CTB havia pedido 8,12% de aumento; Sindicalistas vão buscar aprovação de emenda para que reajuste seja superior ao apresentado pelo governo

As centrais sindicais consideram insuficiente o reajuste de 4,5% proposto para o salário mínimo regional em 2020. Em janeiro, representantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) entregaram ao governo do Estado um pedido de 8,12% de aumento. A proposta de reajuste, que baliza os vencimentos de 1,5 milhão de trabalhadores, foi protocolada nessa terça-feira pelo governador Eduardo Leite na Assembleia Legislativa.

De acordo com o presidente da CTB/RS, Guiomar Vidor, o índice proposto pelo Executivo não atende a expectativa dos trabalhadores e sequer repassa o que foi dado ao mínimo nacional. “Nós consideramos que esse reajuste que o governo encaminhou é insuficiente diante do levantamento feito pelo Dieese, CTB e demais sindicais. Nós apontamos um reajuste necessário de 8,12% para que o salário mínimo regional mantivesse o poder de compra quando foi criado. Nós apresentamos os dados que fundamentam a necessidade desse reajuste, mas infelizmente mais uma vez o reajuste mínimo regional tem sido inferior ao concedido, inclusive, para o salário mínimo nacional”, afirma.

Conforme o pedido da CTB, o índice solicitado tinha por base os 4,71% de reajuste concedido ao salário mínimo nacional, com base na inflação medida pelo INPC de 2019, e mais 3,26% correspondentes à reposição das perdas sofridas nos últimos três anos, conforme o Dieese.

Em caso de aprovação do projeto de Lei 35/20, o piso estadual, com cinco faixas, sobe para valores entre R$ 1.292,82 e R$ 1.638,36. O reajuste é retroativo a 1° de fevereiro, data-base do benefício.

A CTB, juntamente com as demais centrais sindicais, procurará construir uma emenda junto às bancadas na Assembleia Legislativa para que seja garantido um reajuste superior ao mínimo. O projeto entra em período de pauta e segue para análise das comissões técnicas da Assembleia para, depois, ser votado em plenário.

“Nós já solicitamos audiência com a presidência da Assembleia Legislativa e nós estamos solicitando reuniões com os líderes das bancadas. Pensamos nós, a nível das centrais sindicais, que deveremos estar construindo juntamente com os líderes das bancadas alguma emenda para que esse reajuste seja um reajuste superior a esse apresentado pelo governo do estado”, explica Guiomar Vidor.

O setor produtivo se mantém contra a existência do piso regional. Apenas cinco estados brasileiros mantêm essa política: Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Fonte: Rádio Guaíba