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Lideranças sindicais ampliam mobilização por direitos trabalhistas em marcha em Brasília

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil participou, nesta quarta-feira (15), da Marcha da Classe Trabalhadora, realizada em Brasília, ao lado de outras centrais sindicais. O ato reuniu milhares de trabalhadores na Esplanada dos Ministérios e teve como objetivo pressionar o poder público por avanços nas pautas trabalhistas.

A mobilização ocorreu após a aprovação de uma agenda unificada durante a Conclat 2026. Entre os principais pontos defendidos estão a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, a regulamentação do trabalho em plataformas digitais e o combate à precarização das relações de trabalho. Também integram a pauta o combate ao feminicídio, o enfrentamento à pejotização, o fortalecimento das negociações coletivas e a garantia do direito de negociação para os servidores públicos.

Durante o percurso até o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, representantes das centrais também organizaram a entrega oficial das reivindicações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

Para o vice-presidente da CTB, Ubiraci Dantas, a mobilização reforça a unidade do movimento sindical em torno de reivindicações históricas. “Estamos em Brasília para defender melhores condições de vida para os trabalhadores. A redução da jornada e o fim da escala 6×1 são fundamentais para garantir dignidade à classe trabalhadora”, afirmou.

O presidente da CTB em São Paulo, Rene Vicente, destacou que o ato amplia o debate sobre temas estruturais. “A marcha fortalece a luta por emprego de qualidade, pela valorização do trabalho e pela defesa da democracia. É um momento importante de mobilização nacional”, disse.

Já o presidente da CTB no Rio Grande do Sul (CTB-RS), Rodrigo Calais, enfatizou a necessidade de pressão sobre o Congresso Nacional. “Essa mobilização mostra que os trabalhadores estão atentos. É no Congresso que essas pautas precisam avançar, e a sociedade precisa saber quem está comprometido com os direitos da classe trabalhadora”, declarou.

A marcha também contou com a presença de Guiomar Vidor, presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (FECOSUL), que acompanhou as atividades ao lado das lideranças sindicais. Para ele, a mobilização demonstra a força da organização dos trabalhadores em nível nacional e a importância da unidade na defesa de direitos.

Além das mudanças na jornada, a pauta inclui propostas como a valorização do salário mínimo, o fortalecimento das negociações coletivas, a ampliação de políticas de geração de emprego e o combate às diversas formas de violência e precarização que atingem a classe trabalhadora.

A marcha encerrou-se com a expectativa de que as reivindicações avancem no debate político nacional nos próximos meses.

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Audiência pública na Câmara debate impactos da pejotização com participação da FECOSUL, sindicatos filiados e CTB

Brasília — Na tarde desta terça-feira (14), a Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública para discutir os impactos econômicos, sociais e trabalhistas da chamada “pejotização” — prática em que profissionais são contratados como pessoa jurídica (PJ) em vez de empregados formais. O encontro foi convocado pelo deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), que preside o Centro de Estudos e Debates Estratégicos (CEDES), e contou com a participação de representantes da FECOSUL, sindicatos filiados e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

O debate ocorreu no Plenário 4 e reuniu especialistas, autoridades e representantes de instituições públicas, do movimento sindical e do setor produtivo para analisar os efeitos desse modelo de contratação sobre direitos trabalhistas, arrecadação previdenciária e dinâmica do mercado de trabalho.

Ao abrir a sessão, Márcio Jerry destacou a importância de aprofundar a discussão sobre a pejotização. Segundo ele, embora o modelo seja frequentemente apresentado como alternativa para flexibilizar relações de trabalho, há preocupações quanto à precarização e à perda de garantias historicamente conquistadas. “É fundamental avaliar se estamos diante de uma modernização necessária ou de um processo que fragiliza direitos e amplia desigualdades”, afirmou.

Representantes da FECOSUL, de sindicatos filiados e da CTB acompanharam a audiência e reforçaram a preocupação com os impactos da pejotização sobre os trabalhadores. As entidades destacaram a necessidade de preservar direitos e evitar a substituição de vínculos formais por contratos que possam reduzir garantias trabalhistas e previdenciárias.

