Jornal do Comércio, na sua edição de quinta-feira (29) denuncia manobra de deputados aliados ao governo com relação ao Salário Mínimo Regional. Na matéria, o jornalista Marcus Meneghetti relava os fatos:

“Depois que o reajuste do salário-mínimo regional entrou na pauta da Assembleia Legislativa, a base aliada do governo Eduardo Leite (PSDB) já retirou o quórum da sessão plenária virtual duas vezes e concordou com a suspensão das votações até a realização do primeiro turno das eleições municipais. Com isso, o projeto que reajusta em 4,5% o piso regional só deverá ser votado no dia 18 de novembro - três dias após a maioria dos municípios gaúchos terem escolhido seus prefeitos e vereadores - pelas regras eleitorais, apenas cinco cidades gaúchas podem ter segundo turno.”

De acordo com Guiomar Vidor, presidente da Fecosul e CTB-RS, a base do governo está tentando minimizar os impactos de uma decisão contra o piso e contra os trabalhadores nas eleições municipais.

“Precisamos aumentar a pressão sobre os deputados estaduais para garantir a aprovação imediata do Mínimo Regional. Não podemos aceitar que com um aumento na cesta básica acima de 20% não tenhamos ao menos a inflação de 4,5% repassada aos salários de mais de 1,3 milhão de trabalhadores gaúchos, que são os que menos ganham”, reafirmou Vidor.

O projeto de reajuste do Salário Mínimo Regional foi enviado pelo Palácio Piratini para a votação em fevereiro e até agora não foi votado na Assembleia Legislativa do Estado.