Na próxima terça-feira, dia 02 de junho, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Taquari e Região realizará a inauguração da nova sub-sede da entidade na cidade.
O evento começa às 9h30min. Além disso, a entidade sindical receberá toda a comunidade durante todo o dia para conhecer o novo endereço da entidade.
Localizada na Rua Guilherme Schneider Sobrinho, 1386, no bairro Canabarro, o novo empreendimento foi construído em um terreno construído em um terreno adquirido pelo Sindicato ainda em 2016 e para a entidade significa a conquista do sonho da casa própria.
“Todo mundo quer conquistar o sonho da casa própria e um Sindicato não é diferente. Foi um grande esforço para a gente ter nosso próprio espaço, da nossa maneira para a gente conseguir atender a todos os sócios da melhor maneira possível”, explica Carlos Henn, secretário-geral do Sindicato.
O novo espaço possuí 60,07 m², com três salas de atendimento e recepção.
O horário de atendimento do Sindicomerciários é de segunda à sexta, das 8h30min às 12h e das 13h30min às 18h.
Centenas de trabalhadores e trabalhadoras dos escritórios de contabilidade da região do Vale do Taquari participaram da assembleia realizada na noite da última segunda-feira, dia 25 de maio, e aprovaram a proposta de acordo coletivo apresentada pelo Sescon Vale do Taquari para fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027.
A proposta aprovada garante reajuste dos pisos salariais no percentual de 6,79% e reajuste de 5% nos salários a partir de março de 2026. O acordo também prevê valorização no vale-refeição, que passa a ter valor líquido diário de R$ 24,36 a partir de março de 2026.
Entre os destaques da negociação está o novo piso dos Técnicos em Contabilidade, que terá dois valores ao longo do período: R$ 2.242,59 entre março e junho e R$ 2.388,50 a partir de julho de 2026.
Para o presidente do SINDESC RS, Luiz Fernando Branco Lemos, a forte participação da categoria demonstra um novo momento de mobilização e valorização dos trabalhadores do setor.
“Não foi apenas uma participação expressiva em número de pessoas, mas também pela qualidade dos debates e das contribuições apresentadas. Isso representa um novo momento de valorização da força de trabalho dos escritórios de contabilidade do Vale do Taquari e de participação ativa da categoria na definição dos melhores rumos que buscamos”, destacou.
Já o secretário-geral do SINDESC RS, Rodrigo Fonseca, ressaltou que o acordo foi positivo para os trabalhadores.
“O acordo foi bastante vantajoso, especialmente porque todas as cláusulas econômicas tiveram reajustes acima da inflação, além da manutenção integral das cláusulas sociais”, afirmou.
O sindicato também reforçou a importância da participação permanente da categoria nas assembleias e no cotidiano da entidade sindical, destacando que o fortalecimento da organização coletiva é fundamental para ampliar conquistas e garantir melhores condições de vida e trabalho para os empregados em escritórios de contabilidade.
A semana será decisiva em Brasília para aprovação do projeto de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, pauta que vem mobilizando trabalhadores e entidades sindicais em todo o país. A Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul e os sindicatos filiados intensificaram, no último período, a luta pela mudança, apoiando desde 2025 a aprovação do PL67/2025, apresentada pela deputada Daiana Santos pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de 40h sem redução salarial.
A proposta defendida pela parlamentar busca garantir melhores condições de vida para os trabalhadores, reduzindo o desgaste provocado pelas jornadas exaustivas e ampliando o tempo de descanso para dois dias por semana, convivência familiar, lazer e cuidados com a saúde física e mental.
A categoria comerciária tem sido uma das mais presentes nas mobilizações nacionais, por ser uma das mais prejudicadas pela escala 6×1 e extensas jornadas, desgaste físico e mental e dificuldades de convivência familiar e social. Outro ponto destacado pelas entidades é que o setor é composto majoritariamente por mulheres, as quais são submetidas a rotinas consideradas penosas e exaustivas seguidas ainda pela dupla jornada enfrentada diariamente pelas tarefas domésticas, cuidado com os filhos e a organização da casa, ampliando o desgaste físico e emocional.
Segundo o presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, esta será uma semana de intensa mobilização em todo o Brasil. A FECOSUL acompanhará diretamente, em Brasília, os debates sobre o conteúdo do projeto e a necessidade de sua votação e aprovação no Congresso Nacional.
De acordo com o dirigente, a expectativa é de que a proposta represente uma mudança histórica nas relações de trabalho brasileiras.