Entre os participantes, o vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Rodrigo Hori Takahashi, abordou os possíveis reflexos da pejotização sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Já o juiz do Trabalho Mauro Augusto Leão Braga ressaltou os desafios jurídicos para caracterizar vínculos empregatícios em contratos PJ, apontando aumento de judicialização em casos controversos.

Representando o Ministério Público do Trabalho, o procurador Tiago Ranieri de Oliveira enfatizou que a pejotização pode ser utilizada de forma irregular para mascarar relações de emprego. “Quando há subordinação, habitualidade e pessoalidade, estamos diante de vínculo empregatício, independentemente da forma contratual”, explicou.

Outros especialistas também contribuíram para o debate, incluindo representantes do governo, auditores fiscais e membros do setor industrial. Eles discutiram tanto os riscos quanto possíveis benefícios do modelo, como maior flexibilidade e redução de custos para empresas, além de impactos na competitividade econômica.

A audiência teve como objetivo não apenas diagnosticar os desafios, mas também apontar caminhos para aperfeiçoamento regulatório. Ao final, foi reforçada a necessidade de equilíbrio entre inovação nas relações de trabalho e a preservação de direitos fundamentais dos trabalhadores.

O encontro integra uma série de debates promovidos pelo CEDES sobre transformações no mundo do trabalho e deve subsidiar futuras propostas legislativas sobre o tema.

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Falta de profissionais em escritórios contábeis expõe necessidade de valorização na Campanha Salarial

A dificuldade de contratação de profissionais em escritórios de contabilidade no Rio Grande do Sul tem sido um dos principais temas que atravessam a Campanha Salarial 2025/2027 dos trabalhadores do setor. O cenário, cada vez mais presente no dia a dia das empresas, revela um problema estrutural que vai além da simples falta de mão de obra: a desvalorização histórica da categoria.

Nos últimos meses, tem se intensificado o debate público sobre a escassez de trabalhadores nos escritórios contábeis. De um lado, empresas apontam dificuldades para contratar e reter profissionais. De outro, trabalhadores denunciam salários baixos, alta pressão, ausência de plano de carreira e falta de investimento em qualificação.

Para o SINDESC RS, que representa mais de 20 mil empregados em escritórios e empresas de contabilidade no estado, a questão precisa ser analisada de forma completa.

Dois lados de um mesmo problema

De acordo com o sindicato, há um discurso recorrente por parte de empregadores de que os profissionais “não permanecem”, “entregam pouco” ou “buscam sair por pequenas diferenças salariais”. No entanto, a realidade enfrentada pelos trabalhadores mostra outro cenário.

Entre as principais queixas da categoria estão:
• Salários defasados, muitas vezes sem aumento real ao longo dos anos;
• Alta cobrança e pressão por resultados;
• Ausência de plano de carreira e crescimento profissional;
• Falta de investimento em capacitação e qualificação;
• Pouco reconhecimento pelo aumento de responsabilidades.

Esse conjunto de fatores tem levado muitos profissionais a buscar melhores oportunidades, dentro ou fora do setor, ampliando a rotatividade e dificultando a retenção de mão de obra qualificada.

A conta não fecha

Outro ponto levantado no debate é a chamada “polêmica dos honorários”. Segundo o SINDESC RS, há escritórios que operam com valores muito baixos, o que limita a capacidade de investimento em estrutura e pessoal.

Por outro lado, o sindicato também aponta que nem sempre honorários mais altos se traduzem em valorização dos trabalhadores, indicando que o problema não se resume apenas à precificação dos serviços, mas também à forma como os recursos são distribuídos dentro das empresas.

“O que vemos é que a conta não fecha para nenhum dos lados quando não há valorização do trabalho. Sem salário digno, sem perspectiva de crescimento e sem investimento nas pessoas, não há como manter profissionais qualificados”, avalia o sindicato.

Valorização é caminho para resolver a escassez

Dentro desse contexto, o SINDESC RS reforça que a reposição salarial com aumento real é um dos principais pontos da pauta de reivindicações apresentada na atual negociação coletiva.

Para a entidade, enfrentar a falta de profissionais passa necessariamente por:
• Melhorar os salários da categoria;
• Garantir valorização real acima da inflação;
• Estimular planos de carreira e crescimento profissional;
• Ampliar investimentos em qualificação;
• Reduzir a rotatividade por meio de melhores condições de trabalho.

