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Comissão bipartite de Empregados e Empregadores chegam ao consenso sobre portaria que regulamenta trabalho aos feriados no setor do comércio e serviços

Foi entregue hoje a proposta consensuada entre bancada dos Trabalhadores e Empregadores de nova portaria em substituição a portaria 3665 que vigora desde o dia 01 deste mês de junho e regulamenta o trabalho aos feriados no setor de comércio, serviços e turismo.

Foram várias rodadas de negociações para construção do acordo, que segundo o ministro Luiz Marinho, será encaminhado à CONJUR para análise jurídica e agendada sua publicação para o próximo dia 07 de julho, com a representação das bancadas acordantes.

Na  opinião do vice presidente da CNTC e presidente da FECOSUL, Guiomar Vidor, este acordo põe fim a uma polêmica sobre o tema da abertura do setor do comércio e serviços aos feriados, buscando um equilíbrio que garanta o funcionamento de setores imprescindíveis, os direitos dos trabalhadores, a segurança jurídica e o atendimento às necessidades básicas da população.

Para Vidor, o consenso construído nesta comissão bipartite, demonstra que através do diálogo podemos construir soluções mais equilibradas e duradouras, como foram as mesas que consolidaram a redação da Lei 10.101, art.6º  e da Lei 12.790 que regulamentou a profissão de comerciário.

Imagem: Renata Bispo

Na foto, da esquerda para direita, Ivo Dall’ Acqua, Presidente da Comissão de Negociação Coletiva da CNC e Presidente da FECOMÉRCIO SP, Luiz Marinho, Ministro do Trabalho, Guiomar Vidor, Vice presidente da CNTC e presidente da FECOSUL e Marcos Perioto, Secretário de Relações do Trabalho do MTE.

Texto: Guiomar Vidor

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Presidente da Fecosul reúne-se com Paulo Paim para discutir avanço da PEC da jornada de 40 horas e fim da escala 6×1

Brasília – O presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecosul), Guiomar Vidor, participou de uma reunião no Senado Federal com o senador Paulo Paim para debater estratégias visando o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas e o fim da escala 6×1.

O encontro ocorreu em Brasília e teve como foco a construção de caminhos para destravar a tramitação da proposta no Congresso Nacional. Durante a reunião, foram discutidas ações de mobilização social e articulação política junto aos parlamentares, com o objetivo de ampliar o apoio à matéria e acelerar sua apreciação pelo Senado.

Segundo Guiomar Vidor, a redução da jornada de trabalho sem redução salarial representa uma demanda histórica da classe trabalhadora brasileira e uma medida capaz de promover mais qualidade de vida, geração de empregos e equilíbrio entre trabalho, família e lazer.

Além da atuação institucional no Congresso, o movimento em defesa da PEC seguirá promovendo mobilizações em todo o país. Entre as próximas atividades está o dia nacional de protestos marcado para 30 de junho, quando trabalhadores e entidades sindicais realizarão manifestações em diversas cidades brasileiras para pressionar pela votação da proposta.

Também está prevista para o dia 1º de julho uma audiência pública no Senado Federal para debater os impactos da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1. Na mesma data, representantes dos trabalhadores deverão ser recebidos pela presidência do Senado para apresentar argumentos e contribuir na construção de alternativas que viabilizem o avanço da pauta.

A reunião entre Guiomar Vidor e Paulo Paim reforça a articulação entre o movimento sindical e parlamentares comprometidos com a defesa dos direitos dos trabalhadores, em um momento considerado decisivo para o futuro da proposta no Congresso Nacional.

Matéria: Daiana Correia

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Encontro das centrais sindicais destaca a importância da unidade para as eleições de 2026

A CTB-RS e as demais centrais sindicais realizaram, nesta segunda-feira, na sede da FECOSUL, em Porto Alegre, um importante encontro para debater a conjuntura política brasileira e os desafios da classe trabalhadora. A atividade contou com a participação dos pré-candidatos ao Senado Paulo Pimenta e Manuela D’Ávila, que dialogaram com dirigentes sindicais sobre o cenário nacional e a importância da unidade das forças democráticas e populares.

