Sr. Governador Eduardo Leite!
Vacina para todas e todos Gaúchos, já!

A recente aprovação do projeto de lei que manteve as alíquotas do ICMS acima do percentual teve como justificativa, acordo e finalidade, entre outras coisas, o uso dos recursos para a compra de vacinas.

O Governador Eduardo Leite deveria de se diferenciar das práticas e atitudes do Governo Bolsonaro, cumprir seu compromisso com o Parlamento e, sobretudo, atender as reivindicações da sociedade gaúcha, dos trabalhadores, trabalhadoras e suas famílias.

Infelizmente o governador tem destratado os servidores públicos que estão à frente no combate da pandemia, já são mais de 6 (seis) anos de perdas salariais para grande parte daqueles que servem a sociedade gaúcha.

O governo gaúcho deveria chamar para si a responsabilidade para com a pandemia e não repassar para os municípios neste momento de agravamento, para não incorrer na mesma atitude que o governo federal faz ao repassar para os estados a maior responsabilidade de conter a pandemia!

O governo Bolsonaro que nega desde o início a pandemia não usou todo o orçamento de guerra para combater a pandemia, conforme o Tesouro Nacional em dezembro, só o Ministério da Cidadania, deixou de gastar R$ 8,3 bilhões.

O governador deveria ser mais contundente em cobrar estes recursos prometidos ao contrário de propor retirar mais direitos dos servidores e atendimento da população!

O alerta está aí em nossas portas, o povo está suplicando aos gestores soluções que tanto foram propagadas durante as campanhas eleitorais.
A necessidade de investimentos prioritários e urgentes na aquisição de vacinas, implementação de um programa de vacinação e mudanças no rumo político é para ontem, essa é a nossa prioridade urgentíssima e imediata, antes que só nos reste enterros sem funerais.

A crise econômica produzida pela política de Bolsonaro, o término do auxílio emergencial, o fim do programa de garantia do emprego e da renda através da MP 936 e a falta de perspectiva das populações, jogam todos nas mais perversas condições de trabalho e impossibilita uma das mais importantes medidas de prevenção, o isolamento social.

As centrais sindicais têm se empenhado na luta pela volta do auxílio emergencial como forma de assistência aos mais vulneráveis, o retorno da política de emprego e renda e aplicação imediata de vacinas, o mais rápido possível.

Para nós, a questão central é a defesa da Vida como direito maior da população e, portanto, a solução passa por usar o dinheiro extra arrecadado com o ICMS - e também de outras fontes - para aquisição e aplicação da Vacina.
Vidas importam. Vacina para todos e todas já!!


Nelcir André Varnier Guiomar Vidor
Presidente da CGTB Presidente da CTB