A avaliação do sindicato é de que a valorização não deve ser vista como custo, mas como investimento estratégico, essencial para a sustentabilidade do setor contábil.

Negociação segue em andamento

Com data-base em março, as negociações da Convenção Coletiva seguem em curso entre o SINDESC RS e a representação patronal. O tema da valorização da categoria e da retenção de profissionais deve seguir no centro dos debates nas próximas rodadas.

Para o sindicato, o momento é decisivo para corrigir distorções históricas e construir um novo cenário para os trabalhadores e trabalhadoras do setor contábil no Rio Grande do Sul.

“A falta de profissionais não é um problema isolado. É um sinal claro de que é preciso mudar. E essa mudança começa pela valorização de quem faz o setor funcionar todos os dias”, conclui o SINDESC RS.

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Fecosul reúne com direção da panvel para tratar de temas demandados pelos sindicatos filiados e pelos trabalhadores da empresa.

Reunidos na manhã desta quinta feira, dia 9 de abril, o Presidente da FECOSUL, Guiomar Vidor e o Secretário Geral, Luiz Fernando Lemos, com o Diretor CFO e DRI, da empresa, Antônio Carlos Tocchetto Napp, apresentaram um conjunto de propostas e reivindicações para busca da melhoria nas condições de trabalho e na renda dos empregados do grupo econômico, o qual tem se expandido e performado de forma positiva nos últimos anos, pelo que, ao entender dos dirigentes, a colocam na possibilidade de avançar nas melhorias pleiteadas.

Dentre as questões levadas pelos dirigentes da FECOSUL, estão o debate sobre o majoração dos percentuais de participação dos trabalhadores nos lucros e resultados da empresa e o reajuste dos valores pagos como vale alimentação. Outro tema de debate, foi o fim da escala 6×1, o qual a empresa já vem adotando paulatinamente em suas filias e pretende dar continuidade a esta implementação nos próximos meses.

A FECOSUL destacou também a importância da empresa divulgar em sua comunicação interna aos empregados, campanhas de conscientização contra o machismo e a misoginia, que tem levado a um crescimento exponencial no número de agressões e mortes de mulheres inocentes em nosso estado, o que foi aceito pela empresa.

Além destes temas, a FECOSUL apresentou a proposta de um acordo estadual unificado de cláusulas sociais e econômicas e a implementação da plataforma de empregos que está sendo elaborada e deverá entrar em funcionamento no mês de maio, bem como a implementação de um plano para descontos especiais aos comerciários nas lojas da PANVEL espalhadas pelo estado.

A empresa ficou de analisar as questões levantadas pelos dirigentes e ajustar uma nova data para aprofundarmos o debate sobre os temas expostos.

Na opinião do presidente Guiomar Vidor e do Secretário Fernando Lemos, o encontro foi produtivo e abre um espaço de diálogo para que possamos avanças na implementação de medidas que objetivam a busca de melhores salários e condições de trabalho para a categoria representada pelos sindicatos filiados.

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Trabalho melhor e tempo para viver

Artigo de Opinião GZH

Por Rodrigo Callais, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) no RS

Recentemente manchetes afirmaram que o brasileiro trabalha menos do que a média mundial. A afirmação, além de simplista, ignora um dado essencial: quando comparamos o Brasil aos países do G20 – as maiores economias do planeta –, estamos entre aqueles em que mais se trabalha por ano.

Segundo dados internacionais, o Brasil registra cerca de 1.700 a 1.750 horas trabalhadas por ano, número superior ao de países como Alemanha, França e Reino Unido. Além disso, nossa jornada legal de 44 horas semanais está entre as mais longas das grandes economias. E isso sem contar os longos deslocamentos diários e a dupla jornada enfrentada por milhões de mulheres trabalhadoras.

O problema do Brasil nunca foi “trabalhar pouco”. Ao contrário: trabalhamos muito e, muitas vezes, recebemos pouco. O desafio está na valorização do trabalho, na distribuição de renda e na qualidade de vida.

É nesse contexto que defendemos o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução de salários. A escala 6×1, que impõe seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso, compromete a saúde física e mental, dificulta a convivência familiar e limita o direito ao lazer e à formação.