Durante o encontro, foram debatidos temas relacionados à defesa da democracia, à valorização do trabalho, ao desenvolvimento do país e ao fortalecimento da organização dos trabalhadores. Os participantes destacaram que a união entre as centrais sindicais, os movimentos sociais e as forças progressistas será fundamental para enfrentar os desafios políticos dos próximos anos e contribuir para a continuidade do projeto liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os pré-candidatos Paulo Pimenta e Manuela D’Ávila enfatizaram a necessidade de ampliar o diálogo com a sociedade, fortalecer a mobilização popular e construir uma ampla frente capaz de defender os interesses do povo brasileiro, combater as desigualdades e promover o desenvolvimento com inclusão social.

O presidente da CTB-RS, Rodrigo Callais, ressaltou o papel estratégico do movimento sindical nesse processo e a importância das próximas eleições para a consolidação de um projeto comprometido com os trabalhadores.

“A classe trabalhadora tem um papel decisivo na construção do futuro do Brasil. Precisamos fortalecer a unidade das centrais sindicais, dos movimentos populares e das forças democráticas para ajudar o presidente Lula a seguir avançando nas transformações que o país necessita. Somente com organização, mobilização e unidade conseguiremos vencer os desafios e ampliar as conquistas para os trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou Callais.

Ao final da atividade, a CTB e as demais centrais sindicais reafirmaram o compromisso de seguir construindo ações conjuntas em defesa da democracia, dos direitos da classe trabalhadora e da unidade política necessária para fortalecer o campo progressista. As lideranças presentes também destacaram a importância de ampliar a representação popular nas eleições de 2026, fortalecendo as candidaturas de Paulo Pimenta e Manuela D’Ávila ao Senado, bem como a chapa formada por Juliana Brizola e Edegar Pretto ao Governo do Rio Grande do Sul.

Matéria: Daiana Correia

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Mobilização em Taquara reforça luta pelo fim da escala 6×1 e por negociação coletiva

Na manhã desta quinta-feira (19), a FECOSUL, a CTB e sindicatos da região realizaram uma caminhada pelas ruas de Taquara em defesa do fim da escala 6×1 e pela retomada das negociações coletivas com o Sindilojas.

A mobilização reuniu dirigentes sindicais, trabalhadores e apoiadores da campanha que busca garantir melhores condições de trabalho, mais qualidade de vida e avanços nos direitos da categoria comerciária. Durante o percurso, os participantes dialogaram com a população e reforçaram a importância da redução da jornada de trabalho sem redução salarial.

Além da luta pelo fim da escala 6×1, as entidades denunciaram a falta de avanços nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho. Segundo os sindicatos, há dois anos a categoria não consegue negociar e renovar sua Convenção Coletiva, situação que tem impedido a discussão de cláusulas econômicas e sociais importantes para os trabalhadores.

O ato teve como destino a sede do Sindilojas, onde os manifestantes pretendiam entregar suas reivindicações e cobrar a retomada das negociações. No entanto, ao chegarem ao local, encontraram a entidade patronal fechada. Segundo relatos, funcionários do sindicato patronal teriam sido dispensados após tomarem conhecimento da realização da caminhada.

Para as lideranças sindicais, a ausência de representantes do Sindilojas reforça a necessidade de ampliar a mobilização e pressionar pela reabertura do diálogo. As entidades destacaram que a negociação coletiva é um instrumento fundamental para garantir direitos, valorizar os trabalhadores e promover relações de trabalho mais equilibradas.

A FECOSUL, a CTB e os sindicatos participantes reafirmaram que seguirão mobilizados pela valorização dos comerciários, pelo fim da escala 6×1 e pela retomada imediata das negociações da Convenção Coletiva de Trabalho, que permanecem paralisadas há dois anos.

“Não é aceitável que a categoria permaneça há dois anos sem a renovação da Convenção Coletiva. Seguiremos mobilizados por diálogo, respeito aos trabalhadores e avanços concretos para os comerciários e comerciárias”, destacaram as entidades organizadoras do ato.

Matéria: Daiana Correia

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Presidente da FECOSUL e vice-presidente da CTB/RS, Guiomar Vidor debate conjuntura política e o fim da escala 6×1 com sindicatos de Bagé

Na última sexta-feira, 12 de junho, na sede do STI Alimentação de Bagé, o presidente da FECOSUL e vice-presidente da CTB, Guiomar Vidor, juntamente com o presidente da entidade, Luiz Cabral, debateu com representantes de diversas entidades e categorias profissionais — como alimentação, comerciários, bancários, saúde e assalariados rurais, entre outras — a situação política e econômica do país e seus reflexos nas relações de trabalho e na negociação coletiva.

O dirigente ressaltou a importância de o movimento sindical se posicionar diante da atual disputa eleitoral em curso, com o objetivo de evitar uma vitória da extrema direita e trabalhar pela reeleição do presidente Lula.