“Depois de mais de quase 100 anos, os trabalhadores poderão conquistar uma nova forma de viver, com mais dignidade, mais tempo para a família, para a saúde e para a qualidade de vida”, destacou.
Além das articulações políticas na capital federal, sindicatos e centrais sindicais devem promover atos e atividades nos estados ao longo da semana, pressionando parlamentares pela votação da proposta que prevê a redução da jornada sem redução salarial. No Rio Grande do Sul, também estão previstas manifestações e mobilizações organizadas por sindicatos e entidades do movimento sindical, reforçando a pressão pela aprovação da proposta e pelo fim da escala 6×1.
EXTRATO DE CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO – 2026
A FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE BENS E DE SERVIÇOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – FECOSUL, entidade sindical de 2º grau, CNPJ 92.832.690/0001-63, com sede na Rua dos Andradas, nº 943/701, Centro, Porto Alegre/RS, vem tornar público para todos os empregados no comércio das respectivas categorias profissionais, na área de abrangência dos municípios inorganizados sindicalmente o extrato da CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO firmada com o OCERGS-SINDICATO E ORGANIZACAO DAS COOPERATIVAS DO ESTADO DO RS (MR022969/2026 – 2026/2027) com data base em 1º JANEIRO. Nela esta definida, dentre outras, as cláusulas de Reajuste geral dos salários; Pisos; Quinquênios; Auxílio creche; e Contribuição negocial, sendo esta com direito de oposição às contribuições aprovadas na Assembleia Geral da Categoria e estabelecidas no respectivo instrumento Coletivo, sendo manifestado individualmente, por documento escrito, com identificação legível do nome do empregado, n° de CPF do empregado e CNPJ do empregador, sendo entregue pelo interessado e assinado na sede da FEDERAÇÃO, na Rua dos Andradas, n° 943, 7° andar, Centro Histórico, Porto Alegrete/RS, das 8 horas e 30 minutos às 17 horas de segunda a sexta-feira, no prazo de até 10 (dez) dias, a contar da publicação do presente edital, nos termos da Convenção Coletiva aqui identificada. Não havendo sede da entidade na cidade onde o empregado presta serviço a carta individual poderá ser remetida pelos correios, no mesmo prazo, por meio de carta registrada com aviso de recebimento, para o Rua dos Andradas, n° 943, 7° andar, Centro Histórico, Porto Alegre/RS – CEP 90.020-005, no prazo de até 10 (dez) dias, a contar da publicação do presente edital, A Convenção Coletiva aqui identificada, poderá ser acessada no site www.fecosul.com.br.
EXTRATO DE CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO – 2026
A FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE BENS E DE SERVIÇOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – FECOSUL, entidade sindical de 2º grau, CNPJ 92.832.690/0001-63, com sede na Rua dos Andradas, nº 943/701, Centro, Porto Alegre/RS, vem tornar público para todos os empregados no comércio das respectivas categorias profissionais, na área de abrangência dos municípios inorganizados sindicalmente o extrato da CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO firmada com o SINDICATO DO COMERCIO VAREJISTA DE BENTO GONÇALVES (MR022584/2026 – 2026/2027 para as cidades de Monte Belo do Sul/RS, Pinto Bandeira/RS, Santa Tereza/RS e São Valentim do Sul/RS) com data base em 1º MARÇO. Nela esta definida, dentre outras, as cláusulas de Reajuste geral dos salários; Pisos; Quinquênios; Auxílio creche; e Contribuição negocial, sendo esta com direito de oposição às contribuições aprovadas na Assembleia Geral da Categoria e estabelecidas no respectivo instrumento Coletivo, sendo manifestado individualmente, por documento escrito, com identificação legível do nome do empregado, n° de CPF do empregado e CNPJ do empregador, sendo entregue pelo interessado e assinado na sede da FEDERAÇÃO, na Rua dos Andradas, n° 943, 7° andar, Centro Histórico, Porto Alegrete/RS, das 8 horas e 30 minutos às 17 horas de segunda a sexta-feira, no prazo de até 10 (dez) dias, a contar da publicação do presente edital, nos termos da Convenção Coletiva aqui identificada. Não havendo sede da entidade na cidade onde o empregado presta serviço a carta individual poderá ser remetida pelos correios, no mesmo prazo, por meio de carta registrada com aviso de recebimento, para o Rua dos Andradas, n° 943, 7° andar, Centro Histórico, Porto Alegre/RS – CEP 90.020-005, no prazo de até 10 (dez) dias, a contar da publicação do presente edital, A Convenção Coletiva aqui identificada, poderá ser acessada no site www.fecosul.com.br.
O plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul votou nesta terça-feira o projeto do governo do Estado que reajusta em 5,35% o Piso Regional gaúcho. A sessão foi acompanhada por dirigentes sindicais, trabalhadores e representantes de diversas entidades que estiveram mobilizados na defesa da valorização do salário mínimo regional.
A CTB-RS participou da mobilização ao lado da Fecosul, federações, sindicatos e demais centrais sindicais, pressionando os parlamentares para garantir um reajuste mais próximo das reivindicações apresentadas pelo movimento sindical.
Durante a votação, a CTB-RS e a Fecosul manifestaram apoio à emenda apresentada pelo deputado estadual Miguel Rossetto, que propunha reajuste de 9,11% para o Piso Regional, percentual considerado pelas entidades mais adequado para recuperar as perdas salariais acumuladas pelos trabalhadores gaúchos.
As entidades criticaram o índice de 5,35% proposto pelo governo Eduardo Leite, considerado insuficiente diante da inflação e da alta do custo de vida no estado. Inicialmente, as centrais sindicais defendiam reajuste de 15,98%, percentual posteriormente reduzido para 10% durante as negociações com o governo.
O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, destacou que o reajuste aprovado amplia as perdas do Piso Regional em relação ao salário mínimo nacional e afeta diretamente mais de 1,3 milhão de trabalhadores gaúchos.
Durante a mobilização, o presidente da CTB-RS, Rodrigo Calais, reforçou a importância da luta sindical em defesa da valorização salarial e da dignidade da classe trabalhadora.
“O Piso Regional é uma ferramenta fundamental para garantir renda, dignidade e melhores condições de vida para os trabalhadores e trabalhadoras do Rio Grande do Sul. Seguiremos mobilizados por uma política permanente de valorização salarial.”
Para a CTB-RS, o Piso Regional possui papel estratégico na economia gaúcha, servindo como referência para negociações coletivas de diversas categorias e fortalecendo o comércio, os serviços e a geração de renda no estado.
Porto Alegre recebeu, nesta sexta-feira, 15 de maio, uma audiência pública sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. A atividade reuniu lideranças políticas, representantes sindicais, trabalhadores e movimentos sociais para debater os impactos da atual jornada sobre a saúde física e mental da classe trabalhadora, além da necessidade de valorização das condições de trabalho no país.
Antes da audiência, uma marcha percorreu as ruas do centro da Capital, saindo da Ponte de Pedra até o prédio do Ministério da Fazenda, conhecido como Chocolatão, local onde ocorreu o debate.
O ato reuniu centrais sindicais, federações, sindicatos e lideranças políticas comprometidas com a pauta trabalhista. Entre as entidades presentes estiveram a Federação dos Empregados no Comércio e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecosul) e as centrais sindicais Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio Grande do Sul (CTB-RS), Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e Força Sindical.
A atividade no Rio Grande do Sul foi articulada pela deputada federal Daiana Santos, primeira vice-presidenta da Comissão Especial, e reuniu representantes do poder público, especialistas, entidades sindicais, trabalhadores e movimentos sociais para debater os desafios e os impactos da escala 6×1 sobre a classe trabalhadora. Também participou da atividade o deputado federal Leo Prates, relator da proposta sobre o fim da escala 6×1.
Imagem: Rodrigo Positivo
Durante a atividade, representantes sindicais destacaram a importância da mobilização popular para pressionar pela aprovação da PEC que propõe o fim da escala 6×1, considerada pelas entidades trabalhistas um modelo que precariza as condições de trabalho e compromete a qualidade de vida da população.
O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, afirmou que a atual jornada de trabalho tem provocado adoecimento físico e mental entre os trabalhadores, especialmente no setor do comércio. “As associações brasileiras de supermercados estão se queixando que existem mais de 350 mil vagas em aberto porque não conseguem mais trabalhadores para exercer essa jornada exaustiva. No comércio, a maioria são mulheres, que sofrem com dupla e até tripla jornada. O mundo do trabalho está adoecido”, declarou.
Guiomar também destacou os impactos da sobrecarga de trabalho na saúde da população trabalhadora. Segundo ele, mais de 150 mil trabalhadores foram afastados por transtornos mentais no último ano e mais de 4,5 milhões precisaram se afastar por motivos de saúde. “A sociedade está enxergando essa realidade. Mais de 60% da população brasileira quer o fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem redução dos salários”, enfatizou.
