Mesmo com a greve ainda em curso, com atos que devem ocorrer na capital e em outras cidades do Estado no final da tarde, centrais avaliam o movimento de forma positiva.

“Tivemos protestos, manifestações e paralisações em mais de uma centena de municípios em todo o Estado. Isso é uma expressão da inconformidade dos trabalhadores e da sociedade com relação a reforma”, aponta Guiomar Vidor, presidente da CTB-RS.

Por outro lado, os trabalhadores e líderes sindicais denunciam a forma violenta e desproporcional com que a Brigada Militar repeliu o movimento, ignorando o direito de livre expressão de todos. “Os policiais agrediram trabalhadores e estudantes, com bombas de efeito moral, pelotão de choque, cavalaria armada e jatos de água vindos do caveirão. Ainda levaram para a prisão mais de 60 companheiros e companheiras”, denunciou o presidente da CTB, que ainda destacou que, mesmo com a violência, os trabalhadores seguirão nas ruas, resistindo à retirada de direitos.

“Nossa resistência continuará nas ruas, nos locais de trabalho e no Congresso Nacional, para que o projeto de destruição da previdência pública não seja aprovado. Não podemos permitir que nosso futuro seja roubado”, destaca.

A proposta de Reforma da Previdência, proposta pelo governo Bolsonaro, principal motivo da greve geral, altera as regras de aposentadoria vigentes no país e dificulta o acesso ao benefício. “A reforma praticamente acaba com o direito à aposentadoria da grande maioria dos brasileiros, ao substituir o tempo de contribuição pela idade mínima de 65 anos para homens e 52 para mulheres, acumulado com 40 anos de contribuição e, ainda, instituir para os novos trabalhadores um plano privado de capitalização, que reduz drasticamente os valores dos futuros aposentados”, destaca Vidor.