"O momento político que o Brasil atravessa exige vigilância permanente da classe trabalhadora", destacou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, durante participação na reunião com lideranças sindicais de diversas categorias de trabalhadores, do campo e da cidade, realizada pela Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB-RS), nesta segunda-feira (26), no auditório da Faculdade Monteiro Lobato, em Porto Alegre, que também contou com a participação da diretoria plena da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB-RS), conselho fiscal, coordenadores regionais e convidados, para buscar alternativas contra a aplicação da reforma Trabalhista e futura votação da reforma da Previdência.

"Os sindicatos não são somente instrumentos de representação da classe trabalhadora, são sobretudo um instrumento de voz para a sociedade", afirmou o procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT), Dr. Rogério Fleischmann, que integrou o time de convidados. Na oportunidade, o procurador apresentou painel sobre "A defesa da liberdade e sobre a organização sindical na atualidade" e destacou que 'pressão' e 'unidade' deverão ser o tom para a organização sindical nesta etapa. "O lugar do sindicato, necessariamente, é estar perto do trabalhador, ouvi-lo e representá-lo. Ao sindicato cabe o papel de dar vazão às necessidades de sua base", indicou o procurador.

O evento ainda teve a presença do desembargador Marcelo José Ferlin D'Ambroso, do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), que, na ocasião, fez o lançamento do seu livro "Contribuição sindical como direito fundamental".

Ao dar as boas-vindas aos palestrantes, o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, lembrou que "a luta cobra de nós, classe trabalhadora, unidade e resistência. A ofensiva em curso não é somente contra o movimento sindical, ela é sobretudo contra um projeto que defende crescimento com valorização do trabalho. De modo que, nossa luta é ainda maior e ela passa pela defesa de um novo projeto nacional de valorize a força motriz do nosso país: a classe trabalhadora".

Custeio Sindical

Ao debater "a defesa da liberdade e sobre a organização sindical na atualidade", o desembargador Marcelo José Ferlin D'Ambroso, do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), indicou caminhos para discutir as alternativas de resistências à Lei 13.467, reforma Trabalhista.

"Está claro que o objetivo da reforma trabalhista é quebrar o movimento sindical, destruindo o espaço de resistência da classe trabalhadora, que é quem produz a riqueza deste país", alertou o desembargador.