Em sua fala, Vidor afirmou que o país já experimentou o amargo retrocesso político e social representado pelos governos Temer e Bolsonaro, período em que ocorreu, segundo ele, a maior regressão civilizatória da história do Brasil. Destacou ainda a reforma trabalhista, que retirou mais de 100 direitos previstos na CLT, e a reforma da Previdência, que praticamente inviabilizou o acesso a uma aposentadoria digna, além de enfraquecer a Justiça do Trabalho e os sindicatos.

Outro tema abordado pelo dirigente foi a luta pelo fim da escala 6×1. Segundo ele, essa mobilização teve como protagonista a deputada Daiana Santos (PCdoB), que, por meio do PL 65, abriu caminho para a adoção da escala 5×2 e para a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Com base nessa proposta, o governo Lula encaminhou o PL 1.838/26, em regime de urgência, o que possibilitou o avanço da tramitação e a aprovação do projeto na Câmara dos Deputados por ampla maioria: 472 votos favoráveis e 22 contrários. De acordo com Vidor, esse resultado só foi possível graças ao apoio do governo, à mobilização dos sindicatos e ao respaldo de mais de 73% da população.

AGORA A LUTA É NO SENADO

Segundo Vidor, a tramitação no Senado é mais complexa, por se tratar de uma Casa menor e mais conservadora. Por isso, é necessário intensificar a mobilização, reforçando a pressão nas redes sociais e nas ruas para que o projeto seja pautado e votado antes do recesso parlamentar.

Os setores patronais, segundo o dirigente, estão pressionando contra a aprovação da proposta e tentando reverter a conquista obtida na Câmara. Para isso, teriam apresentado, por intermédio dos senadores Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro, ambos do PL, uma PEC que institui uma escala 7×0 e jornadas de até 52 horas semanais, sob o argumento da livre negociação.

Vidor informou ainda que, na próxima semana, dia 18, será realizada uma grande plenária das centrais sindicais para organizar uma ampla mobilização no Estado e preparar a participação na audiência pública no Senado, prevista para ocorrer em 1º de julho.

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FECOSUL manifesta solidariedade a desembargadores do TRT-4

A Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (FECOSUL) manifestou solidariedade aos desembargadores Brígida Joaquina Charão Barcelos e Marcelo José Ferlin D’Ambroso, do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), diante do pedido de abertura de procedimento correicional contra os magistrados junto à Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) e à Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho.

Para a FECOSUL, a independência funcional da magistratura é um dos pilares fundamentais do Estado Democrático de Direito, sendo indispensável para assegurar o acesso à Justiça e a efetiva proteção dos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores. A entidade demonstra preocupação com a possibilidade de responsabilização disciplinar de magistrados em razão de decisões judiciais e votos proferidos no exercício regular de suas funções.

A Federação ressalta que divergências sobre a interpretação e a aplicação da legislação trabalhista, especialmente após as alterações promovidas pela Reforma Trabalhista de 2017, devem ser debatidas e solucionadas no âmbito dos processos judiciais e das instâncias recursais competentes, preservando-se a autonomia dos magistrados e o devido processo legal.

A FECOSUL também destaca a trajetória dos desembargadores Brígida Charão Barcelos e Marcelo D’Ambroso, reconhecidos pelo compromisso com a Justiça do Trabalho, pela atenção às demandas da sociedade e pela atuação pautada nos princípios constitucionais e nas normas internacionais de proteção ao trabalho.

Ao reafirmar sua confiança no trabalho sério, técnico e comprometido dos magistrados, a FECOSUL defende a preservação da independência judicial como elemento essencial para a democracia e para a garantia dos direitos da classe trabalhadora. A entidade alerta, ainda, para os riscos da utilização de mecanismos disciplinares como forma de enfrentar legítimas divergências jurídicas, especialmente em um cenário de constantes desafios à proteção dos direitos trabalhistas.

