Recebimento de produtos ocorreu, durante a sexta-feira, no no Largo Zumbi dos Palmares

No aniversário de Porto Alegre, que completa 249 anos nesta sexta-feira, as centrais sindicais e o os movimentos sociais realizaram um drive-thru contra a fome. A ação arrecadou alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa foi realizada no Largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa.

A vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/RS), Silvana Conti, disse que a ação de solidariedade foi realizada para abraçar a cidade. "Queremos abraçar Porto Alegre porque se a nossa Capital tivesse emprego, alimentação, auxílio emergencial de R$ 600,00 e vacinas, a gente não precisaria ter uma ação de solidariedade de arrecadação de alimentos feita pela sociedade", ressaltou. Segundo Silvana Conti, a intenção com a realização do evento é que as cestas de alimentos cheguem na mesa das famílias que estão passando fome. Uma barraca foi montada no Largo Zumbi dos Palmares para receber as doações. Todos os participantes mantiveram o distanciamento social, com uso de máscara, e não houve aglomerações.

A entrega das cestas básicas será feita neste sábado através dos 12 comitês populares que atuam em Porto Alegre. "A entrega dos alimentos será realizada com todos os cuidados, ou seja, sem aglomeração nas comunidades dos bairros Restinga, Lomba do Pinheiro, Cruzeiro do Sul e nos bairros da zona Norte da Capital", informou.

Conforme Silvana Conti, com a pandemia do coronavírus quem mais empobreceu foram as mulheres e as mulheres negras das periferias. "As mulheres sempre foram as mais empobrecidas - são chefes de família que sofrem com a falta de creche, de trabalho, são terceirizadas ou estão desempregadas", acrescentou.  

O presidente do Sindicato dos Servidores de Nível Superior do Poder Executivo do Rio Grande do Sul (Sintergs), Antônio Augusto Medeiros, afirmou que sem o auxílio emergencial do governo, a fome aumenta e as necessidades se intensificam. "É fundamental a união entre movimentos sociais e sindicais e o engajamento de todos que puderem ajudar”, destacou.

De acordo com Silvana Conti, o fim do auxílio emergencial de R$ 600,00 tornou ainda mais dramática a situação das pessoas em situação de vulnerabilidade social, especialmente a população negra e as mulheres chefes de família. "A política econômica do governo federal retira direitos e cobra do povo trabalhador o custo da crise. Em Porto Alegre, não é diferente a política de 'dar a vida para salvar a economia' insiste em brigar com os fatos ao invés de atuar na resolução dos problemas para enfrentar este grave momento em função da pandemia da Covid-19", comentou a vice-presidente da CTB/RS.

Fonte: Correio do Povo