Neste dia 1 de maio, dia internacional do trabalhador e da trabalhadora, as centrais sindicais e movimentos sociais estão propondo ato online, que começa a partir das 9h30 e será transmitido ao vivo pela página no Facebook da Rede Soberania (https://www.facebook.com/redesoberania/) e que tem como objetivo despertar a classe trabalhadora sobre a importância das entidades sindicais em situações como a que estamos vivendo.

Guiomar Vidor, presidente da CTB-RS, diz-se chocado com as cenas de trabalhadores coagidos pelos seus patrões a ficarem de joelhos em frente aos estabelecimentos comerciais, orando pela manutenção de seus empregos e pelo afrouxamento das medidas de proteção a sua própria saúde. “Esse ato desumano, que remete aos tempos de escravidão, foi registrado nas redes sociais pelo Sindicato dos Comerciários de Campina Grande/PB, filiado à CTB e dirigido pelo companheiro José Nascimento Coelho”, destacou o presidente.

Ainda segundo Vidor, situações parecidas com essa ocorrem cotidianamente, só que de forma velada, na chamada “livre negociação” entre patrões e empregados, após a aprovação da reforma trabalhista a das últimas Medidas Provisórias de Bolsonaro. “E é por isso que precisamos, mais do que nunca, conversar com os trabalhadores e irmos encontrando alternativas para lutar pelo emprego, mas também pela vida”, sugere Vidor.

Sobre o ato online


O ato estadual unificado das centrais e movimentos sociais ocorrerá das 9h30 às 11h30 e terá a participação dos partidos políticos do campo popular, estando confirmadas as participações de Olívio Dutra, do Senador Paulo Paim, de Manuela D’Ávila, Juliana Brizola, dentre outras importantes lideranças. Será um ato de curta duração, com breves mensagens à classe trabalhadora, intercaladas com apresentações musicais de Lili Fernandes e Nei Lisboa e de poesia com Jussara Cony.

“Este é o primeiro de maio do desemprego em escala nunca vista, das ruas desertas, das panelas vazias, do auxílio emergencial que não chega para todos. O primeiro de maio de uma doença que atinge todos indistintamente, mas de consequências seletivas, matando mais os idosos e os pobres. Porém, é um dia normal de trabalho das mulheres e homens dos serviços essenciais como os da saúde, do transporte público e rodoviário, da telefonia, da limpeza pública, do tele-atendimento e do comércio de alimentos. Será o primeiro de maio do grito das janelas e das panelas em defesa da vida, da dignidade e urgência de uma renda mínima, da manutenção do emprego, e da democracia”, resume Guiomar Vidor.