Leia na íntegra a nota de solidariedade:

EDITAL

EDITAL

EXTRATO DE CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO – 2025

A FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE BENS E DE SERVIÇOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – FECOSUL, entidade sindical de 2º grau, CNPJ 92.832.690/0001-63, com sede na Rua dos Andradas, nº 943/701, Centro, Porto Alegre/RS, vem tornar público para todos os empregados no comércio das respectivas categorias profissionais, na área de abrangência dos municípios inorganizados sindicalmente o extrato da CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO firmada com o SINDICATO DO COMERCIO VAREJISTA DE SOBRADINHO (MR028587/2026– 2025/2026 para as cidades de Barros Cassal/RS, Estrela Velha/RS, Lagoa Bonita do Sul/RS e Passa Sete/RS), com data base em 1º MARÇO. Nelas estão definidas, dentre outras, as cláusulas de Reajuste geral dos salários; Pisos; Quinquênios; Auxílio creche; e Contribuição negocial, sendo esta com direito de oposição às contribuições aprovadas na Assembleia Geral da Categoria e estabelecidas no respectivo instrumento Coletivo, sendo manifestado individualmente, por documento escrito, com identificação legível do nome do empregado, n° de CPF do empregado e CNPJ do empregador, sendo entregue pelo interessado e assinado na sede da FEDERAÇÃO, na Rua dos Andradas, n° 943, 7° andar, Centro Histórico, Porto Alegrete/RS, das 8 horas e 30 minutos às 17 horas de segunda a sexta-feira, e no prazo de até 10 (dez) dias, a contar da publicação do presente edital, nos termos da Convenção Coletiva aqui identificada. Não havendo sede da entidade na cidade onde o empregado presta serviço a carta individual poderá ser remetida pelos correios no mesmo prazo, por meio de carta registrada com aviso de recebimento, para o Rua dos Andradas, n° 943, 7° andar, Centro Histórico, Porto Alegre/RS – CEP 90.020-005, no prazo de até 10 (dez) dias, a contar da publicação do presente edital, nos termos da Convenção Coletiva aqui identificada, cuja íntegra poderá ser acessada no site www.fecosul.com.br.    

Porto Alegre/RS, 11 de junho de 2026.

GUIOMAR VIDOR

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Diretoria Plena da CTB reúne sindicatos e recebe pré-candidato ao Senado Paulo Pimenta em Porto Alegre

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio Grande do Sul (CTB-RS) realizou, no dia 8 de junho, sua reunião da Diretoria Plena no auditório da Fecosul, em Porto Alegre. O encontro reuniu dirigentes sindicais de diversas categorias e regiões do Estado para debater a conjuntura política, os desafios da classe trabalhadora e as perspectivas para as eleições de 2026.

A atividade contou com a participação do pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, que dialogou com os dirigentes sindicais sobre o cenário político nacional e estadual. Em sua fala, destacou a importância da unidade das forças progressistas diante dos desafios políticos atuais e defendeu a construção de uma ampla frente para enfrentar o avanço da extrema direita. Segundo ele, a aliança formada por oito partidos no Rio Grande do Sul fortalece as condições para a disputa eleitoral e para a retomada de um projeto democrático e popular no Estado.

Pimenta convidou a CTB a integrar a coordenação executiva de sua pré-campanha ao Senado, solicitando a indicação de um representante da Central para compor a comissão que será formada a partir de sexta-feira. Ele ressaltou a importância da participação da CTB nesse processo e propôs uma atuação conjunta durante todo o período eleitoral.

O presidente da CTB-RS, Rodrigo Callais, afirmou que a construção da frente ampla representa uma vitória política que recoloca o campo progressista em condições de disputar o governo do Estado após mais de uma década de administrações de direita. Segundo ele, a unidade também deve se refletir na eleição para o Senado. “A vitória do presidente Lula em 2022 foi decisiva para interromper o avanço da extrema direita no país e recolocar na agenda nacional temas fundamentais para a classe trabalhadora, como a valorização do emprego, da negociação coletiva e da democracia. Para 2026, Lula seguirá tendo um papel central na mobilização das forças progressistas e na construção de um projeto capaz de vencer as eleições e aprofundar as mudanças que o Brasil precisa. Por isso, é fundamental fortalecer essa unidade também no Rio Grande do Sul e construir uma votação articulada para o Senado, apoiando as candidaturas de Paulo Pimenta e Manuela D’Ávila”, destacou.

Callais também ressaltou o papel dos sindicatos e das lideranças ligadas à central sindical na interiorização da campanha, citando os pré-candidatos a deputado federal Vicente Selistre (PSB), dirigente do Sindicato dos Sapateiros de Campo Bom, o deputado estadual Nilvo Riboldi (PCdoB), presidente do Sindicato dos Comerciários de Caxias do Sul, e a deputada federal, Daiana Santos (PcdoB), autora do projeto 67, que propõe o fim da escala 6×1.