Reduzir a jornada para 40 horas semanais é uma medida civilizatória. Países desenvolvidos já adotam jornadas menores, com ganhos em produtividade, redução de afastamentos por adoecimento e maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Trabalhadores mais descansados produzem melhor, erram menos e vivem com mais dignidade.

“Defender 40 horas semanais sem redução salarial não é radicalismo”

A diminuição da jornada também fortalece a economia. Ao gerar novos postos de trabalho e ampliar o tempo disponível das famílias, estimula o consumo, a educação e a participação social. É uma medida que beneficia trabalhadores, empresas e o país.

O Brasil precisa avançar. Precisamos substituir a lógica do excesso de trabalho pela lógica do trabalho digno. Defender 40 horas semanais sem redução salarial não é radicalismo – é justiça social.

O trabalhador brasileiro já faz a sua parte. Está na hora de garantir condições mais humanas para viver, conviver e prosperar.

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Sindicato dos Comerciários de Taquari assina acordo para trabalho no comércio durante a Festa de Maio

Uma convenção coletiva irá regulamentar a mão de obra do comércio para as empresas do setor que estarão expondo durante a Festa de Maio de 2026, que ocorre de 14 a 17 e 22 a 24 de maio de 2026 na cidade de Teutônia. O documento foi assinado na quarta-feira, dia 01 de abril, pelo Sindicato dos Empregados no Comércio e o Sindilojas de Lajeado.

As empresas que terão exposição durante o evento deverão assinar o formulário de adesão para ser autorizada a usar a mão de obra de trabalhadores durante o evento. Para isso terão que preencher e assinar um termo de adesão, que se encontra nos site do Sindicomerciários. O link para o documento é:  https://sectaquari.com.br/servicos/normas-coletivas

As empresas deverão entregar as duas entidades sindicais os seguintes documentos:

  • Formulário preenchido e assinado em três vias
  • Relação de trabalhadores do eSocial
  • Cópias das guias de recolhimento das contribuições sindicais ao Sindicato dos Empregados no Comércio e ao Sindilojas.

Abono pelo Trabalho

O documento prevê o pagamento de abono pelo trabalho aos finais de semana e durante o período noturno durante o evento.

O valor da gratificação para quem os empregados que trabalharem nos sábados à tarde e durante o período da noite será de R$ 61,00 por sábado ou noite trabalhada.

Será considerado período noturno o horário das 18h às 22h.

Já o trabalho aos domingos será gratificado em R$ 95,00 por domingo trabalhado. Além disso, as empresas irão conceder uma folga, que deverá ser concedida na semana anterior ou posterior ao dia trabalhado. Já o trabalho noturno deverá ser compensado com um turno de folga a cada período noturno trabalhado

Além disso, todas as horas extras durante o evento serão de 100% sobre a hora normal de trabalho.

Alimentação e Transporte

As empresas terão a obrigação de fornecer alimentação aos seus empregados durante o evento. As empresas, nesse caso, poderão optar por ressarcir os trabalhadores. O valor máximo de ressarcimento é de R$ 45,00.

Em caso de dúvidas sobre o acordo, as empresas podem entrar em contato com o Sindicomerciários. O horário de atendimento é das segunda à sexta das 8h30min às 12h e das 13h30min às 18h. O endereço é Rua Dom Pedro II, 1302, Canabarro, Teutônia e o telefone de contato é o 3762-8404.

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Reunião da Fecosul expõe negociações intensas e amplia mobilização na campanha salarial do comércio gaúcho

A reunião realizada em 1º de abril de 2026 entre a direção da FECOSUL e representantes de diversos sindicatos do comércio do Rio Grande do Sul evidenciou um cenário de negociações intensas, mobilização crescente e estratégias articuladas para a campanha salarial da categoria.


O encontro teve como ponto de partida uma avaliação positiva do lançamento da campanha em Lajeado. Mesmo sob chuva, o ato reuniu mais de 170 pessoas e contou com boa receptividade da categoria e da população, demonstrando o engajamento dos trabalhadores. Apesar da baixa cobertura da mídia local, o evento foi considerado um marco importante na mobilização da categoria.


