O 4º Congresso Estadual da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS) acontece amanhã e sexta-feira (1º e 2/6), na sede da Fetag, em Porto Alegre, e será o maior congresso da entidade desde a sua criação. Mais de 400 delegados se inscreveram para o evento que conta com a participação de diversas federações e sindicatos de trabalhadores vindos de todas as regiões do estado.

O presidente da CTB-RS e também da Fecosul, Guiomar Vidor, faz um balanço positivo da entidade, apesar das adversidades políticas enfrentadas pelo movimento que representa a classe trabalhadora no Brasil. “Conseguimos nos fazer presente em diversas regiões do estado e em todas as categorias de trabalhadores. Tivemos um crescimento muito grande, passando de 60 sindicatos para 160. Além disso, exercemos um papel destacado na defesa dos direitos dos trabalhadores”, avalia Vidor.

O objetivo central do evento é eleger a nova diretoria que coordenará os trabalhos e as lutas dos próximos quatro anos da Central. Mas, mais que isso é a oportunidade ideal de realizar debates profundos e importantes para o movimento sindical brasileiro.

Este ano, a CTB-RS definiu como assuntos principais as conjunturas estadual e nacional, por acreditar que a noção sobre esses temas é essencial para fortalecer a luta de classe e ampliar a resistência contra medidas que visam a retirada de direitos. Entre os palestrantes estão o presidente da Afocefe (Sindicato dos Técnicos Tributários do RS), Carlos De Martini; o presidente e o vice-presidente nacional da CTB, Adílson Araújo e Nivaldo Santana, respectivamente; e o vice-presidente da Confederação dos Trabalhadores Rurais (Contag), Alberto Broch.

Outro ponto que ganha espaço para debate no Congresso é o impacto das reformas trabalhista e da previdência na vida da classe trabalhadora e sociedade brasileira. Para explicar e comentar, o assunto foi convidada a juíza do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RS), Valdete Severo; e o deputado federal, Assis Melo (PCdoB).

“O grande desafio do Congresso é fazer um amplo debate sobre a crise que o país passa e o enfrentamento contra as forças conservadoras que querem retirar direitos, destruindo a CLT. Precisamos buscar uma mobilização cada vez maior para repudiar veementemente a retirada de direitos, exigir a saída de Temer e buscar eleições diretas já”, defende Vidor.

A comissão organizadora desse Congresso se engajou para tornar a atividade mais leve e prazerosa aos participantes. Por isso, com o apoio de entidades que representam artistas e técnicos em espetáculos, acrescentou atividades culturais aos dois dias. Estão previstas apresentação da peça “Os Dez Mandamentos da Capital”, do grupo teatral Povo da Rua, e da banda Samba do Irajá.

Texto: Aline Vargas/CTB-RS