Na última sexta-feira, 22 de setembro, em Rosário do Sul, aconteceu a segunda edição do Ciclo de debates sobre a Reforma Trabalhista: Impactos & Resistência, promovido pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecosul) e Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais (Fetar).

O evento, que aconteceu no auditório do Sindicomerciários da cidade, contou com a participação do deputado federal Assis Melo, da ex-secretária nacional da mulher da CTB, Abgail Pereira, do desembargador do TRT4, Marcelo D’Ambroso, e do presidente da Fecosul e CTB, Guiomar Vidor.

Assis, em sua fala, alertou os trabalhadores e trabalhadoras que "sem luta não haverá mudança". Também afirmou que é momento de unir a todos, esquecer as diferenças, e formar uma grande frente, ampla, para evitar que o governo ilegítimo de Temer continue a retirada dos direitos. "É preciso um movimento de resistência a esta ofensiva. O que foi feito foi um golpe, onde quem perdeu as eleições assumiu o poder... precisamos pensar que tipo de nação queremos, que tipo de emprego. Se o trabalhador não tiver emprego ou salário digno, toda a sociedade será afetada. Quem vai comprar? Sem comprador, não adianta produzir..." finalizou chamando a todos para a luta, com a frase do líder e tropeiro Gaúcho Honório Lemes : "A liberdade não se implora de joelhos".

Abgail Pereira abordou as influências do cenário econômico Internacional, trazendo ao ciclo que "o que temos é mais que uma crise cíclica, é uma crise do sistema, da estrutura... temos que estar preparados para as mudanças que serão postas no mercado de trabalho... o que o governo Temer está fazendo é o desmonte, entregando o país". Contudo, "não podemos apenas ficar nos lamentando, temos que constituir uma frente ampla de resistência", concluiu, em sintonia com o que foi apresentado por Assis.
O desembargador Marcelo D’Ambroso iniciou sua participação aprofundando as questões jurídicas, onde afirmou que estamos vivendo um estado de exceção, onde, entre muitas coisas, foram aprovadas, sem legitimidade as mudanças nas leis trabalhistas. "A resistência do povo sim, é legítima!" Também ponderou que a situação de estado de exceção se dá quando temos um ponto de desiquilíbrio entre direito público e fato político.

Já, segundo Guiomar Vidor, a participação de todos os dirigentes sindicais e seus assessores jurídicos é fundamental, pois “precisamos estar informados para que, juntos, encontremos alternativas para esta avalanche de retirada de direitos, proposta pelo governo Michel Temer. A união e a informação aliadas formam o caminho da resistência”.

A próxima edição do Ciclo acontece no dia 29 de setembro, em Santa Maria – Região Central.

Texto: Fecosul e Assessoria deputado Assis Melo