No campo das negociações salariais, o principal desafio segue sendo a proposta inicial apresentada pelos empregadores, considerada insuficiente pelos sindicatos. A Fecomércio propôs reajuste de 3,5%, enquanto representantes sindicais defendem percentuais mais robustos. Alguns avanços já foram registrados, especialmente em negociações diretas com empresas, que têm resultado em índices superiores — como acordos que alcançam em torno de 6% de reajuste nos salários.


A estratégia adotada por diversos sindicatos tem sido intensificar negociações diretas com empregadores, consideradas mais eficazes do que as convenções coletivas conduzidas de forma centralizada. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação em garantir ganho real nos salários e assegurar que os pisos não fiquem inferiores ao piso regional, evitando perdas para os trabalhadores.


A mobilização contra a escala 6×1 também ganhou destaque. A FECOSUL, em parceria com a CTB e outras entidades, prepara uma campanha de grande alcance, em todo estado do RS. A iniciativa inclui produção de vídeos, outdoors, panfletos e ações de pressão junto a parlamentares. O objetivo é ampliar o debate público e pressionar pela aprovação do PL 67/2025 da Dep. Daiana Santos, que prevê a redução da jornada para 40h e a escala de 5×2.


Além disso, foram apresentados planos de mobilização mais amplos, como a organização de uma marcha em Brasília no dia 15, com expectativa de reunir até 15 mil pessoas, e atos do Dia do Trabalhador em cinco cidades gaúchas, como Porto Alegre, Caxias, Pelotas, Santa Maria e Passo Fundo. A proposta é fortalecer a luta sindical e dar visibilidade às pautas da categoria, incluindo a defesa da democracia e melhores condições de trabalho.


A reunião também abordou temas específicos, como a situação de trabalhadores em farmácias durante feriados, negociações em empresas específicas e a necessidade de acompanhamento jurídico em casos envolvendo o Ministério Público. Outro ponto de atenção foi a tentativa de criação de sindicatos em cooperativas agrícolas, considerada irregular por parte da direção, que já articula medidas legais para contestar os processos.


De forma geral, o encontro reforçou a necessidade de unidade entre os sindicatos, fortalecimento das mobilizações e construção de estratégias que garantam avanços concretos nas negociações. Em um cenário de resistência patronal, a articulação coletiva e a pressão social aparecem como elementos-chave para assegurar conquistas para os trabalhadores do comércio no estado.

Loving Parents Holding Baby Daughter At Home Outdoors In Garden

Lula sanciona lei que amplia licença-paternidade para até 20 dias no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (31) a lei que amplia a licença-paternidade no Brasil, elevando o período mínimo de cinco dias para até 20 dias. A medida representa uma mudança histórica na legislação trabalhista e será implementada de forma gradual até 2029.

A nova lei regulamenta um direito previsto desde a Constituição de 1988, que até então permanecia limitado ao prazo provisório de cinco dias.

Ampliação será gradual até 2029

O aumento da licença-paternidade não ocorrerá de forma imediata. O texto estabelece uma transição progressiva:

  • 10 dias a partir de 2027
  • 15 dias em 2028
  • 20 dias a partir de 2029

Esse modelo foi adotado para equilibrar a ampliação do direito com os impactos fiscais e a adaptação das empresas e da Previdência Social.

Quem tem direito

A nova lei vale para trabalhadores dos setores público e privado e contempla diferentes situações, como:

  • nascimento de filhos
  • adoção ou guarda judicial
  • casos de vulnerabilidade familiar

Também estão previstas regras específicas, como estabilidade no emprego após o retorno e possibilidade de divisão do período de licença.

Impacto social

A ampliação da licença-paternidade é vista como um avanço nas políticas de cuidado e igualdade de gênero. A medida busca incentivar maior participação dos pais nos primeiros dias de vida dos filhos, fortalecendo o vínculo familiar e dividindo responsabilidades com as mães. Especialistas e parlamentares apontam que a mudança contribui para reduzir desigualdades no mercado de trabalho e promover uma cultura mais equilibrada de cuidados familiares.