Já o presidente da Fecosul e vice-presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, enfatizou a contribuição de Paulo Pimenta para a unidade das forças de centro-esquerda gaúchas. Para Guiomar, a articulação política construída nos últimos meses recolocou o campo progressista na disputa eleitoral e amplia as possibilidades de vitória em 2026. Ele também defendeu o fortalecimento das bancadas comprometidas com os trabalhadores para avançar em pautas como a redução da jornada de trabalho, a valorização do trabalho e o desenvolvimento nacional.

Durante a reunião, dirigentes sindicais reforçaram a necessidade de ampliar a mobilização em defesa dos direitos trabalhistas, da democracia e das pautas que impactam diretamente a vida da população gaúcha. Também foram debatidos temas como a redução da jornada de trabalho, o fortalecimento da organização sindical e a participação dos trabalhadores no processo eleitoral.

Representantes de diversos sindicatos presentes destacaram a importância da unidade do movimento sindical para enfrentar os desafios do próximo período, fortalecer as campanhas em defesa dos direitos da classe trabalhadora e ampliar a participação popular nas decisões políticas do país.

Ao final do encontro, a direção da CTB-RS entregou ao deputado Paulo Pimenta um documento com as pautas prioritárias da classe trabalhadora. Entre os pontos destacados estão o fim da escala 6×1, o combate à pejotização e à terceirização, a valorização da negociação coletiva, o fortalecimento da fiscalização das condições de trabalho e a revogação da reforma trabalhista de 2017. A Central defendeu que essas pautas sejam incorporadas ao debate político e às propostas voltadas ao desenvolvimento do país com geração de emprego, valorização do trabalho e justiça social.

Matéria: Daiana Correia

Imagens: Daiana Correia e Rafa Dotti

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Sindicomerciários defende fim da escala 6×1: “É uma demanda dos trabalhadores”

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Novo Hamburgo, que representa mais de 20 mil trabalhadores de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Ivoti e Dois Irmãos, defende o fim da escala 6×1 e acredita que a mudança pode trazer benefícios para a saúde física e mental dos trabalhadores, além de melhorar a qualidade de vida e a produtividade no ambiente de trabalho.

A posição foi apresentada pela presidente da entidade, Maria Cristina Silva Mendes, em entrevista ao DuduNews. O posicionamento surge como contraponto à  carta divulgada por entidades empresariais da região, que manifestaram preocupação com os possíveis impactos econômicos da proposta aprovada em segundo turno pela Câmara dos Deputados.

Para a dirigente sindical, muitas pessoas ainda não compreendem os impactos da escala 6×1 na rotina de quem trabalha no comércio e em serviços. Ela destaca que diversos trabalhadores têm apenas um dia de descanso por semana e, frequentemente, esse dia não coincide com o período de folga de familiares.

Segundo ela, a defesa da redução da jornada é uma reivindicação antiga dos trabalhadores, que ganhou força nacional em 2023 com o movimento Vida Além do Trabalho (VAT). “Não é uma demanda política, é uma demanda dos trabalhadores”, destaca.

Saúde mental e esgotamento

Entre os principais argumentos apresentados pelo sindicato está a preocupação com a saúde mental dos trabalhadores. Segundo Mendes, jornadas extensas e poucos períodos de descanso contribuem para o aumento de casos de estresse e burnout. “Não é por acaso que o Brasil ocupa uma das primeiras posições nos índices de burnout. As pessoas estão sendo cobradas cada vez mais e têm menos tempo para cuidar da própria saúde”, afirma.

A dirigente acredita que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode ajudar a diminuir o desgaste físico e emocional dos trabalhadores.

Setor de farmácias é apontado como exemplo

O Sindicomerciários representa setores diversos do comércio, como gêneros alimentícios, varejo, autopeças, funerárias e farmácias. Com um “guarda-chuva” grande de empregados, as jornadas de trabalho diferem em cada setor, que tem sido um dos pontos discutidos dentro da PEC.

Mendes cita como exemplo a realidade de trabalhadores de farmácias, supermercados e lojas de shopping. Segundo ela, nesses setores é comum que funcionários trabalhem domingos e feriados consecutivos.

Ela relata que já foram encaminhadas denúncias ao Ministério Público do Trabalho envolvendo trabalhadoras que atuaram em datas como Natal e Ano Novo, recebendo apenas as folgas compensatórias previstas em lei. “Às vezes a empresa não está fazendo nada ilegal, mas está fazendo algo desumano. A legislação permite, mas isso não significa que seja saudável para quem trabalha”, afirma.

