Nesta terça-feira (13), em todo o país, estudantes, integrantes de movimentos sociais, trabalhadores e lideranças políticas participaram de atos em defesa da educação pública, do emprego e dos direitos sociais. Em Porto Alegre, a atividade começou no início da noite, no centro da capital. Os manifestantes denunciavam e repudiavam a política do governo Jair Bolsonaro e seus aliados, que, entre as medidas, propõe cortes nas verbas das universidades federais, da educação básica, tenta impor a Reforma da Previdência, projetos de privatização e a MP 881, que legaliza o trabalho escravo em pleno o século 21 .

Durante a concentração, na Esquina Democrática, representantes de diversas entidades denunciaram em falas nos carros de som e em gritos de ordem a política de ataque às universidades que vem sendo empregada pelo presidente Bolsonaro. “Não seremos a geração que vai permitir o desmonte da educação. Não seremos a geração que irá permitir que o governo fale que nós fazemos balbúrdia, quando nós produzimos 90% da pesquisa nacional. Estamos aqui para mostrar que não seremos os últimos da nossa família a entrar na universidade pública”, disse uma representante do DCE da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).



Também na Esquina Democrática, representantes sindicais se voltaram contra ações do presidente que beneficiam políticos e empresários. O presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), Guiomar Vidor, afirmou que Bolsonaro desenvolve uma “política que quer acabar com a educação pública, com o direito à aposentadoria, com o direito dos trabalhadores e, acima de tudo, com a democracia”.

O dirigente ainda avaliou a atividade. “Foi uma grande mobilização, que demonstrou a importância da unidade das centrais, estudantes e movimentos sociais. Vamos continuar a mobilização e a pressão nas ruas e no congresso Nacional para reverter os retrocessos impostos pelo governo”, destacou Vidor.

A atividade contou com mais de 40 mil pessoas em Porto Alegre.