Mundialmente, o dia 8 de março é reconhecido como o dia internacional da mulher. Na data, desde o ano de 1910, que faz referência à morte de operárias numa indústria têxtil em Nova York, além das homenagens, acontecem manifestações por melhores condições de vida e trabalho e em oposição ao machismo e a violência contra as mulheres. Não será diferente em 2019.

O ano de 2018 foi marcado pela Reforma Trabalhista, que atingiu a todos os trabalhadores do Brasil, mas, de forma ainda mais dura as mulheres. Entre os retrocessos está a retirada do direito de que mulheres grávidas e lactantes não trabalhassem em locais insalubres, citando um exemplo.

Em 2019, o governo Bolsonaro já anunciou a Reforma Previdenciária, que, no seu texto, mais uma vez prejudica as mulheres do campo e da cidade. Lá está prevista a mudança da idade mínima para que as trabalhadoras possam se aposentar. Hoje, todas se aposentam com 55 anos. Com a mudança, as rurais precisam ter no mínimo 60 anos e as urbanas 62.

Com a informalidade crescente, a falta de empregos e os números que apontam que as mulheres têm menos oportunidades no mercado de trabalho, pois, muitas vezes, são as responsáveis pela casa e o cuidado com os filhos, as trabalhadoras vão ter muita dificuldade para se aposentar com o benefício integral, isso se conseguirem os requisitos para gozarem de suas aposentadorias.

Outro fator alarmante que permeia o universo de vida e trabalho das mulheres é a violência. Até o dia 3 de fevereiro de 2019, 193 casos de feminicídio já haviam sido registrados no Brasil, um dos países que lidera o ranking da violência contra a mulher. Em resposta a violência crescente, o atual governo federal propõe apenas a flexibilização da posse de armas, o que coloca as mulheres em um risco ainda maior, já que a maioria dos feminicídios e agressões são praticadas por homens que têm algum vínculo com as vítimas - maridos, namorados, pais e filhos.

Neste dia 8 de março, as mulheres, mais uma vez, vão as ruas pedir por segurança, igualdade, o fim do machismo e da violência e, ainda, contra a retirada de direitos duramente conquistados ao longo dos anos. Em Porto Alegre, as mobilizações começam no dia 28 de fevereiro, com uma panfletagem nas entidades relacionadas à saúde. Outra panfletagem acontece no dia 7 de março, desta vez no comércio.

O ato unificado entre centrais sindicais, demais entidades que representam as mulheres, movimentos sociais e juventude, acontece no dia 8 de março, a partir das 17h, no Largo Glênio Peres.

A Fecosul, a partir da sua secretaria da mulher, convoca a todos os sindicatos para que participem das atividades que acontecerão em todo o Estado, endossando a luta das mulheres.

Texto: Assessoria de Comunicação Fecosul