O Tribunal Regional Federal da 4ª Região que se localiza em Porto Alegre marcou para 24 de janeiro o julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula sobre o caso do tríplex. O caso está sendo julgado em tempo recorde e configura perseguição política com o intuito de impedir a candidatura de Lula em 2018.

Resistir e lutar em defesa da democracia e pelo Estado Democrático de Direito é o que precisamos continuar fazendo, ocupar as ruas e dialogar cada vez mais com o povo, para que juntas (os) possamos atravessar este período de barbárie, acirramento da luta de classes e retirada de direitos.

O plano estratégico em curso, depois de afastar Dilma da Presidência da República, retira os direitos dos trabalhadores(as), ameaça a previdência pública, privatiza a Petrobras, a Eletrobrás e os bancos públicos, além de abandonar a política externa que visava fortalecer as relações entre países em desenvolvimento.

A reforma trabalhista e o teto de gastos não atraíram os investimentos externos prometidos, que poderiam sustentar a campanha em 2018 de um governo alinhado ao neoliberalismo.

Diante de tantos ataques aos trabalhadores(as), de entrega do patrimônio público e escândalos de corrupção em que estão envolvidos Ministros e Partidos do governo Golpista de Temer - (P) MDB, o presidente tem apenas 3% de aprovação. Um governo sem legitimidade e sem candidatura entre os partidos dos golpistas tenta de todas as formas inviabilizar​ a presença de Lula nas eleições.

Por isso, para impedir a candidatura do Lula vale tudo: condenação no tribunal de Porto Alegre, instituição do semiparlamentarismo e até adiar as eleições. Nenhuma das alternativas elencadas estão fora de cogitação. Compõem o arsenal de maldades de forças políticas que não prezam a democracia.

Foi lançada nesta segunda-feira, em São Paulo, a campanha "Cadê a prova?", iniciativa de sindicalistas e representantes de movimentos sociais para denunciar a perseguição judicial sofrida pelo ex-presidente Lula, condenado pelo juiz da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, Sérgio Moro.

No RS entendemos ser importante aderir a Campanha "Cadê a Prova? Porque esta tem por objetivo dialogar e esclarecer o que está por traz da campanha liderada pela grande mídia em torno do julgamento do ex-presidente que consideramos uma fraude e sua condenação é parte do golpe contra a democracia e os direitos da classe trabalhadora no Brasil.

Assinam esta nota:
CTB
CUT
Intersindical
Nova Central
UGT
Simpa
UBM
MTST
Marcha Mundial de Mulheres
Unegro
Nuances – Grupo pela Livre Expressão Sexual
UNALGBT
Coletivo da Parada de Luta LGBTI de Porto Alegre
Grupo Desobedeça LGBT
Outravisão LGBT
UNE
UBES
UJS
DCE UFRGS
UEE Livre
DCE ULBRA
CONAM
UAMPA
FEGAM
Frente Povo Sem Medo