Os trabalhadores e trabalhadoras do comércio realizaram ontem a sua assembleia ordinária em que o tema em pauta era a aprovação, ou não, pela categoria, da contribuição sindical, para a manutenção das atividades do sindicato. A contribuição foi aprovada por unanimidade. Para demonstrar a importância da contribuição ao Sindicato, foi mostrado um vídeo aos presentes, de um empresário, em que este reforça a necessidade da classe patronal contribuir com os sindicatos patronais para fortalecer estas entidades. “Se eles estão fortes, nós temos que ser fortes também e a contribuição de vocês é fundamental para a nossa luta”, argumentou o Presidente Ari José Bauer.

Em espaço para manifestações da categoria, a situação de crise na Cotrijui foi questionada pelos trabalhadores. “Assim que houve a nomeação do novo interventor, procuramos marcar uma reunião para debatermos a situação dos trabalhadores, mas não tivemos sucesso”, disse Ari Bauer. O Sindicato foi informado pela equipe de administradores que o processo em curso é o de arrendamento das unidades e que o interventor buscará negociar a permanência dos funcionários com os arrendatários. “É uma situação de enorme risco social, em que em torno de 1000 empregos estão em risco e que tem pouco envolvimento da sociedade e do poder público local”, alertou Bauer.


Muitas manifestações vieram também em relação ao contexto em que o “horário livre” volta a ser debatido em Ijuí, o que reacendeu na categoria a importância das entidades sindicais na defesa do trabalhador. “Nas horas difíceis é que a gente percebe quem está do nosso lado e nesta questão em que alguns vereadores e o prefeito querem liberar o horário, numa cidade em que não tem vagas suficientes nas creches e em que as creches não vão funcionar nos domingos e feriados para atender uma categoria que é composta majoritariamente de mulheres, o trabalhador viu que sozinho ele não tem voz e vez, é o Sindicato que assume a frente da defesa dos seus direitos”, disse Rosane Simon, diretora da entidade. A questão do funcionamento das creches foi uma das mais citadas pelas trabalhadoras.

Os presentes levaram cartazes contra o “horário livre”, expondo que este acabará com a possibilidade de prosseguir nos estudos, impedirá lazer e o convívio com a família, questionaram a falta de creches nos domingos e feriados e exigiram respeito com a categoria, que não está sendo ouvida. “Somos duramente criticados nos últimos dias pelo nosso posicionamento contra o horário livre, mas nosso dever e nossa função é ouvir a categoria e defender as decisões de assembleia. Estamos inclusive sofrendo ataques de setores da elite local, mas também temos nossa estratégia”, disse Presidente Ari Bauer.

São mais de 1500 associados na entidade, que com seus familiares e pessoas próximas representam muitos votos. A Direção explicou aos presentes que nesse momento a batalha vai se travar na Câmara de Vereadores. O Prefeito Valdir Heck, os vereadores Andrei Cossetin, Jorge Amaral, César Busnello e Ricardo Adamy já declararam ser a favor da proposta. Rosane Simon explicou que a entidade prepara uma campanha neste sentido. “A política vive de voto, e os comerciários devem compreender que o voto deles neste momento é a única arma que eles tem para pressionar a classe política para que não aprove a proposta. Se votar, não volta!”

Fonte: Assessoria do Sindicato