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Conferência em Porto Alegre divulga carta contra fascismo e imperialismo

Documento reúne organizações de mais de 40 países e propõe articulação internacional

Porto Alegre — Participantes de uma conferência internacional divulgaram neste domingo (29) a Carta de Porto Alegre, documento que reúne análises e propostas voltadas ao enfrentamento do fascismo, da extrema direita e do imperialismo.

Segundo os organizadores, o encontro reuniu milhares de ativistas de mais de quarenta países. O texto defende maior articulação internacional entre movimentos e organizações, apesar de diferenças políticas.

A carta aponta um cenário global de crises econômicas e sociais, associado ao avanço de forças de extrema direita e a políticas que afetam direitos trabalhistas, sociais e civis.

O documento cita mobilizações recentes em diferentes países, incluindo protestos na Argentina contra o governo de Javier Milei e manifestações nos Estados Unidos com críticas ao ex-presidente Donald Trump.

Também há referências a conflitos internacionais e críticas à atuação de potências globais, com menções a situações envolvendo Israel, Estados Unidos e outros países.

Entre as propostas, estão a criação de um comitê internacional, a realização de novas conferências e o fortalecimento da cooperação entre organizações.

A Carta de Porto Alegre foi datada de 29 de março de 2026 e sintetiza os debates da Conferência Antifascista e pela Soberania dos Povos.

CARTA DE PORTO ALEGRE

UNIDADE CONTRA O FASCISMO E PELA SOBERANIA DOS POVOS

     Reunidos em Porto Alegre – cidade símbolo das lutas internacionais, de importantes tradições e aspirações democráticas – milhares de ativistas de mais de quarenta países dos cinco continentes, celebrando nossa unidade na diversidade, buscando avançar na organização para a resistência e o combate aos variados fascismos, a extrema direita e o imperialismo em sua fase mais agressiva.

     Nessa mesma semana, ocorreu o comboio Nuestra America a Cuba, tivemos mais de um milhão de pessoas nas ruas da Argentina, lutando pela memória e contra Milei; houve centenas de milhares na convocação antifascista do Reino Unido e especialmente a grande e histórica manifestação “No Kings” nos Estados Unidos que com milhões de estadunidenses, reunidos em centenas de cidades, declarando uma vez mais Trump como inimigo da humanidade.

     O sistema capitalista-imperialista vive uma profunda crise e uma acentuada decadência econômica, social e moral. A resposta das potências imperialistas ao seu declínio tem sido o fomento do fascismo em toda parte, a imposição de políticas neoliberais, agressões militares às nações mais fracas e a sua recolonização.

     Em cada país, as ameaças fascistas e neoliberais assumem formas particulares, mas têm pontos em comum: a eliminação das liberdades democráticas, a destruição dos direitos trabalhistas, a explosão do desemprego estrutural, o desmantelamento da previdência social, a repressão às entidades sindicais e populares, a privatização dos serviços públicos, políticas de “austeridade” que eliminam todo e qualquer investimento social, o negacionismo científico e climático, a expropriação dos camponeses em benefício da agroindústria, o deslocamento forçado das populações originárias para promover o extrativismo desenfreado, políticas migratórias ultra-restritivas e enorme aumento de despesas militares.

     A extrema direita e as forças neofascistas desenvolvem uma ampla ofensiva, que instrumentaliza o descontentamento com as consequências desastrosas do neoliberalismo para acelerar essas políticas. Para isso, à semelhança do fascismo clássico, procuram direcionar esse descontentamento contra os grupos oprimidos e despossuídos: migrantes, mulheres, pessoas LGBTQ+, beneficiários de programas de inclusão, pessoas racializadas e minorias nacionais ou religiosas. O nacionalismo exacerbado, o racismo, a xenofobia, o sexismo, a LGBTQI+fobia, a incitação ao ódio e a banalização da crueldade acompanham o avanço da extrema direita em cada etapa, de acordo com as peculiaridades de cada país.

      A vontade de acumular riqueza nas mãos do capital, a busca desenfreada pelo lucro máximo que sustenta as políticas da extrema direita, também se manifesta pela intensificação das agressões imperialistas para monopolizar recursos e explorar populações.

