Na manhã desta quarta-feira, na sede da Fecosul (Federação dos Comerciários do RS), em Porto Alegre, representantes estaduais das centrais sindicais e movimentos sociais estiveram reunidos para fazer avaliação do #OcupaBrasília, que levou mais de 200 mil trabalhadores para caminhada na capital federal, no dia 24 de maio.

"O #OcupaBrasília foi muito positivo junto à sociedade, mesmo com a ação de alguns provocadores e infiltrados, que resultou em confronto entre eles e a polícia. O movimento teve público além do esperado e pressionou a base aliada do governo, que se esvazia - dia após dia", afirmou Vidor.

Na reunião, os sindicalistas também destacaram a importância da unidade das centrais neste momento e falaram da boa repercussão internacional que teve o movimento, o que pressionou a mídia nacional e garantiu que a mesma não conseguisse esconder a grande aderência de público ao ato e, por consequência, o aumento da insatisfação dos trabalhadores com o governo Temer e suas propostas de reforma.


GREVE GERAL

Foi unanimidade entre as centrais a continuidade do processo de mobilização e conscientização da população, com distribuição de materiais. Também foi pautada a necessidade de seguir com os atos em aeroportos e as atividades nos municípios que são base eleitoral dos deputados e senadores favoráveis às reformas propostas pelo governo e contra os trabalhadores.

Ainda, ficou pactuada a organização de uma greve geral, ainda maior que a do dia 24 de abril, a ser realizada na última semana do mês de junho, a depender da agenda de votações na Câmara e no Senado.

Antes da greve geral, estão previstas, até o momento, duas atividades de rua: um ato no dia 1º de junho na Esquina Democrática e a participação das centrais na atividade proposta pela Cultura na Redenção, no dia 11 deste mês.

Texto: Juliana Ramiro – Assessoria de Comunicação - Fecosul