Imagem: Rodrigo Positivo
Já o presidente da CTB-RS, Rodrigo Callais, destacou que a luta pelo fim da escala 6×1 representa uma pauta de melhoria da qualidade de vida da população trabalhadora. “Estamos falando de mais tempo para viver, mais tempo para cuidar da saúde, para estar com os filhos, praticar esporte e ter lazer. Todo avanço tecnológico precisa beneficiar também a classe trabalhadora, e não apenas aumentar o lucro do capital”, afirmou.
Rodrigo Callais também defendeu a redução da jornada sem redução salarial e criticou qualquer proposta de adiamento da medida. “Essa não é uma pauta da direita ou da esquerda. É uma pauta civilizatória. Nós queremos a redução da jornada para 40 horas e o fim da escala 6×1 imediatamente. Não há o que se falar em transição ou compensação para patrões quando os direitos dos trabalhadores foram retirados sem debate na reforma trabalhista”, declarou.
Imagem: Rodrigo Positivo
Um dos momentos de maior destaque do encontro foi a apresentação de uma moção pelo pré-candidato ao Senado Paulo Pimenta para que o senador Paulo Paim seja o relator da PEC no Senado Federal. A proposta foi recebida com apoio pelos participantes do ato, que reconheceram a trajetória de Paim na defesa histórica dos direitos dos trabalhadores.
Imagem: Rodrigo Positivo
O debate realizado no Ministério da Fazenda reforçou a unidade entre movimentos sociais, parlamentares, federações, sindicatos e centrais sindicais na luta pela redução da jornada de trabalho, pela valorização salarial e por melhores condições de vida para a classe trabalhadora brasileira.
O presidente da Federação dos Empregados no Comercio e Serviços do RS, Guiomar Vidor, que integra a comissão de negociação do Piso Regional pela CTB, fez duras criticas ao reajuste proposto pelo governo do estado ao Mínimo Regional. O representante sindical, afirma que com este reajuste minguado, o Piso Regional amplia ainda mais suas perdas em relação ao Mínimo Nacional, que teve um reajuste de 6,79% em janeiro deste ano. Segundo Vidor, o governo mais uma vez cedeu a pressão patronal que quer o fim do instituto. O dirigente destaca que o Piso Regional impacta mais de 1,3 milhões de trabalhadores gaúchos, que são os que menos ganham e mais precisam do estado como instrumento de equilíbrio nesta relação de desiguais, mas que, infelizmente foram frustrados mais uma vez pelo atual governo. Vidor lembra que a última proposta feita pelas entidades sindicais, foi de um reajuste de 10% , índice que o dirigente entende como adequado para ser apresentado como emenda ao projeto do governo no debate que deverá ocorrer na Assembleia Legislativa do Estado.
Em plenária conjunta, CTB e Fecosul reúnem com dirigentes sindicais da Região Noroeste para debater sobre As transformações que ocorreram nas últimas décadas na Justiça do Trabalho, as relações dos sindicatos com MPT, o fim da escala 6X1 e as eleições gerais deste ano.
O evento, realizado na sede do Sindicato dos Comerciários de Ijuí na tarde desta sexta-feira (08/05), reuniu dirigentes Sindicais de Ijuí, Santo Angelo, Tapera, Três Passos, Palmeira das Missões, Santa Rosa, Erechim e Ibirubá.
Dentre os convidados, o Advogado Paulo Leal abordou a preocupação dos operadores do direito e dos dirigentes sindicais com os posicionamentos adotados por muitos Procuradores do MPT que interferem nas prerrogativas das entidades prejudicando ações importantes, principalmente no tocante a fiscalização nas empresas. Leal discorreu, também, sobre as enormes transformações ocorridas na Justiça do Trabalho a partir de 1999, destacando o distanciamento do judiciário trabalhista da sociedade.
Guiomar Vidor, presidente da Fecosul, fez uma análise da conjuntura política nacional e internacional e comentou sobre os aspectos positivos resultantes do encontro entre os Presidentes Lula e Trump. Guiomar defendeu com veemência a necessidade do movimento sindical participar ativamente do processo eleitoral deste ano, para derrotarmos a extrema direita que ameaça com a continuidade dos retrocessos sociais impostos aos brasileiros no ultimo periodo que governaram o pais.Destacou ainda que precisamos eleger governos progressistas nos estados e garantir uma maioria parlamentar no congresso nacional.
