solidária, transformando o parque em um grande espaço de convivência e luta da classe trabalhadora.

Imagem: Rafa Dotti

Cultura, música e expressões populares

A programação cultural foi um dos grandes destaques do festival. O público acompanhou shows musicais e apresentações artísticas que refletiram a diversidade cultural brasileira. Entre as atrações, estiveram:

Show do cantor Chico Chico;

Apresentações de hip hop e cultura urbana, valorizando a juventude periférica;

Cortejo do Bloco da Laje;

Moreno Moraes;

Encerramento com a escola de samba Imperadores do Samba.

Imagem: Rafa Dotti

Imagem: Clarissa Londero
Imagem: Rafa Dotti
Imagem: Rafa Dotti
Imagem: Rafa Dotti

Gastronomia e economia solidária

Além da programação artística, o festival contou com uma grande feira de economia solidária, com barracas de comidas típicas, culinária regional, produtos artesanais e iniciativas de cooperativas e projetos sociais. O espaço gastronômico foi um dos pontos mais movimentados, reunindo famílias, trabalhadores e visitantes ao longo de todo o dia.

Imagem: Clarissa Londero
Imagem: Clarissa Londero
Imagem: Clarissa Londero

Presença política e participação de pré-candidaturas

Lideranças sindicais, representantes de movimentos sociais e políticos estiveram presentes, incluindo pré-candidatos e pré-candidatas do campo progressista e de esquerda, que dialogaram com o público ao longo da programação.

Entre os nomes presentes estiveram: Carlos Lupi, Paulo Pimenta, Manuela d’Ávila, Juliana Brizola, Edgar Pretto, Fernanda Melchionna e Daiana Santos.

Imagem: Joni Oliveira
Imagem: Joni Oliveira
Imagem: Joni Oliveira
Imagem: Joni Oliveira

Durante as falas e intervenções, foram reforçadas pautas históricas da classe trabalhadora, como a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, a valorização dos salários e a defesa de direitos sociais e trabalhistas.

Também presente no festival, o presidente estadual da CTB, Rodrigo Callais, destacou a importância da mobilização:
“Este 1º de Maio mostra a força da unidade da classe trabalhadora. É na cultura, na organização e na luta que vamos garantir direitos, ampliar conquistas e construir um futuro mais justo para todos e todas.”

Imagem: Rafa Dotti

Mobilização em todo o Rio Grande do Sul

A celebração do Dia do Trabalhador não se restringiu à capital. O festival também aconteceu em outras cidades do estado, ampliando o alcance das atividades culturais e políticas. Houve programações em Caxias do Sul, Santa Maria Passo Fundo e Pelotas, reunindo trabalhadores e trabalhadoras em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

Um espaço de celebração e resistência

Mais do que um evento festivo, o Festival do Trabalhador se consolidou como um espaço de encontro entre cultura, política e solidariedade em todo o estado. A mistura de música, hip hop, teatro, gastronomia e participação popular mostrou a força da organização coletiva e a diversidade da classe trabalhadora gaúcha.

Ao ocupar o Parque Harmonia e também espaços públicos de outras cidades, o festival reafirmou o 1º de Maio como um momento de celebrar conquistas, fortalecer mobilizações e projetar novas lutas para o futuro.

Imagem: Rafa Dotti
Imagem: Rafa Dotti

Jornalista: Daiana Correia

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Câmara de Vereadores de Jaguarão discute ampliação da Jornada de Trabalho no Comércio

Por iniciativa do Presidente da Câmara Municipal, Vereador Fred Luiz Tavares Nunes, foi realizada na noite desta terça-feira (28/04) audiência pública para discutir a modificação da legislação vigente, a fim de permitir o funcionamento do comércio local sem restrição de dias e horários — ou seja, 24 horas por dia, sete dias por semana.

A mesa tripartite, presidida pelo vereador Fred, reuniu representantes do empresariado, dos trabalhadores e do Ministério do Trabalho. Debateram o tema o presidente do Sindilojas da Fronteira Sul, José Fernando Martins Mendes, a presidenta do Sindicato dos Comerciários, Sheila Pimentel, e os fiscais auditores do trabalho João Monson e Marcio Campos.

A audiência contou também com a presença do presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, que permaneceu ao lado dos trabalhadores que lotaram a galeria do plenário.

Durante sua fala, Sheila Pimentel destacou a preocupação com os impactos da ampliação irrestrita da jornada sobre a saúde, a qualidade de vida e os direitos históricos da categoria, ressaltando que o descanso semanal, especialmente aos domingos, é uma conquista social que não pode ser relativizada em nome de interesses econômicos. Reforçou ainda a importância da negociação coletiva e do respeito às garantias trabalhistas, reafirmando a defesa do sindicato pela manutenção da legislação vigente, por entender que esta atende às necessidades da população e resguarda os interesses da categoria comerciária.

Na mesma linha, Guiomar Vidor enfatizou que a liberação total dos horários de funcionamento tende a precarizar ainda mais as relações de trabalho, ampliando jornadas sem a devida compensação e enfraquecendo a organização dos trabalhadores. Defendeu que qualquer alteração na legislação deve priorizar o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e proteção social, com diálogo efetivo entre as partes.

O eixo principal do debate foi a modificação da Lei Municipal 1868/89, que veda a abertura do comércio aos domingos e estabelece exceções para serviços essenciais.

O debate escancarou posições divergentes entre empresários e trabalhadores, que se arrastam há vários anos, especialmente a partir da reforma trabalhista de 2017, marcada pela retirada de direitos e garantias sob a justificativa da chamada liberdade econômica.

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Sindicomerciários Caxias leva ao Ministério do Trabalho e Emprego denúncias de comerciários e comerciárias sobre rede de lojas

Nesta semana, o Sincicomerciários Caxias esteve reunido com Vânius Corte, auditor-fiscal do trabalho e gerente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e representantes das Lojas Colombo, para levar denúncias apresentadas pelos comerciários e comerciárias de filias de Caxias do Sul, Flores da Cunha e São Marcos.

Entre as denúncias feitas pelos trabalhadores e trabalhadoras através dos diretores do sindicato, estão a obrigação através da gerência dos vendedores realizarem a carga e descarga de mercadorias dos caminhões – inclusive por pessoa com deficiência (PCD) e menor aprendiz; usar os PCDs e menores aprendizes para transportar produtos de uma loja para outra; uso do telefone pessoal para atividades de marketing da loja; vendas da loja; ser obrigados a baixar e instalar um aplicativo para fazer as cobranças da loja; falta de  mesas e computadores para os vendedores e; fazer bater, registra, o ponto e continuar trabalhando. Também foram questionadas a delimitação de metas irreais, só para que não sejam alcançadas, pagando assim só o mínimo da categoria; atestados pagos pelo piso (e não pela média de comissões).

Nilvo Riboldi Filho, presidente do Sindicomerciários Caxias, destaca que a “intermediação do MTE, através de sua gerência, foi fundamental para levar as denúncias para os representantes da empresa, que ficaram de realizar reunião com a gerência das unidades para”. Ivanir Perrone, tesoureira da entidade, que também participou da mesa de discussão, lembra “que, todo trabalhador que tiver alguma dúvida ou denúncia, pode estar falando com os diretores dos sindicatos nas empresas, ou, falando diretamente no sindicato pelos canais de comunicação ou pessoalmente, que, sempre que verificado alguma irregularidade será buscada a resolução junto a empresa”.

No próximo dia 11 de maio, será realizada uma nova reunião apresentando a verificação e resoluções apresentadas paras as demandas dos comerciários e comerciárias.