Livre negociação

Um dos pontos defendidos pelas entidades empresariais é a livre negociação entre patrões e empregados. Para o sindicato, porém, não existe equilíbrio nessa relação. Segundo Mendes, os trabalhadores possuem menor poder de negociação, especialmente em categorias sem estabilidade no emprego.

Ela afirma que o receio de demissões dificulta até mesmo a realização de greves e mobilizações. “Dizer que existe equilíbrio entre capital e trabalho é equivocado. O empregador sempre terá mais força na negociação”, argumenta.

Sindicato vê oportunidade

Enquanto entidades patronais alertam para riscos de desemprego, fechamento de empresas e aumento de custos, o sindicato avalia que a mudança pode gerar efeitos positivos no longo prazo.

A presidente acredita que trabalhadores mais descansados tendem a produzir melhor, além de terem mais tempo para estudar, se qualificar e consumir. “Esses trabalhadores também são consumidores. Com mais tempo livre, eles poderão movimentar a economia e melhorar sua qualidade de vida”, afirma.

A dirigente ainda cita estudos realizados após a redução da jornada de 48 para 44 horas semanais, na Constituição de 1988, que apontaram ganhos de produtividade sem os impactos negativos previstos à época.

Mais tempo para viver

Para o sindicato, o principal benefício da mudança seria permitir que os trabalhadores tenham mais tempo para a família, para a qualificação profissional, para o lazer e para os cuidados com a própria saúde. “Eu só vejo coisas boas. Daqui a alguns anos, acredito que vamos olhar para trás e perceber que essa mudança melhorou a vida dos trabalhadores e da sociedade como um todo”, conclui Cristina.

Foto da capa: Divulgação/Sindicomércios

Matéria: Dudunews.com.br

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Sindicomerciários inaugura nova subsede em Teutônia e amplia atendimento à categoria

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Taquari e Região (Sindicomerciários) realizou, na manhã desta terça-feira, a cerimônia de inauguração da nova subsede da entidade em Teutônia. O evento reuniu dirigentes sindicais, autoridades, representantes de entidades parceiras, trabalhadores e membros da comunidade.

A nova estrutura foi criada com o objetivo de fortalecer a presença do sindicato na região, proporcionando mais comodidade, acolhimento e acesso aos serviços oferecidos aos comerciários e comerciárias. O espaço também representa um importante investimento na ampliação do atendimento sindical e na defesa dos direitos da categoria.

Durante a solenidade, lideranças destacaram a importância da nova subsede para aproximar ainda mais o sindicato dos trabalhadores, fortalecendo a organização sindical e a luta por melhores condições de trabalho, valorização profissional e garantia de direitos.

Durante a inauguração da nova subsede do Sindicato dos Empregados no Comércio de Taquari e Região, diversas lideranças destacaram a importância da conquista para os trabalhadores e para a comunidade.

O presidente do Sindicato, Vitor Espinoza, ressaltou que a nova subsede representa o compromisso da entidade com a categoria. “Essa sede é resultado do trabalho do Sindicato e da confiança dos trabalhadores. É mais uma etapa para fortalecer nossa estrutura e oferecer um atendimento cada vez melhor aos comerciários”, destacou.

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, destacou o trabalho desenvolvido pela entidade e afirmou que a atuação do Sindicato de Taquari e Região deve servir de exemplo. Segundo ele, mesmo diante dos desafios impostos pelas reformas trabalhista e previdenciária, a entidade manteve sua capacidade de organização e crescimento graças ao trabalho de base e à confiança dos trabalhadores.

Já o presidente da CTB/RS, Rodrigo Calais, parabenizou a direção da entidade pela nova estrutura e reforçou a necessidade de fortalecer o movimento sindical. Para ele, a valorização do trabalho passa pela construção de um projeto nacional de desenvolvimento, com sindicatos fortes, melhores condições de trabalho e avanços como a aprovação do fim da escala 6×1 e da jornada semanal de 40 horas.

Além da cerimônia oficial, os visitantes puderam conhecer as novas instalações e acompanhar as atividades promovidas ao longo do dia. A inauguração marca um novo momento para a entidade, reafirmando seu compromisso com os comerciários da região e com o fortalecimento da representação sindical.

A nova subsede passa a ser mais um ponto de referência para os trabalhadores do comércio, oferecendo atendimento, orientação e suporte às demandas da categoria em Teutônia e municípios próximos.