     O imperialismo torna-se cada vez mais desenfreado, agressivo e belicista, atropela o Direito Internacional, a Carta da ONU e a autodeterminação dos povos, sanciona, ataca e bombardeia as nações que não se submetem aos seus ditames, sequestra e assassina seus Chefes de Estado.

     Isso vai de par com a perpetuação de situações coloniais que no caso da Palestina assume a forma de um genocídio explicito em Gaza, orquestrado pelo Estado sionista de Israel, apoiado incondicionalmente pelos Estados Unidos, com a cumplicidade dos demais países imperialistas. Além disso, Israel acaba de invadir e bombardear de forma criminosa o Líbano e afirma que anexará o sul do país.

     Lutamos contra todos imperialismos e apoiamos a luta dos povos por sua autodeterminação, por todos os meios necessários.

     A extrema direita, além da cumplicidade com o governo genocida de Netanyahu, tece laços internacionais, realiza congressos, think tanks, declarações conjuntas, apoio mútuo nos processos eleitorais, colaboração e programas de propaganda e desinformação. Além do apoio direto (ou velado) das chamadas Big Techs, desestabilizando governos que resistem ao império e potencializando a propaganda reacionária nos meios digitais.

     As forças que combatem a ascensão da extrema direita são diversas e apresentam diferentes análises, estratégias e táticas, programas e políticas de aliança. A experiência nos ensina que embora reconhecendo essas diferenças, é essencial articular de forma unitária a luta contra os nossos inimigos. Essa convergência deve incluir todas as forças dispostas a defender as classes trabalhadoras, os camponeses, os migrantes, as mulheres, as pessoas LGBTQ+, as pessoas racializadas, as minorias nacionais ou religiosas oprimidas e os povos indígenas; a defender a natureza contra o capitalismo ecocida; a combater as agressões imperialistas e coloniais, independentemente da sua origem; lutar pelo fim da OTAN e a apoiar a luta dos povos e governos que resistem. É urgente compartilhar análises, fortalecer laços e realizar ações concretas

     Além de resistir ao fascismo e ao imperialismo, almejamos também construir as bases para avançar, em nossas convergências em aspectos centrais e unitários. Para combater o autoritarismo, é preciso resgatar, ampliar e aprofundar os direitos democráticos com base na participação popular, desde o local até o nacional e nos organismos internacionais. Afirmamos a relevância do mundo do trabalho, propomos impulsionar iniciativas conjuntas para organizar a resistência global contra as violências fascistas e a precarização neoliberal. A defesa de um futuro sustentável passa pelo enfrentamento direto ao ecocídio promovido pelo capitalismo e por governos de extrema direita, que tratam a natureza como mercadoria e desmontam a proteção ambiental em nome do lucro. Destacamos a importância Reforma Agrária como a saída necessária para soberania alimentar.

     Nunca como hoje a luta contra o imperialismo e o fascismo foi tão atual e necessária. Essa luta precisa ser articulada internacionalmente. A Conferência Antifascista e pela soberania dos povos compromete-se a continuar a luta sem descanso e como espaço de construção de unidades contra a ascensão da extrema direita e as agressões imperialista. Diante da barbárie, levantamos a bandeira da solidariedade internacional, da luta dos povos e de um futuro socialista, ecológico, democrático, feminista e antirracista.

PROPOMOS:

– O Comitê Internacional, articuladamente com o Comitê local, fica responsável por: organizar o planejamento da próxima Conferência; propor critérios e iniciativas para inclusão de novas organizações.

– Tendo em conta a existência de inúmeras organizações e associações voltadas à luta contra o fascismo e o imperialismo, propomos a constituição de uma mesa de articulação internacional para unificar globalmente essa luta e o incentivo à realização de conferências regionais e nacionais antifascistas e antiimperialistas, com o propósito de realizar uma 2ª Conferência Internacional Antifascista e pela Soberania dos Povos.

– Todas as organizações participantes desta Conferência, desde que não se manifestem em contrário são automaticamente, participes dessa carta.

– Apoiar a construção de uma conferência latino-americana na Argentina, em data e formato a serem propostos pela delegação e organizações argentinas, em diálogo com o comitê internacional.

– Apoiar uma conferência regional na América do Norte envolvendo organizações do México, Estados Unidos, Canadá, Caribe e América Central.

