Por Guiomar Vidor*

Hoje, entra de fato em vigor a Nova Lei Trabalhista, n°13.467, que tem como objetivo desregulamentar as relações de trabalho no Brasil, favorecer o capital e, mais uma vez, jogar sobre os ombros dos trabalhadores o pagamento de uma crise pela qual não somos responsáveis. Sob os falsos argumentos de geração de empregos e de segurança jurídica, massificaram uma propaganda que, agora, revela-se mentirosa.

Foi uma reforma tramada pelas grandes corporações, entidades patronais e pelos setores conservadores da política brasileira. Tudo levado a cabo pela alma plutocrática do Governo Temer.

Acham que vão nos calar com o asfixiamento financeiro das entidades sindicais. Ao contrário, seremos implacáveis e combateremos sem tréguas, no campo político, denunciando esses que legislam de costas para o povo.

No campo jurídico, vamos questionar as inconstitucionalidades e incoerências da Lei. Resistiremos no dia a dia dos conflitos trabalhistas e com denúncias à OIT, que viu na implantação da reforma o ato de rasgar várias de suas convenções subscritas pelo Brasil.

Ainda, fortalecer e defender a ameaçada Justiça do Trabalho, hoje ameaçada pelos conservadores, é tarefa de todos os democratas. Por isso, o faremos.

Não aceitaremos que um governo e um congresso carentes de legitimidade, e colocados sob suspeição, façam mudanças tão perversas e que atinjam milhões de brasileiros, pais e mães de família, num momento tão difícil da vida nacional. Vamos resistir e combater a reforma trabalhista, bem como a da previdência que vem aí, sempre na perspectiva da construção de uma saída política, que acabe com esse ciclo letárgico e nos abra um novo horizonte, que tenha como premissas a retomada do desenvolvimento, da democracia, da soberania e da valorização do trabalho.

*Presidente da Fecosul e CTB-RS

Clique aqui e confira entrevista concedida por Guiomar Vidor à Rádio Gaúcha sobre a reforma trabalhista.