Rodrigo Callais, presidente da CTB, também analisou o cenário político nacional e pediu para que as entidades intensifiquem em em seus municípios a campanha pelo fim da escala 6×1, por uma escala 5×2 e pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, que é a pauta mais urgente e de interesse de toda a Classe Trabalhadora. Destacou ainda, que trata-se de uma luta de quase quatro décadas que se apresenta como conquista possível. Finalizou dizendo que é fundamental mobilizar a sociedade para cobrar o posicionamento e o voto de cada deputado da região sobre os projetos em pauta no congresso nacional.
O SINDESC RS realizou, na última segunda-feira, 04/5, a apresentação oficial dos resultados da pesquisa sobre riscos psicossociais no trabalho contábil, estudo elaborado com trabalhadores e trabalhadoras de escritórios e empresas de serviços contábeis de diversas regiões do Rio Grande do Sul. O evento ocorreu em formato online e reuniu participantes de várias cidades do estado para debater saúde mental, organização do trabalho e as mudanças da NR-1. 
O levantamento revelou um cenário de atenção para a saúde mental da categoria, apontando a presença consistente de riscos psicossociais no cotidiano profissional, especialmente relacionados à pressão por metas, excesso de trabalho, conflitos interpessoais, falhas de comunicação e sensação de falta de reconhecimento. 
Segundo o relatório apresentado, os riscos não aparecem de forma isolada, mas como resultado da combinação entre jornadas intensas, exigências de produtividade, responsabilidades elevadas e práticas organizacionais que impactam diretamente o bem-estar dos trabalhadores. 
A pesquisa contou com trabalhadores de diversos municípios gaúchos, com maior concentração na Região Metropolitana de Porto Alegre, abrangendo diferentes setores da atividade contábil, especialmente os departamentos pessoal, fiscal e contábil. 
Um dos pontos de maior destaque foi o setor de Departamento Pessoal, identificado como um dos mais expostos aos riscos psicossociais devido à combinação de prazos legais rígidos, múltiplas demandas simultâneas e necessidade constante de mediação de conflitos. 
O estudo também apontou que trabalhadores de cargos técnicos e operacionais — como analistas, assistentes e auxiliares — estão mais vulneráveis ao desgaste emocional e à pressão organizacional. 
Entre os fatores considerados mais preocupantes, a pesquisa destacou o tópico “Reconhecimento e Recompensas”, classificado em alguns setores como de gravidade alta. Muitos trabalhadores relataram perceber um descompasso entre o esforço realizado, a responsabilidade assumida e o retorno recebido, seja em valorização, oportunidades ou reconhecimento profissional. 
Outro dado relevante apresentado durante o evento foi o impacto direto da sobrecarga de trabalho na saúde física e emocional dos profissionais. O relatório aponta sintomas recorrentes de ansiedade, exaustão e insônia associados ao excesso de demandas e à dificuldade de recuperação emocional. 
As falhas de comunicação e os conflitos interpessoais também apareceram entre os principais fatores de risco. O estudo identificou que informações desencontradas, ausência de espaços de diálogo e problemas de comunicação interna contribuem para aumento do retrabalho, insegurança e desgaste emocional. 
Outro aspecto debatido durante a apresentação foi o impacto do trabalho na vida pessoal dos trabalhadores. Segundo a pesquisa, muitos participantes afirmaram que o estresse profissional interfere diretamente nas relações familiares, no descanso e na qualidade de vida, demonstrando que os efeitos dos riscos psicossociais ultrapassam o ambiente de trabalho. 
O relatório também reforçou a importância das recentes alterações da NR-1, que passaram a reconhecer oficialmente os riscos psicossociais como parte da gestão de riscos ocupacionais, ampliando a responsabilidade das empresas na identificação, prevenção e enfrentamento desses problemas. 
Durante a atividade, foram apresentadas recomendações para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis, incluindo melhoria da comunicação interna, fortalecimento de políticas de reconhecimento, criação de canais seguros de escuta, suporte psicológico, gestão mais humanizada e medidas de equilíbrio entre vida pessoal e profissional.  
Na conclusão do estudo, o diagnóstico aponta que a saúde mental deve ocupar papel central nas decisões organizacionais, destacando que a prevenção dos riscos psicossociais exige compromisso institucional, diálogo e responsabilidade coletiva.