– Apoio a Flotilha Nova Global SumudFlotilha, que novamente busca romper o cerco e denunciar o genocídio de Gaza. A luta do povo Palestino- em Gaza e na Cisjordânia- é a causa da humanidade. Apoiamos a solidariedade ativa materializada em espaços e movimentos como o BDS.

– Solidariedade à Cuba contra o criminoso bloqueio promovido pelos Estados Unidos, ameaçada de agressão à sua soberania. Apoio à todas as iniciativas de solidariedade, como foram as recentes iniciativas de flotilha para a ilha.

– Repúdio à invasão da Venezuela e ao sequestro e prisão do presidente Nicolas Maduro e da deputada Cília Flores e apoio à luta pela sua libertação.

– Repúdio ao ataque militar ao Irã pelos Estados Unidos e Israel. Respeito à autodeterminação do povo iraniano, fim das sanções unilaterais.

– Defesa da independência e autodeterminação e soberania de todos os territórios sob ocupação colonial e imperialistas.

– Denunciar a interferência estrangeira no Haiti, apoiando a luta do seu povo.

– Apoio à luta da Frente Polisário pela independência do Shara Ocidental, direito reconhecido pela ONU.

– Apoio à luta do povo porto-riquenho pela autodeterminação e independência.

– Apoio ao encontro anti-OTAN na Turquia em 2026.

– Apoio a Contra-Cúpula do G7 na França e Suíça, em junho de 2026.

– Apoiar as iniciativas contra o negacionismo climático, como as jornadas e encontros eco-socialistas que estão se organizando.

– Apoiar e construir o próximo Fórum Social Mundial  no Benin, em agosto de 2026.

DERROTAR OS FASCISMOS E O IMPERIALISMO É TAREFA URGENTE DE NOSSA ÉPOCA

Porto Alegre, 29 de março de 2026.

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FECOSUL RS participa de audiência na Assembleia Legislativa e reforça defesa do fim da escala 6×1

A FECOSUL RS esteve presente na audiência pública promovida pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, realizada na manhã desta quarta-feira (25), que debateu a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 no Brasil.

O encontro reuniu autoridades, representantes do Ministério do Trabalho, parlamentares e lideranças sindicais de diferentes categorias, consolidando-se como um importante espaço de discussão sobre propostas em tramitação no Congresso Nacional que tratam da reorganização da jornada de trabalho no país.

Durante a audiência, foram abordadas iniciativas legislativas como a PEC 8/25 e a PEC 221/19 e PL 67/2025 da deputada Daiana Santos que propõem o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. Também foram destacados dados sobre o impacto da atual organização do trabalho na saúde física e mental dos trabalhadores, além da necessidade de avançar na geração de empregos e na melhoria da qualidade de vida.

A FECOSUL RS participou ativamente do debate, reforçando a importância da mobilização sindical e da construção de alternativas que garantam mais dignidade à classe trabalhadora, especialmente aos comerciários, que historicamente convivem com jornadas extensas e com a escala 6×1.

IMAGEM: AL RS

O presidente da Federação, Guiomar Vidor, destacou o papel das entidades sindicais na construção desse debate. “O fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho são pautas fundamentais para garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores. Precisamos avançar nesse debate com responsabilidade, ouvindo as categorias e construindo soluções que respeitem a dignidade de quem trabalha e move a economia do país”, afirmou.

A FECOSUL RS ressalta sobre a sobrecarga enfrentada por diferentes grupos, especialmente mulheres, e para os custos sociais dessa dinâmica. Ao mesmo tempo, contesta a ideia de que a redução da jornada prejudicaria a economia, defendendo que a produtividade está mais ligada à organização, tecnologia e condições de trabalho do que ao número de horas trabalhadas.

A audiência também resultou no encaminhamento de um documento da Comissão ao governo federal, sugerindo que o tema seja tratado por meio de projeto de lei com urgência constitucional, ampliando o debate em nível nacional.

A participação da FECOSUL RS reforça o compromisso da entidade com a defesa dos direitos dos trabalhadores do comércio e serviços, atuando de forma articulada nos espaços institucionais para fortalecer pautas como a redução da jornada, o fim da escala 6×1 e a valorização do trabalho.