A partir das 10h da manhã desta terça-feira (11/7), centrais sindicais juntamente com entidades ligadas à justiça do trabalho realizaram vigília, em Porto Alegre, contra a reforma trabalhista. A manifestação foi marcada para a data em que senadores aliados ao governo Temer pretendiam colocar em votação o projeto que prevê centenas de mudanças na CLT. O plano da base-aliada só não foi efetivado porque algumas senadoras assumiram a mesa da presidência e impediram que a sessão fosse indicada.

No ato em frente ao prédio da Justiça do Trabalho, concentraram-se CTB, CGTB, Força Sindical, CSP-Conlutas, Intersindical, CSB, Nova Central, sindicatos e federações de trabalhadores, além de representantes da OAB, Amatra, Agetra, TRT. Por volta das 13h, um ato foi iniciado no local, ocupando uma das vias da avenida Praia de Belas. Entre as autoridades presentes, destaque para a presidente do TRT-RS, a desembargadora Beatriz Renck, que em sua fala salientou as principais mudanças que o projeto causa e os maiores prejuízos aos trabalhadores.


CTB e Fecosul foram representadas pelo diretor, Vitor Espinoza, que falou sobre a importância da vigília para resistir contra os retrocessos propostos pelo governo de Temer. “Estamos aqui para denunciar essa reforma com dezenas de artigos inconstitucionais que, caso aprovados, trarão insegurança jurídica e transformarão o trabalhador em escravo. A reforma trabalhista só traz benefícios para o mau empresário que quer explorar o trabalhador”, alertou. O dirigente citou ainda uma parte da reforma que permite que rescisões de menos de um ano de trabalho não precisem mais ser feitas por intermédio do sindicato, o que deixa o trabalhador ainda mais vulnerável.

A manifestação ocorreu de maneira pacífica sendo encerrada por volta das 15h.



CTB-RS também presente em Brasília

A CTB-RS enviou uma delegação para acompanhar a votação em Brasília. O grupo tem entre seus participantes o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, a secretária-geral, Eremi Melo, e a secretária de formação, Ivanir Perrone, entre outros dirigentes.

O objetivo do grupo é dialogar com os senadores para que a reforma não seja aprovada. Na primeira hora da tarde, enquanto acontecia a vigília em Porto Alegre, a delegação conversou com senadores. “Queremos revogar ou ao menos adiar a votação do PLC 38, da famigerada Reforma Trabalhista, que introduz 200 alterações na CLT, todas em prejuízo dos trabalhadores. Contamos com um importante apoio, o da Ministra do TST, Delaide Arantes”, relatou Vidor.

Em Brasília, o grupo seguirá em vigília no Congresso a fim de que a reforma não passe.



Texto: Aline Vargas / CTB-RS
Foto: Juliana Figueiró Ramiro / Fecosul